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domingo, 17 de maio de 2026

RECOMEÇOS TAMBÉM DÃO MEDO

Mais uma vez começando um post suspirando. Dessa vez, o suspiro é de "será que vou dar conta de concluir esse post ainda hoje?". Contrário do post anterior, com várias pausas, este quero dar o resumo do resumo do resumo... Até porque, não sei se já comentei aqui, mas criei um blog anônimo pra chamar de meu. Chega de me sentir vigiado! Agora, por lá, escrevo sem papas na língua e tendo um registro ainda mais pessoal, mais detalhado, sem pudor (mais ou menos) e com o meu sentimento mais que profundo. Espero seguir lá e, claro, aqui. Não esqueci que prometi a mim mesmo que, neste ano, preciso fazer pelo menos um post por mês. Isso não para os outros, mas para mim mesmo no futuro. Adoro ler e ter vergonha de mim mesmo no passado, me dá uma sensação boa.

Mas, sem mais delongas, vamos lá! 😉

Então, sem muitos detalhes, na primeira semana de férias, consegui um emprego aqui na serra, em Tianguá - CE. Obviamente, me conhecendo, pra que isso acontecesse tive todo um preparo e planejamento, incluindo o psicológico. Voltei à terapia, dessa vez com uma nova profissional, pra eu me entender e, principalmente, me encorajar. E deu certo. Aliás, está dando certo. Concluí as férias e vim pra cá de vez. Foi tudo muito rápido, mas eu não podia perder essa oportunidade, oportunidade que há meses venho pedindo a Deus. Confesso que, semanas antes, após a primeira entrevista, me deu muita ansiedade. Não consegui dormir direito, mas depois eu meio que taquei um f*da-se. O que fosse pra ser, seria. E assim foi. Estava com medo, mas fui com medo mesmo.

Concluí a primeira semana na sexta. Aliás, posso dizer que hoje, domingo, mesmo sendo início de semana na teoria - afinal, no calendário, o domingo vem antes da segunda-feira. No trabalho novo, conheci algumas pessoas, organizei coisas de meses e até participei da primeira reunião mensal. Eu estava ali, do lado, literalmente, do diretor. Ele iniciou a reunião me apresentando um pouco aos colaboradores e depois preferiu que eu mesmo falasse de mim. Com duas canetas nas mãos, um caderno meio agenda que ganhei, comecei a falar de mim. Por um instante, nem percebi que era eu mesmo falando pra mais de vinte pessoas que estavam com os olhos e ouvidos voltados pra mim. Meu coração não acelerou, não tremi... Tudo foi natural. Fiquei tão à vontade que cheguei até a fazer uma piada sobre a cidade, em que todos riram. Foi muito gostoso ouvir "seja bem-vindo".

Instants

Os últimos dias da semana foram bem mais intensos, mas acredito que dei conta, mesmo pegando o bonde andando. Ao que dependeu de mim, não deixei nada acumulado. Amanhã tenho algumas coisas pra fazer, mas que bom que tem. Não gosto de ficar à toa e me sentir inútil.

Hoje, trabalhei às 5h30. Como não se trabalha aos sábados, quando necessário, temos que cumprir essas quatro horas que ficam no "banco de horas". Tranquilo! Gosto de me sentir na escala 5x2, já que a minha vida toda sempre foi 6x1 ou mais. KKKry

Pela manhã, clareando, fui um dos primeiros a chegar e já fui ajudando a organizar uma ação em uma praça daqui. Hoje pela manhã teve uma corrida, então foi uma ótima oportunidade pra se divulgar e conseguir leads. É divertido estar com eles, eles são eles e ponto final. Todos têm o seu jeito diferente, mas juntos conseguem se entender. No final, tudo deu certo, o diretor, individualmente, agradeceu a todos por terem feito aquela ação. Esse agradecimento vindo dele é muito importante, gostei de ver. 💛

Estou agora descansando um pouco. Por enquanto, ficarei aqui na casa dos meninos, mas, assim que eu estiver bem, vou procurar o meu rumo e me virar sozinho. Às vezes fico muito dependente, e isso me causa muita vergonha - por exemplo, foram eles que me deixaram na praça às 5h30 porque não consegui uber, nem mototáxi -, mas eu sei que um dia vou compensá-los por todo esse acolhimento. Eles são realmente meus amigos verdadeiros. Eles me apoiam desde quando comentei com eles sobre essa minha decisão de vir pra cá, trabalhar...

Vou dar o melhor de mim durante todo esse tempo. E eu vou conseguir o que eu realmente quero. O principal é ser feliz, claro, mas eu tenho umas conquistas (que posso chamar de sonhos) no off também.

Valeu por ler até aqui! 😗

quinta-feira, 19 de março de 2026

NEM TODO TEMPO PERDIDO VOLTA

Acabo de soltar o celular, e em choro. Sempre me emociono com os vídeos do Israel Magnani. 🥺

Uma vez, passando pelos vídeos do TikTok, apareceu o dele. Entrei no perfil, que tinha muitos seguidores, likes e comentários, e fiquei por horas ali assistindo a cada corte. Mexeu muito comigo, a ponto de passar um filme na minha cabeça - e um arrependimento também.

Pra quem não conhece, os vídeos dele são basicamente palestras motivacionais em escolas. Pelo pouco que vi, os temas envolvem bullying e outras situações vividas no ambiente escolar. Em geral, os vídeos mostram jovens estudantes próximos a ele, contando histórias de intrigas ou brigas e, depois, sendo motivados a pedir perdão.

Eu me vi muito em vários desses estudantes... acho que foi por isso que bateu tão fundo em mim, a ponto de me emocionar e chorar.

Quando eu estudava, me intrigava muito fácil com as pessoas. Passei muitos anos intrigado com um amigo de quem gostava muito e de quem sentia muita falta. Nos resolvemos nos últimos anos, graças a Deus. Hoje em dia, mesmo depois da conclusão do ensino médio, nos falamos com frequência. Ele, inclusive, trabalha aqui na minha rua e, vez ou outra, quando passo em frente ao seu trabalho, ele me chama de "magrelo" (apelido sem bullying da época). 

Lógico que a vida nos joga pra vários lados. No caso dele, hoje em dia, pai, filhos, família... e eu continuo no meu mundinho, sem tanta responsabilidade comparado a ele. Ainda assim, quando nos encontramos, a nossa conversa flui, a gente ri, voltamos sempre no tempo e rimos de novo.

Agora, depois de assistir mais uma leva de vídeos do Israel, pensei: por que eu perdi tanto tempo deixando de ser amigo desse cara, hein? Isso me fez refletir que o tempo não volta, mas que o arrependimento me trouxe ensinamento pro hoje. Como eu queria um Israel nessa época...

Hoje em dia não tenho muitos amigos, mas me orgulho de manter os que um dia tive. Não sou mais tão aberto a novas amizades, não por opção, mas por falta de oportunidade mesmo. Confesso que sou muito seletivo e, qualquer vacilo, já não quero mais estar perto da pessoa. Coisas que sei que ainda preciso tratar.

No fim, acho que crescer também é isso: aprender a não deixar o orgulho levar embora quem a gente gosta.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CARTAS QUE O TEMPO NÃO APAGOU

Pra quem achava que eu não viria mais esse mês... olha eu aqui de novo. 😁

Resolvi ligar o computador e começar a digitar porque, dentro de mim, veio uma vontade de chorar. Mas nem é de tristeza... ou é? Só de escrever isso, a lágrima já começou a querer cair. Não é drama, é nostalgia mesmo.

Há poucos minutos, fechei uma pasta vermelha que organizei há algumas semanas. Nela, coloquei todas as cartas, conversas e desenhos que recebi nos anos do ensino médio, de 2006 a 2008. Em poucos dias, consegui organizar tudo por ano, depois por mês e por data, colocando essa sequência dentro da pasta. Ela ainda nem está totalmente pronta; preciso apenas alterar a etiqueta, mesmo sabendo que isso é o de menos. Por enquanto, está assim:

Agora à noite, acho que há cerca de uma hora, abri a gaveta da cômoda e dei de cara com ela novamente. Eu a havia deixado ali de propósito, facilitando minha visão, até chegarem algumas coisas que pedi no Mercado Livre para complementar. Peguei a pasta, coloquei em cima da cama, abri em uma página aleatória e comecei a ler algumas cartas que recebi em 2006.

A primeira que li era de uma menina de Caxias, amiga da Gilmara, a Aglaupy, e comecei a rir. Juro, é como voltar no tempo. A forma como ela escrevia era muito engraçada, com gírias da época, um jeito meloso e meio infantil até — rs. Mesmo assim, era a nossa forma de nos comunicar naquela época, falando por mim, com 15 para 16 anos. Já a geração de 15 anos hoje tem até filho, né, menino? Ihhhhhh! 🤐😅 KKKKK

Folheei mais algumas cartas e li uma da Mafra, outra da Gilmara e, sem perceber, meus olhos estavam cheios de lágrimas, quase caindo, como estão agora mesmo enquanto digito tudo isso. 🥹 A sensação de ler é muito estranha, e eu queria muito poder descrever como é. É inexplicável. É algo que é ruim e, ao mesmo tempo, é bom. É como tentar explicar um cheiro — simplesmente não dá.

Avançando mais algumas páginas, vi uma impressão de um post do meu flog (sim, Flogão), datado em 8 de dezembro de 2007, às 11h34. Nele, já começo dizendo que estava muito cansado e que achava que tinha dormido de mal jeito — rs. Em seguida, disse que havia prometido aos meus amigos, em sala de aula, que iria escrever no blog — ou melhor, no flog — sobre todos eles em relação a mim, de acordo com os números da chamada. E foi aí que me dei conta de que eram três páginas com fonte tamanho, acredito eu, 10. Se fosse no tamanho 12, tenho certeza de que daria muito mais. No total, escrevi sobre TRINTA E DUAS pessoas. 😮 Obviamente, os que eram mais próximos rendiam mais linhas; os de quem eu era mais distante, poucas. Porém, não deixei de falar de ninguém.

Passear por esses relatos sobre cada um, com sua individualidade, me rendeu ainda mais nostalgia. Senti vergonha de alguns erros de português, como trocar “mas” por “mais”, e de outras falas e costumes da época — rs — que eram escritos da forma mais engraçada possível. Quando lembro que a última letra da palavra final do texto eu colocava com a letra “O” maiúscula... KKKKKK Tipo: “AbraçO!”. Pra quê? KKKKKK

Passar por algumas pessoas e lembrar o que elas fizeram por mim na época foi muito importante. Lembrei de coisas que já tinha esquecido e pensei: ainda bem que guardo tudo isso, para poder aquecer meu coração e continuar com esse amor dentro de mim por algumas pessoas — e querer tê-las ainda por perto, mesmo com toda essa distância.

As amizades fizeram, com certeza, eu ser quem sou hoje — e isso me dá muito orgulho. Portanto, enquanto eu tiver vida, continuarei lendo cada pedacinho do que guardei. No fim, me faz bem. 🙃🩷

domingo, 7 de dezembro de 2025

DIÁRIO DE UM DOMINGO DE PAZ

Hoje tive um domingo bem diferente do normal.

A mãe de uma melhor amiga que foi morar no sul, a dona Lúcia, me chamou pra almoçar na casa dela. Informei que chegaria entre 10h e 11h da manhã, mas acabei acordando quase 11h. Mesmo "atrasado", ainda passei no supermercado, comprei batata palha e um salgadinho pra ir comendo no caminho, já que nem café eu tinha tomado. Ainda bem que estava nublado.

Cheguei lá quase meio-dia e ela ainda estava correndo pra deixar tudo pronto. Percebi que ela fazia tudo com pressa, pois achava que eu estivesse desesperado pra comer, mas nem estava. Ela colocou a lasanha no forno, preparou um arroz – que até queimou um pouco, pois conversamos tanto que caiu no esquecimento. A lasanha meio que transbordou no forno e ela ficou ainda mais preocupada, sempre se culpando por nada dar certo. Às vezes eu pensava até que poderia ser a minha energia, mas nem era, era que ela sempre quer fazer as coisas na pressa como se eu estivesse desesperado pra comer – rs. E eu sempre falando pra ela manter a calma, que eu sempre almoço lá pras 13h e que já estava acostumado nesse horário.

O arroz simples branco estava maravilhoso, mesmo queimadinho; a lasanha não tenho o que falar, estava de-li-ci-o-sa! Comi dois pedaços enormes!!! O prato estava maravilhosamente bom a ponto de não ter como rejeitar aquele tanto de comida. Quando coloquei meu prato e comecei a comer, ela fez uma salada de alface americana com tomate, sal e suco de limão. Divina! E entre conversas e conversas, comi ali...

Conversamos tanto que não víamos o tempo passar e já era mais de 15h. Fomos pro quarto dela, ela ligou o ar condicionado, ofereceu sua cama pra eu deitar enquanto pegava um colchão e o colocou no chão pra deitar junto de sua neta. E seguimos conversando, conversando e conversando...

Um pouco depois de 16h30, ela saiu do quarto e foi lavar a louça do almoço. Segui e ela ofereceu um bolo de chocolate que ela já havia feito mais cedo junto com um suco de limão que realmente eu estava com desejo.

Queria ir embora antes de escurecer, ou seja, antes das 18h, mas, como eu já havia pedido no dia anterior, queria que fizéssemos um estudo bíblico. E assim fizemos. Ela fez um apanhado de um livro que tinha lá e, novamente, aprendi várias coisas além de tirar dúvidas de várias outras. Lógico que em alguns momentos fiquei meio incomodado com alguns posicionamentos, mas cada religião tem os seus. Mesmo assim, sigo sem ter uma, mas me mantenho aberto a aprender e a escutar. Afinal, acho que toda religião tem um propósito: o amor.

* * *

Dessa vez registrei aqui como se fosse um diário, coisa que há muito tempo não fazia. O dia foi maravilhoso, de paz e calmaria. Espero que um dia eu possa ter domingos frequentes como o de hoje, regado de bom papo, comida e Deus no coração.

Registro aqui o meu muito obrigado, d. Lucia! 🩷

terça-feira, 12 de agosto de 2025

3.5

Que o clima de chuva me deixa triste vocês já sabem, e sabem muito bem que quando isso acontece, sinto automaticamente vontade de vir aqui desabafar. Não que seja pra falar coisas ruins, mas pra registar mesmo, colocar pra fora o que tem de bom ou ruim ultimamente. E até que nada de ruim vem nesses tempos, graças a Deus.

Então, na terça foi meu aniversário! 🎈🥳

Como de costume, viajei. Há muitos anos não passo meu aniversário aqui na cidade, nem em casa, e que bom por isso. Como sempre peço folga nessa data, me mandei pro CE de novo. Estar longe daqui me traz paz, me deixa mais feliz, apesar de a cada ano eu ficar sempre mais desanimado com aniversário ou até mesmo nem me empolgar com ele a ponto de bolar alguma coisa nesse dia. Deixo as pessoas à vontade, fico disponível pra qualquer rolê que elas queiram fazer, por mais que seja simples. Eu já estando longe da minha realidade já tá de bom tamanho - rs.

Fiz 35 anos e há vários meses quando me perguntavam minha idade, de bate pronto já dizia 35. Sei lá, vejo isso como já aceitar a realidade, a entender que o envelhecimento existe apesar de toda a pressão que a gente mesmo se coloca. O que mais me conforta é que, sim, estou vivo e que, mesmo com muito esforço, tenho conseguido o que eu quero. Acho que tudo no tempo de Deus, e sinto que Ele tem sido justo comigo ainda que às vezes eu esquecendo de orar, mas ainda assim agradecendo mais e pedindo menos.

O que sempre me diverte é o processo de alguma coisa. No caso, preparei todos os meus stories e de deixei no rascunho bem organizado no ponto de postar. Eu sei que sou mais do que suspeito, mas amei o meu "layout" (posso chamar assim?) desse ano. Amo ver quando faço algo que me agrada e me sinto ansioso demais pra mostrar logo - talvez isso continua sendo no fundo, no fundo, coisa de leonino - rs.

Olha só como ficou e olha só quem também me ajudou:


Amei passar o dia compartilhando esses stories e recebendo o carinho dos amigos, dos conhecidos... Como em todos os anos, me surpreendendo com uns e me decepcionando com outros. Ihhhhhh 👀 Faz parte.

Na virada do meu aniversário, passamos em uma hamburgueria em Tianguá - CE. Não estava fazendo o frio que lá faz, mas ainda assim eu estava gelado. Pedimos hamburguer e à meia-noite, nas badaladas do relógio da igreja, fui surpreendido com um bolo maravilhoso de coco queimado. Eu amo qualquer coisa de coco e os mais próximos sabem disso. Havíamos comido muita batata frita antes do hamburguer chegar que, infelizmente, não consegui comer nem metade dele. Fiquei beliscando o bolo com refrigerante e quando fomos ver, comi mais da metade da metade - rs.

Acenderam a vela com um ponto de interrogação, cantaram os parabéns, fiz o pedido - juro que não lembro mais o que pedi -, apaguei e pronto. Voltamos pra casa quando já era mais de 1h. Foi simples, mas fui muito feliz! 🥲


No dia seguinte ganhei presentinhos: sabonetes, hidratante, protetor e outro cosmético que prometo que vou usar. Ainda não sou do time da skincare, mas, né, os 40 uma hora vai bater a porta e quero estar com a mesma cara que tô hoje - rs. Além disso, ganhei um pix maravilhoso de um amigo e um de zoação, mas sendo pix, por mais que tenha sido mínimo, já vai me ajudar no futuro com algo que Deus vai me ajudar a vir aí o mais rápido possível. E que seja, Senhor, antes dos 40. Inclusive, quem quiser me ajudar, fique a vontade: andersonfunnie@hotmail.com. 😁 (quem vê jura que alguém vai mandar rs) Ainda fico meio sem graça ao receber presente, mas procuro pensar na intenção, não no material. Eu AMEI tudo que ganhei.

No decorrer do dia, quando amanheceu, me permiti dormir até tarde, umas 9h30 e depois do almoço fui pro mato com o B. Eu queria estar longe de casa, literalmente, a qualquer custo, e por ser no meio da semana, na terça, tive o Sítio do Bosco só pra mim. Eu podia contar nos dedos das mãos a quantidade de pessoas que tinha lá, então me senti mais tranquilo. Apreciei o silêncio, o vento, o momento e fui feliz nessa tarde. Até fiz uma mini trilha com o B, que tava me gravando e tirando as minhas fotos, em direção à caverna. Ahhh, já ia esquecendo! Que sorte eu tive em ver os macaquinhos por ali dando o ar da graça. ❤️ Por mais que eu tenha um pouquinho de medo deles roubarem meu celular ou algo meu e saírem correndo no meio da mata, eles complementaram toda a visão de estar no meio da natureza.

No final da tarde voltamos pra casa, mas antes B aproveitou que estava em Tianguá pra dar uma passadinha rápida no dentista. Acho que foi menos de meia hora eu esperando, mas esse tempinho foi crucial e me ajudou a responder o carinho que recebi durante o dia nas redes sociais. Procuro responder as pessoas sem control c control v, respondo de verdade. Tudo bem que tem diferença em resposta quando se é amigo ou conhecido, né, mas todos foram respondidos com o mesmo sentimento de gratidão.

No restante dos dias fiquei trabalhando, dormindo, comendo, jogando vídeo game, comendo, assistindo série, vendo novela, comendo de novo, saindo, fui ao cinema ver A Hora do Mal, fiz caminhada, comi mais... - rs. Passar uma semana no CE ainda é pouco com o tanto de coisa que se tem pra fazer. Só que abro um parênteses aqui: o frio deixa a gente com muita preguiça, pelo menos me deixa. 🥶💤

No sábado (8), eu já estava em Ubajara... Aliás, eu fiquei mais em Ubajara do que em Tianguá. A irmã do B e a cunhada dele vieram de Sobral pra passar o final de semana do dia dos pais. B havia convidado os meninos (Pedro e Dalton) para jogar e comer no final da tarde. E assim foi feito. Jogamos, fomos ao parque de diversões que estava lá por conta do festejo, comemos mais, voltamos pra casa e jogamos até mais de meia-noite. Eu estava o caco, mas estava lá. Foi MUITO BOM esse dia, meu Deus. Como é bom estar em ótimas companhias. 🥰😊

Foi tão bom que no dia seguinte fomos a um sítio almoçar. Levamos os jogos pra lá enquanto a comida não chegava e, assim como em casa, no meio de todo mundo tinha gritos e gargalhadas. Às vezes eu ficava olhando aquela arrumação, mas f*da-se, os incomodados que se retirem. 😎

No domingo, passei o dia no off, sozinho no quarto, todos já tinham que descansar pra voltar a realidade de segunda. E eu principalmente, pois no dia seguinte teria que pegar a Guanabara às 5h30 pra chegar em Coelho Neto às 14h. É Ubajara > Tianguá > Teresina > Timon > Coelho Neto. Enfim, cheguei bem cansado, mas cheguei. 🙌🏻 De Timon pra CN foi luta, pois uma van teve que nos levar até o Descanso e de lá outra van teve que seguir até CN. Essa van, coitada, além de atrasar, parou umas cinco vezes na estrada. Eu não fiquei chateado por isso.

No fim, ficou só a lembrança agora. Espero viver mais esses momentos. Foi muito especial! Sou muito grato a Deus pelas pessoas que ele me coloca no mundo. 🩷

Até!

domingo, 20 de outubro de 2024

TERAPIA

Voltei!!! Sei que sempre digo isso, mas cada vez mais difícil de vir aqui. Confesso que nem é por falta de tempo, é por falta de motivação mesmo, de cansaço, de... sei lá! 😥

Acho que já estou pronto pra compartilhar deixar registrado aqui uma coisa: comecei terapia, de verdade. Não que das vezes que tentei foi mentira, mas não me sentia bem. As duas vezes que tentei fui meio que abandonado, me senti desconfortável e pra quê iria continuar algo que não me fazia bem, sendo que teria que ser o contrário?

Acho que foi no mês passado, não me recordo, que estava desabafando algo no meu dix quando o Rodrigo (amigo de e que conheci em São Paulo pessoalmente em 2017) me chamou respondendo os stories e me fazendo a pergunta que mais me deixava irritado quando me questionavam: "Tu já fez terapia, amigo?". Algo me fez manter a calma naquele momento e tentei explicar pra ele o porquê de não ter gostado da experiência. Ele super entendeu, mas ainda assim me falou da experiência dele nos últimos três meses.

Numa conversa informal, ele me disse que tinha um site com um monte de psicólogo disponível e que o preço era bem em conta. Curioso, mas sem esperança, pedi o link e dei uma olhada rápida. No mundo de hoje é normal ter que duvidar de tudo, dos golpes... de tanta coisa. Mesmo assim, tentei.

No site tem uns filtros que podemos escolher por especialidades e abordagem. Pronto, isso facilitaria muito a minha vida. Eu já sabia exatamente o que eu queria: um psicólogo homem – pois as minhas experiências com mulheres não foram tão legais; que tivesse a mesma condição que eu – entenda como quiser! 😉 – e que fosse da minha região – nordeste – observando o DDD do seu contato. Foi aí que, após escolher mais pelas especialidades que iria tratar, encontrei o WB, do DDD 86. Li todo a "bio" dele e mandei uma mensagem. Não demorou muito pra que ele me respondesse. Eu já havia montado um questionário na minha cabeça e pela ansiedade fui logo fazendo umas cinco perguntas. Achando que ele responderia de uma por uma, ele então sugeriu para marcarmos um encontro online nos próximos dias, que ele iria me explicar tudo, além de me conhecer, saber o porquê teria buscado e outras coisas...

Marcamos para 15h de uma quarta-feira.

Como eu não tenho privacidade em casa, obviamente tivemos o primeiro encontro no meu trabalho. Me organizei numa sala longe das demais, liguei o ar condicionado, pois eu sabia que ia suar muito, levei meu computador sem precisão, já que não deu certo e fomos pelo celular... Pronto! Ficamos em chamada uns 25 minutos ou mais. Ele foi super atencioso, me explicou como funcionava, qual abordagem usava e como era... Fiquei interessado e fechei com ele ali. Na verdade, não fechei de cara, mas eu só precisava me organizar um pouco mais financeiramente pra que desse certo.

Dias depois, foi pra valer. Fechei um pacote com ele e estou seguindo todas às sextas entre 12h e 14h, a hora que tenho paz no trabalho.

Sei que ainda está recente, mas já me percebo em muitas coisas. Ele me aponta de uma forma saudável que eu realmente me perceba e crie soluções pra caminhar bem. Até agora também, tudo que ele quer me dizer pra fazer, eu já faço e tento abordar de um assunto diferente a cada sessão. Por algumas vezes, antes de começarmos, não sei o que falar, mas quando nos conectamos na chamada tudo começa a fluir. Às vezes até me sinto culpado em não deixar ele falar tanto quanto eu gostaria, só que mesmo assim vai fluindo.

Com essa experiência, tenho trazido mais pessoas também. O Joanes, por exemplo, é um desses amigos. Por muitas vezes que conversamos, sabemos que temos problemas em comum e que queremos o nosso melhor. A gente também percebe que não estamos em paz com certos sentimentos, atitudes, convivências... Coisas bem particulares, sabe. As sessões dele também são semanais e é muito massa dividir essa experiência. Não que ele compartilhe comigo o que ele falou pro profissional, mas comentamos sobre a abordagem e o quanto tem nos feito bem até então.

Estou tendo isso como prioridade na minha vida. Como já mencionei, eu já percebi algumas mudanças em mim e queria também perceber de forma externa. Eu só quero ser feliz!

Até! 🙂

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

FRAGILIDADE > RESPEITO

Nem queria ter que vir aqui registrar isso, afinal, tudo ficará exposto, mas me senti com tanta vontade... Certas coisas preciso descarregar pra não surtar, como já sabem. 🥸
 
Então... Às vezes fico me perguntando o porquê de não ter muitos amigos, de achar que o problema está comigo, mas, às vezes, também, agradeço por estar só.
 
Quem é dos meus sabe o quanto tento ajudar, conversar e mostrar, talvez, algumas qualidades que tenho. Por mais que em alguns momentos me reconheça como uma pessoa ruim, a minha "ruindade" seja a forma de me precaver.
 
É muuuuito difícil ser diferente, ser a gente mesmo e até não ser nada ~ como é assim que me acho às vezes. Tenho fugido de tudo que me faz mal, mas tem horas que não tem mais como. Eu queria apenas ignorar, sair de perto, não responder, mas há situações que sou obrigado a ficar ali e aguentar tudo calado – e o pior é que, por mais que eu queira, não consigo me manter calado. Sou ser humano, preciso e tenho todo o direito de me defender também, né. Fico sendo instigado justamente pra isso. 😒
 
Nessa semana me incomodei com algumas falas de um "amigo”. Se não me engano, nos encontramos apenas duas vezes nessa vida, mas não chegamos a conversar por muito tempo nesse pessoalmente. Dessas duas vezes, as conversas foram de 5 a 10 minutos, se tiver sido bem menos que isso. Dias atrás, pela internet, começamos a conversar sobre organização e assim um papo foi puxando o outro, que veio outro, até chegar em minhas coisas pessoais.
 
Meus amigos mais próximos sabem que eu sou muito nostálgico, que amo guardar coisas antigas e que isso acaba fazendo eu criar um afeto e deixar meu coração aquecido, por mais que na maioria das vezes eu até chore querendo reviver aquilo. Mesmo assim, o sentimento de nostalgia me traz um ar de que estou vivo, que estive vivo e que cada vez mais quero criar memórias para no futuro sentir o mesmo. Deu pra entender?
 
Em um dos pontos descrevi o que guardo em todas as gavetas da minha cômoda, até que disse que na quinta e última gaveta, guardo camisas que não consigo dar pra alguém, que têm valor sentimental. Ou seja, por exemplo, nessa gaveta tem uma camisa branca com a estampa do Doug que ganhei do Murilo de presente de aniversário muitos anos atrás; também tem uma camisa preta com vermelho, acho que nem é de marca, que ganhei de um amigo também virtual, o Lucas, com muito mais anos atrás, além de outras. Nisso, ele solta o seguinte:


A pergunta já me deixou meio “aí vem coisa”, quando o textão seguinte me machucou mais ainda. Sabe quando a gente recebe uma opinião sem a gente pedir? Frases descritas “não acho isso normal”, “uma terapia pra falar sobre” me deixaram com tanto sentimento misturado: chateação, constrangimento, vergonha, raiva... Difícil explicar todos os  sentimentos, né!?
 
Tentei mudar de assunto com humor – algo que nem tenho nessas horas, mas tento forçar – dizendo que assim como estranham um cara de 33 anos ainda escrever diário. Aí a conversa foi ficando mais desconfortável ainda.
 
Tentei explicar que é legal ser diferente, que o quanto seria chato se todos nós fôssemos iguais e gostássemos da mesma coisa, foi aí que ele disse que o assunto estava me incomodando e que não iria mais tocar nele, me pedindo desculpa. Viu? É aquilo que eu sempre falo: quando eu estou desconfortável, não consigo disfarçar. E ele percebeu. E eu, burro, ainda tentei me fazer de forte e que aquilo não estava me abalando: “Que nada, não me incomoda. Legal é ser diferente, isso que é interessante. Isso faz a gente ver um novo mundo”.
 
E aí que a macetada foi bem maior! 🤯
 
“Te vejo um cara tão inteligente, tão focado, mas aprisionado na própria mente!”. Isso é coisa que se fala pra alguém sem saber de nada da vida e o que ela já passou? “Fico imaginando o quanto você seria mais feliz se vivesse com mais independência...” CARAAAA!!! Li isso com lágrimas nos olhos.
 
Tentei finalizar o papo dizendo: “A gente teria que ficar mais próximo pra entender um o lado do outro sabe? Em outros contextos, os porquês.” E finalizou com a frase que mais odiei e que fez com que eu quisesse que parasse por ali: “Você foge da terapia como o diabo foge da cruz!”, e riu. MERMÃO DO CÉU!!! 😠😭
 
Trocamos de assunto, mas aquilo ficou na minha cabeça.
 
Não é a primeira vez que conversamos e que no final ficamos num papo onde opiniões são diferentes e não são respeitadas. Se torna desconfortável, às vezes, conversar com ele. Eu gosto dele, eu sei o que ele passa na vida dele também pelo que me diz. Nunca fui de julgar ele, pelo contrário, fui de tentar dar soluções, de ajudar, tendo todo o limite que posso ter com uma pessoa que também tem as suas fragilidades.
 
Apontar coisas sem saber de fato é difícil. Não posso dizer que não aponto... Sim, às vezes pode acontecer, afinal, não sou perfeito, mas reconheço que quando a carga vem pra cima da gente o peso é bem maior. Paciência. 💆🏻‍♂️
 
Com tudo que ele me falou, absorvi e tentei filtrar: “Não, não sou isso, não sou aquilo. Eu não posso ligar. O cara nem me conhece totalmente, ora”. E fico pensando também que ele falou pra me ajudar, pro meu bem, mas que não teve a forma certa de se expressar ou de procurar saber das coisas. Fiquei muito triste, claro, mas é isso, o que posso fazer? Tenho que conviver com o que as pessoas acham ou pensam, eu sei que também tenho minhas teorias sobre tudo e sobre todos, a minha imaginação vai a mil, mas na maioria das vezes me contenho e procuro ouvir, pergunto, pra tentar tirar minhas próprias conclusões.
 
Não preciso passar por isso, mas também não tem como correr. 🤷🏻‍♂️
Wanderson Rebelo

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

FÉ... VEREIRO

Fevereiro acabou de começar e senti uma dor de cabeça do estresse. 🤯 Será que esse negócio de virada de mês realmente tem alguma coisa a ver ou alguma resposta pra dar? Se esse fevereiro for depender dessa dor de cabeça de estresse que sinto agora, p*rra, queria dormir e acordar só em março.

Voltei a ter a dr*ga dos pesadelos de novo. Sempre há algum gatilho que faz com que todos possam vir. Sonhei com assassinatos, acredita? Geralmente não sonho com coisas sangrentas assim, mas dessa vez... Meus pesadelos são de vergonha, de momentos de constrangimentos, de pressão... São pesadelos que realmente me deixam mais angustiados do que de "terror".

Ontem, na virada do ano desse mês, dormi minutos depois de 22h. Decidi que ia dormir cedo e f*da-se o celular. Deixei ele de lado carregando, fiz a melhor posição pra pegar logo no sono e tentei mentalizar coisas que me fizessem bem pra eu tentar dormir logo. Confesso que algumas vezes... (que vergonha!) conto até carneirinho. Eu fico imaginando a cena e contando mesmo. Acredita que dá certo? Pelo menos eu nunca lembro o número do último que pulou a cerca - rs. Então dá mesmo certo, né!? Uma pena que isso não me livra de pesadelos. Lembrei! Preciso voltar a orar antes de dormir. Por que eu esqueci disso? 😬

Dessa vez, olha o nível do pesadelo besta que tive, mas que, pra mim, é pior do que sonhar algo de sangue, terror e coisas horríveis da vida. Simplesmente no sonho eu comi um hambúrguer de alguém antes da pessoa chegar. O sentimento de fazer a coisa errada, de pegar algo sem permissão, de não ter como voltar atrás... isso me agonia de tal forma que... eu fico me sentindo culpado, podre, sem noção. Coisa que na vida real eu pago pra não fazer. Sim, eu sei, não sou santo, mas o quanto eu puder evitar isso na minha vida, vou evitar!

Nos últimos meses, não sei se já falei aqui ou se foi no Instagram, no diário... em algum lugar eu falei! Eu nunca me senti tão só na minha vida como ultimamente. Lógico, estou com alguém quase que direto, diariamente, mas meio que não tenho toda aquela responsabilidade, sabe, tenho que ter limite. Estou curtindo, mas ao mesmo tempo não queria curtir, queria um basta, ao mesmo tempo também que me faz tão bem, que me diverte, me tira da minha bolha diária de estresse. Meu Deus!!! Eu não posso mandar em ninguém e não quero que ninguém mande em mim!!! Eu tenho saudade mesmo é de um amigo que me tire de tudo, que eu possa falar tudo, conversar coisas sérias e besteiras também. Preciso sumir! 😭

Por dois dias, tomei chá antes de dormir. Me indicaram a tomar chá. Essa minha amiga até me levou umas ervas (sem brincadeira, viu) e eu preparei da forma caseira que minha avó sempre fazia. O primeiro foi com açúcar, mas depois pesquisei que o açúcar tira algumas propriedades que o chá tem. Na segunda vez, provei sem açúcar e até que tomei tranquilo. Achei que não ia gostar tanto, mas não achei ruim, não. Fiz esse registro, inclusive, lembrando de uma foto conceito que vi pela internet uma vez:


A intenção da foto nem era biscoitar, mas pareceu mesmo - rs.

Olhando essa foto, deixa logo eu comentar: sim, engordei. As pessoas meio que não percebem isso porque estou usando camisa G ou GG pra me sentir mais livre, folgado, ainda mais nesse calor. A minha barriga não está tão enorme, mas eu estou mais cheinho, sim. Os meus "culotes" já estão mostrando dos lados, minha barriga bem saliente, mas até que eu acho bonitinha... Tô curtindo, mas não sei até quando. 🫃🏻💙 Esse é o ônus e o bônus de quem se casa. 

Mas é isso, vamos enfrentar esse mês de FEVEREIRO com FÉ. Deus está comigo, assim como Ele está contigo. Espero voltar aqui o mais breve possível ou pelo menos uma vez por mês, porque, né, gosto daqui.

Até depois! 😙

segunda-feira, 6 de junho de 2022

ACIDENTE

Na noite de sábado, L. me mandou mensagem me fazendo um convite. Disse que teria que ir em Teresina no domingo, pois na madrugada de segunda iria fazer algo e não queria voltar sozinho no carro. Por algumas razões, fiquei tentando rejeitar o convite. Cheguei até a pedir opinião pro Pedro sobre... Conversando com Pedro, me questionando se eu realmente queria ir, afirmei: “Ah, Pedro mas não vou fazer nada no domingo mesmo.” E sem dizer sim, aceitei o convite. 🙂

No domingo, um pouquinho mais de 15h, L. foi me pegar em casa. Eu já tinha colocado algumas mudas de roupas na mochila; carteira, celular e carregador em outra, pus o cinto e seguimos viagem. 🚗

Na estrada, enfrentamos sol, tempo nublado, chuva fraca e chuva muuuuito forte. E eu, embora indo na velocidade normal, sempre com calma falando: “L., não estamos com pressa, vai com calma, a gente vai chegar lá...” Além de, claro, fechar meus olhos por alguns segundos e conversar com Deus. Ultimamente faço muito isso quando saio de casa, do trabalho ou quando sinto que preciso. Ao chegar ao meu destino, agradeço, claro. Não é só sobre pedir, tenho que agradecer também.

Não lembro exatamente que horas chegamos em Teresina, só sei que foi no final da tarde. Fizemos o check-in no hotel, deitamos, dormimos e acordamos às 19h30 pra ir ao Shopping comprar algumas coisas que ele queria e também procurar algo pra comer. Resolvemos não comer no Shopping, fomos a uma pizzaria e voltamos pro hotel com chuva forte quando já se passavam das 22h.

L. dormiu primeiro e eu dormi um pouco depois de 00h30, pois estava em chamada de vídeo com Becky e Maurício (do grupo de American Horror Story). Se não fosse acordar às 4h, certeza que não teria dormido antes de 1h. 🥱

Às 4h em ponto o despertador tocou. Por mais que tenhamos colocado o despertador para essa hora, estávamos atrasados. Enquanto ele banhava, arrumava minha mochila o mais rápido que podia. Sem tanta demora, fizemos o check-out e seguimos com a ajuda do GPS até nosso destino pra de lá voltar a CN. Até aí, tudo ocorreu bem.

Um pouquinho para dar 5h, seguimos estrada pra voltar a CN. Ainda estava escuro e a partir de 5h30 que começou a clarear. A estrada estava tranquila, sem muitos carros grandes e sem muitas ultrapassagens. Saímos, enfim, da BR-316 e fomos para a MA-034. Vimos que a pista estava molhada e que às vezes serenava. Alguns trechos tinham buracos e por conta das poças de água poderiam até ser confundidos. A nossa velocidade estava normal, eu já tinha até conversado com Deus novamente.

Em um trecho, seguindo normalmente, até quando L. viu dois buracos quase em cima deles. Como qualquer motorista, tentou desviar levando a direção rapidamente a sua esquerda. Sem ver, atrás da gente havia um carro começando a fazer ultrapassagem. Não deu outra! A frente do carro de trás bateu na traseira do carro do L. fazendo com que ambos fizessem um “U” ao mesmo tempo. O carro da pessoa de trás foi parar do lado direito da estrada e o nosso do lado esquerdo. Na hora do desespero, olhei pro L. e não sei se foi meu pensamento falando alto ou mesmo a minha voz, gritei por Deus. O L. estava com o pé seguro no freio e, com aquele barulho de frenagem, certeza, se não fosse isso, teríamos capotado. Foi como em um filme de ação. Parece exagero, mas vi a morte ali.

Após o susto, carros parados em lados opostos da MA, o motorista do carro de trás desceu do carro com o olho arregalado e, aparentando tranquilidade, checou a sua frente. Ao mesmo tempo, descemos do carro e fomos ver o pneu traseiro esquerdo. Es-tra-ga-do! O pneu não serve mais pra p**** nenhuma. Calmo por fora, mas com o coração faltando sair pela boca, pedi pro L. conversar com o motorista do outro carro. E foi. De longe, vi ambos se cumprimentando. O motorista parecia nervoso, estava apressado e com os olhos arregalados. A única reação dele, que eu vi, foi pedir o contato do L. pra depois ajudar ele pelo estrago. Agora a pergunta: quem tem culpa? Não importa. 🤔

Ainda ali, L. perguntou para ele como faria pra trocar o pneu do carro, pois nem ele, nem eu (que não sei nem pra onde vai) sabia fazer. O motorista ensinou na prática, chegou até a colocar o macaco e depois, alegando que estava apressado para um atendimento, vazou. Achei estranho isso, hein. L. e eu trocamos o pneu com muita dificuldade. Na verdade, mais ele do que eu. E seguimos pra casa depois desse susto. Silenciosamente, agradeci a Deus pelo livramento e rimos de tudo que aconteceu. “Foi só um susto!” não parava de ser falado e foi a frase que mais deixou meu coração calmo.

Ao chegar em casa, aliviado, deitei, fechei os olhos, respirei fundo e segurei o choro. 🥹

Minutos depois, por mensagem, falei pro Pedralton tudo que aconteceu e Pedro disse que tudo tem um porquê. Isso me deixou pensativo... Deus talvez me mostrou e provou que tenho chance pra me manter vivo e fazer algo pra mim e por mim. 

Que assim seja! 🙏🏻
Lucas Vaz

sábado, 15 de maio de 2021

AUGUSTO

Conheci o Augusto em 2014. Na época, era febre a linha de smartphones da Nokia e nas redes sociais nos encontramos e trocamos várias experiências quanto ao uso deles. Em várias trocas de mensagens, fomos pro whatsapp e com o tempo nos tornamos muito amigos. Os assuntos referentes aos celulares foi deixado um pouco de lado e, comigo, ele dividia os problemas e algumas situações difíceis que estava passando em sua vida. Eu entendia a pressão que o Augusto recebia na época e eu tentava direcionar ele da forma certa, mesmo não conhecendo totalmente a sua cultura, personalidade e realidade. De uma coisa eu tinha certeza: Augusto era um menino bom, uma pessoa que não tinha um pingo de maldade no coração e cheio de propósitos. Isso era um dos motivos da minha vontade de ficar próximo dele.

Em 2015, depois de muita conversa e insistência, Augusto me convenceu a ir visitá-lo em Goiânia. Não sei como venci a essa insistência por, na época, ser medroso, inseguro, nunca ter viajado de avião e sequer saído do nordeste... Incrível como eu cai na lábia dele, sendo que ele era do mesmo jeito e nunca tinha feito nada em questão - rs. Lembro que toda essa experiência relatei AQUI e, inclusive, dias atrás, estava lendo os posts.

Em agosto do mesmo ano, fui me desafiando a tudo. Estava sozinho, mas tentando ser seguro do que "estudei" durante os meses anteriores e com medo de me decepcionar, de me sentir mais sozinho ainda. Pelo contrário, me senti abraçado!

Aquele dia foi muito cansativo. Fiquei sem dormir por estar com ansiedade antes de pegar o voo, esperei demais e caminhei mais ainda por dentro do aeroporto enorme de Brasília. Tudo era novo pra mim e eu ficava maravilhado com todas aquelas pessoas que tinham um mesmo propósito, que seria chegar a seu destino.

Naquele aperreio, cheguei em Goiânia com medo de não ser recebido por ninguém e ficar esperando ali, no meio daquele monte de gente. Foi aí que o Augusto me viu de costas, pegou no meu ombro e soltou com seu sotaque com bastante érre: "E aí, meRRmão!". Nos abraçamos rápido e pedi pra que ele me tirasse dali. Ele estava muito tranquilo e não parava de rir, e eu morrendo de vergonha e agoniado pra comer, tomar banho e descansar.

Nem parecia que a gente estava se conhecendo naquele momento. Ele parecia um amigo de longas datas, eu não me privei de dizer nada, nem de ser eu, embora estivesse morto de cansado. Ele estava muito empolgado, queria me levar pra todo canto naquele horário do almoço dele. Fomos almoçar, depois ele me levou pra faculdade, mas não sai do carro. Ali, apaguei. Só despertei quando ouvi ele batendo a porta do carro ao entrar.

E vivi dias incríveis com ele. Saímos algumas vezes e conheci o Breno e Alexandre, que também são de Goiânia e que até então também só conhecia pela internet. Nessa brincadeira de conhecer as pessoas, fomos até escondido pra Uberlândia pra conhecer a Tassya. Foi muito bom!!!


Também tive a oportunidade de muitos meses depois receber ele aqui no nordeste. Ele foi para o litoral do PI com a família, mas eu quis que ele viesse pra capital, Teresina, me encontrar. Pedro, Dalton e eu recebemos ele super bem. Levamos ele pra todos os cantos e jamais vou esquecer dele banhado de suor, por nunca ter sentido o calor daqui - rs. Eu fiz tudo isso pra compensar toda minha gratidão por toda a atenção e dedicação que ele teve comigo quando estive em sua cidade.


Hoje, dia de seu aniversário, recebi logo cedo a notícia de sua partida. É bom lembrar de coisas boas, mas hoje o dia não será o mesmo. Hoje seria um dia de comemorar, de mandar áudio, mensagem e, quem sabe, até postar foto de zoeira nas redes sociais, mas, não, tenho que me manter contido. Nunca imaginei que fosse perder um amigo da minha vida, ainda mais por conta desse vírus que tanto me amedronta. Quando soube de seu estado semanas atrás, todos os dias quando lembrava, pedia a Deus para que o mantivesse vivo, que houvesse um jeito dele me ligar, mandar mensagem... Por algumas vezes, até via seu visto por último na esperança de que ele pudesse ter acesso ao celular. Mas, não! A partir de hoje o silêncio dele poderia ser pra sempre, eu não vou deixar! Guardarei todos os seus áudios e suas mensagens, assim como as fotos e vídeos que fizemos juntos.

Hoje perco um grande amigo, uma pessoa boa, uma pessoa que a vida e a internet me deu, que foi o pontapé inicial para que eu criasse coragem, perdesse alguns medos e me desafiasse sempre. Vou guardar sempre as lembranças boas. Vou lembrar de tudo mesmo!

Eu pensei que não iria chorar por não convivermos juntos, por estarmos distantes, mas estou aqui sem conter as lágrimas enquanto digito este post. Isso é a prova do sentimento de amizade forte que tivemos e que, sim, Augusto teve um propósito na minha vida, assim como eu tive na dele.

Agora, preciso criar força pra seguir e orar para que sua mãe – que fazia um milho maravilhoso no almoço –, seu pai – que sempre foi batalhador e bem humorado – e sua irmã tenham um conforto. É uma dor que se perpetuará pra sempre, mas Deus está em nosso comando.

Eu tô sentindo muito, muito mesmo agora, nunca vamos nos acostumar com a dor da perda.

Obrigado, Augusto! Obrigado por tudo!

🖤😢

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

É... 30 ANOS!

Não sei se agradeço por chegar até aqui ou lamento profundamente... Enfim, trintei! – isso não foi escrito totalmente no tom de felicidade que eu gostaria de ter.

Importante: Estou escrevendo isso muito antes dessa publicação e, certamente, programarei o post para ser publicado no meu dia, ou seja, hoje, cinco de agosto, exatamente na hora que eu nasci em 1990, às 22h30. Mas por quê? No dia com certeza eu estarei na tristeza, eu sempre fico.

Nem estou acreditando que cheguei a mais uma década e que não consigo ter nada material para chamar de meu. ~ Tá, eu sei que quando a gente morre não leva nada, né? ~ Em contrapartida, tenho ótimas lembranças trazidas desde 2015 quando me desafiei a conhecer o mundo sozinho. Falo o “mundo” no sentido de sair de fora da minha caixinha, não o mundo em si... Quem me dera! - rs. Nesses últimos cinco anos vivi momentos maravilhosos, não posso reclamar. Conheci pessoas que me fizeram feliz em menos de cinco minutos, em um só abraço, acredita? Me tornei alguém mais aberto a algumas questões, mesmo me sentindo inseguro em falar determinadas coisas e falhar.

Mas quem disse que nesses últimos anos vivi só momentos felizes? Lá pro começo de 2018 fiquei muito triste e tenho certeza de que isso me despertou algo ruim que tenho em mim até hoje. Eu digo que é um luto sem morte que ainda habita, mas um dia vou superar, porque só o tempo pode fazer com que isso aconteça. Foram meses de choro diário, de vontade de desistir da vida ou de sumir pra um lugar bem longe. Acredito que meu nível de estresse, ansiedade e vários outros sentimentos ruins aumentaram. Foi f*da... Aliás, ainda é f*da. Não me considero cem por cento atualmente, só penso que a vida segue. Também não considero esses momentos como só de decepção, exclusão ou algo do tipo, considero como algo que teria que acontecer e que até hoje ainda não descobri o porquê. Mais uma vez: só o tempo responde a tudo.

Das coisas boas que pude viver, viajar pra conhecer pessoas da internet foi o que mais me moveu, além de, claro, os DOIS shows de Sandy e Junior que fui em julho (em Fortaleza) e novembro (Rio de Janeiro) de 2019 - que nem registrei aqui. Aquele choque de cultura, diferença de sotaques e toda a atenção que não recebo na vida toda, recebi nos poucos dias que convivi com alguém diferente de mim. Foram amizades confirmadas pessoalmente e que levarei eternamente comigo. Que experiência doida, mermão! A saudade é tanta, mas tanta, que mal posso esperar para poder viver isso de novo. Espero que o mais breve possível os encontros se tornem reencontros.  Eu tenho orgulho de mim por isso e, ao comentar essas coisas encorajando amigos a fazer o mesmo, uso a mesma palavra: DESAFIO. Sim, eu considero isso um desafio na minha vida, uma evolução, pois só eu sei o quanto evolui minha timidez através disso, afinal, viajar sozinho sou eu e eu mesmo. 🙃

...

E do nada lembrei da minha avó que perdi e foi uma dor tão profunda que ontem mesmo (20/07) acordei de um sonho que tive com ela, onde ela pedia discretamente para morrer deitada numa rede e eu tentando abraçá-la enquanto chorava. Por mais que tenha sido um sonho triste, eu gosto de ter, pois sinto que é um contato “físico” que tenho com ela. No mesmo dia à noite, enquanto lavava louça, olhei pro canto onde ela ficava costurando na sua máquina e comecei a chorar. O choro foi instantâneo, eu nunca consigo segurar. É uma falta tão grande que ela me faz. 💔

...

Não sei mais nem o que escrever aqui. Espero que essa década que se inicia agora eu possa ter mais coragem pra viver e encorajar aqueles que um dia foram iguais a mim. Eu quero contribuir de alguma forma, sei que não sou totalmente bom e ruim, só preciso trabalhar a minha insegurança, medo e me jogar mais. Pra isso terei que começar uma terapia, já que todo esse meu jeito está atrelado ao passado. Esse maldito passado não me deixa viver totalmente o futuro.

No mais, tenho planos pra essa década e nas últimas semanas tenho planejado muito isso na cabeça. Sei que vai ser uma luta árdua, uma grande jornada se iniciará e sei que vou ter que renunciar de muitas coisas. O principal eu tenho, que é foco, e sei que, mesmo demorando anos, vou conseguir. E quando conseguir, vou ser feliz.

E é isso! Espero ler isso no futuro com felicidade nos olhos e com orgulho de mim. A quem está lendo isso, obrigado, isso prova que você também se importa comigo. Aproveita e comenta, vai – rs – é tão bom ler comentários.

Obrigado, Deus! 🎈

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #6

O post abaixo estava no rascunho desde novembro do ano passado. Acho que a preguiça não me deixou continuar. Hoje decidi tirar ele de lá e publicar, até porque quero me ler no futuro e ter acesso aos rascunhos requer um pouco mais de trabalho.

Ao meu leitor, peço desculpas caso tenha aguardado a continuação. Cuidar de um blog nos dias de hoje não é tão fácil assim - rs.

Boa leitura! 😉

(...)

Pousamos em um campo próximo do sítio, acho que fica por trás dele. Como podem ver no vídeo do post anterior, a minha descida foi fail - rs. O instrutor tinha me avisado que ao descer teria que levantar as pernas e suspender a câmera, explicando o porquê do suporte estar ralado, comprometendo até a filmagem.

Uns dois meninos já nos aguardavam, para agilizar a retirada dos equipamentos e levá-los para o carro. Eu ainda estava zonzo, mas conseguia caminhar normalmente até o carro. Fizemos uma trilha e pulamos uma cerca até chegar ao carro com todos os "bagulhos".

Eu não via a hora de chegar aos meus amigos e contar tu-do. Queria mesmo gritar de tanta felicidade por ter passado por aquilo.

Mais ou menos uns cinco minutos após entrar no carro, cheguei onde eles. Me receberam com um sorriso meio amarelo, talvez tentando receber a minha pior reação, imaginando que poderia estar mal ou que teria sido bem ruim, mas logo abri um sorrisão e soltei um "massa demais!". Ao mesmo, vi que eles estavam usando um equipamento e, sem nem perceber, reclamei, pois achava que eles teriam decidido voar também. Mas, não. Eles não estavam usando o equipamento de voo, estavam usando o do rapel.

Sem hesitar, pedi para que colocassem os equipamentos de rapel também em mim, já que o pagamento já tinha sido efetuado e escutei lá no fundo: "Esse magrinho é aventureiro!". Isso porque mal cheguei de um e já ia para outro - rs. 

Os instrutores nos posicionaram em uma escada próxima, nos colocou as cordas e nos deu instruções na prática. Pedro foi o primeiro que fez, Dalton logo após e eu, sem jeito e um pouco nervoso, segui. Não tenho tanta força e fiquei com medo por conta disso, afinal, ali era eu e eu. Naquele momento se houvesse alguma falha a queda seria baixa, mas na hora do "pega pra capar"... Por conta disso, procurei dobrar a minha atenção às suas palavras, atentando a todos os detalhes e questionando quando tinha alguma dúvida.

Foi quando fomos para a realidade:







Continua? Talvez... 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

FINAL DE SEMANA FT. DAVID ABREU

Faz tempo que não trato aqui como diário...

Talvez eu tenha amadurecido um pouco, ou até mesmo ficado com mais preguiça de ser frequente, ainda mais por não achar a minha vida tão interessante a ponto de deixar grande parte dela registrada.

Dramas à parte, queria mencionar que meu final de semana foi ótimo. Sabe quando tudo dá certo? Pois foi desse jeito. Eu fiquei naquela expectativa de algo dar errado, afinal, sempre acontece, mas dessa vez não, deu tudo certinho, como seguindo um roteiro.

Na quinta (18), informei a minha chefe que precisaria viajar no dia seguinte, repito: no dia seguinte, sendo que sempre informo uma semana antes ou alguns dias. Sempre fico naquela tensão de como perguntar, e quando brota a coragem eu falo logo. Algumas vezes ela até fica meio receosa, entendo, mas dessa vez ela foi muito boa, sem me questionar, apenas confirmando com um “joinha”.

Na sexta (19), empolgado, sai no final da tarde rumo a Teresina, tendo que parar na rodoviária de Timon. Eu já imaginava como faria para ir a casa do Dalton, sendo que já havia combinado com ele de me pegar na casa de sua madrinha, próximo ao shopping, em Teresina. De Timon para a casa da madrinha dele eu teria que pegar um moto-táxi e isso me custaria um dinheirão, fora o desconforto e medo de chegar ao local passando por ruas desconhecidas e estranhas.

No ônibus, indo para Timon, Milene sentou ao meu lado e seguimos toda a viagem conversando. Nem vimos o tempo passar. Uma outra amiga estava nas poltronas da frente, a Katllís, onde havíamos nos cumprimentado de longe.

Ao chegar em Timon, irmã da Katllís, a Gfayne, (sim, nomes bem diferentes do normal!) estava a esperando, junto com a filha e marido dela. Ainda dentro do ônibus, fui reconhecido e Gfayne acenou. Até comentei com a Milene de não ir lá falar com ela, porque poderia parecer interesse por uma carona. Quem me conhece sabe que eu não gosto de parecer ser interesseiro, o que muitas vezes é confundido como orgulhoso.

Mesmo assim, irmã da Katllís me chamou e fui até lá. Em pouca conversa escutei um “vocês vão pra onde?”. Sem jeito, deixei pra que a Milene respondesse. Sem demora, “pois vamos, eu dou carona pra vocês!”. Que felicidade em não poder gastar o pouco dinheiro que eu tinha com moto-táxi.

Rápido, descemos na Frei Serafim, mais precisamente em frente ao Hiper Bom Preço, e agradecemos a carona.

Milene teria que esperar um ônibus dela para casa e eu o Dalton. Minutos depois, Dalton me liga pedindo pra eu olhar pra trás. Lá estava ele, na parte superior do supermercado. Milene foi comigo cumprimentar ele e, como estávamos indo pegar Pedro na Rodoviária, Dalton deu carona novamente pra ela. Não tinha como deixar ela em casa, mas deixamos em uma parada de ônibus mais próxima.

No caminho, liguei pro David, um amigo virtual de São Luís que chegaria em Teresina no mesmo dia para no domingo fazer uma prova seletiva de um concurso. Quando liguei, por whatsapp, pois temos o mesmo DDD do Maranhão, ele me disse que tinha acabado de chegar na rodoviária e que estava esperando alguém lhe buscar.


Formou!

“David, me espera! Não sai daí que tô indo buscar meu amigo aí na rodoviária também! Se chegarem, pede pra esperar, por favor, eu quero te ver!”, eu disse bem empolgado.

Chegando na rodoviária e ainda falando com David por telefone, o vi de longe. Como eu ainda estava em movimento, enquanto Dalton buscava um lugar para estacionar, avisei pra ele que já estava vendo, que ele estava se achando e ele ficou me procurando pelos lados.

Ansioso como estava, nem esperei Dalton sequer desligar o carro e fui saindo logo. Pedro já estava bem próximo, vindo em nossa direção, já tinha nos visto de longe, mas nem cumprimentei de imediato, eu acho. Só pedi pra ele esperar e fui às pressas ver o David.

Foi aí que vi o David, abracei ele e papeamos um pouco por ali. Ele me explicou a dificuldade que estava em sair dali, pois teria que pegar um Uber, moto-táxi... Nos aproximamos de Pedro e Dalton e o apresentei. Pedro já estava entrosado e perguntou onde ele iria ficar, que horas ficaram de buscar e outros questionamentos. No fim, “a gente te deixa lá, é no mesmo caminho, só que antes vamos passar em uma pizzaria, eu tô morrendo de fome!”, disse Pedro. Completei dizendo que também estava morrendo de fome e que o desejo por pizza aumentou ali.

Seguimos a uma pizzaria, enquanto David alternava a atenção para a cidade e celular.

Na pizzaria, conversei muito com David enquanto ele tentava resolver com quem iria buscar ele. Sempre falamos para que ele não se preocupasse, que estávamos ali caso não desse nada certo. O nosso papo foi bem agradável, como se fôssemos amigos de longas datas. Até brinquei com ele dizendo que somos, sim, mas que a nossa amizade só precisaria ser confirmada pessoalmente. Ainda no assunto, perguntei se ele me achou diferente das fotos, das chamadas e ele disse que não. Quer dizer, ele disse que não meio dizendo que sim, sabe!? - rs.


Em meio a uma situação chata por parte das pessoas que iriam buscar ele, quase 22h fomos deixar ele. Nos perdemos muito com a localização nos enviada, mas no fundo deu tudo certo.

Me despedi dele dizendo que no dia seguinte ele sairia comigo e que tentaríamos passear pela cidade, pelo menos nos pontos principais.

No sábado (20), acordei foi cedo, antes das 9h, com barulho de construção no andar de cima do prédio. Eram batidas e furadeira que não paravam mais. Não consegui mais dormir. Naquele calor, fiquei na sala, liguei a TV e fiquei mexendo no celular, enquanto Dalton dormia. Acabei até vendo uma live do David no Instagram. Mais tarde ele me disse que passou a manhã toda rodando o centro da cidade.

Naquele mesmo dia, Dalton trabalharia às 13h e eu havia combinado com David ao meio-dia. Tudo certo! David já estava pronto e fomos buscar ele em uma parada de ônibus próximo de onde ele estava. De lá, fomos pegar um amigo do Dalton que também trabalharia e seguimos para o shopping.


No shopping, nos separamos e fiquei andando com David. Entramos em algumas lojas sem comprar nada (quem nunca? - rs) e demos uma pausa pra almoçar.

Não lembro quanto tempo ficamos ali almoçando, mas foi muito tempo mesmo. Foi muita conversa, muito riso besta... Estávamos esperando também o Pedro chegar para começarmos o mini tour pela cidade. Quase 15h ele chegou. Rimos mais ainda e esperamos o Dalton concluir o trabalho, já que sairia nesse mesmo horário.

Dalton almoçou e quase 16h começamos saímos de lá.

O primeiro lugar que quis levar o David foi o mirante da Ponte Estaiada. Tem dias que o elevador não funciona, mas, ainda bem, não foi nesse dia. Compramos o ingresso, recebemos o crachá e esperamos a nossa vez.


Pedi pro David preparar a câmera, pois a vista panorâmica do elevador mereceria ser registrada. Posicionei ele em um lugar estratégico no elevador, de frente para o vidro e ele começou a filmar a subida, mostrando surpresa.

No mirante, Pedro apresentou a cidade para o David mostrando os pontos principais: shopping, rio, ginásio... David continuou registrou tudo fazendo jus a sua presença turística ali.

Dez minutos depois, descemos e mostramos a parte inferior da ponte. Era muito básico ali e não tinha muito que ficar.

Seguimos para o Parque Potycabana. Eu queria água, queria sorvete, mas não encontramos por ali. Eles comeram dindin, mas eu nem estava afim. Para mim, água ou sorvete.

Acredito que David ficou encantando com o lugar, ainda mais pro prática de skate, patins e afins. Falei que numa próxima vez ele poderia traz o "long" dele pra aproveitar o lugar melhor.


Ficamos por mais ou menos meia hora lá. Tiramos algumas fotos e, quase no final da tarde, de lá, Pedro foi embora e fomos pro outro parque, Parque da Cidadania.

Eu continuava com sede e desejando um sorvete. Dentro do parque não tinha e eu não queria gastar mais energia pra poder encontrar um lugar. Do lado de fora, em um lugar que vende açaí, comprei um sorvete de chocolate – as únicas opções disponíveis eram chocolate e morango – que nem estava bom. Eu tomei mesmo porque já tinha comprado, mas não matou o meu desejo. David, aproveitando, pediu açaí. “Tu não gosta de açaí, Anderson!?”, foi o que eu ouvi dele.

Já à noite, um pouquinho mais de 19h, fomos pro apartamento do Dalton. Descansamos um pouco lá pra mais tarde deixar o David em casa.

Às 21h, eu acho, ele foi embora. Nos despedimos e prometemos um outro encontro, só que dessa vez eu indo para São Luis. Mesmo antes de conhecer ele pessoalmente já estava com esse plano mesmo.

No domingo voltei pra Coelho Neto com uma dor no coração. É tão ruim voltar a realidade. 😔

domingo, 26 de março de 2017

ENFIM, FACULDADE

Lembram o que falei aqui, né? Pois bem, acho que o título deste post já é a resposta.

Naquele dia eu tinha conversado sobre esse assunto com a Jessica, o que, naquele momento, me deixou com vários pontos de interrogação na cabeça. Mesmo assim, ainda não muito empolgado, resolvi me desafiar.

No dia seguinte aquele, sexta-feira (17), fiz o vestibular pela manhã como qualquer outro aluno pudesse fazer. Como eu tinha acesso a todas as provas e já sabia como funcionava tudo, não precisou ninguém me orientar ou me acompanhar.

Eu bem que poderia fazer o vestibular pesquisado, da mesma forma a redação, mas eu procurei ter seriedade com isso. Não pesquisei nenhuma das questões, embora sendo feitas em frente ao computador. E tudo deu certo! No final dele até comparei minha respostas com as da Jessica, mostrando, claro, algumas diferenças e justificativas.

A turma pela qual ingressei foi a terceira de Administração, já que, mesmo tendo começado no final de novembro, as disciplinas eram comuns a todos os outros cursos oferecidos. Ou seja, será fácil eu pagar as disciplinas que já foram ministradas. Só preciso ficar atento.

Procurei nos dias posteriores não ficar pensando nisso, ainda mais lembrando o que a Jessica havia me dito, sobre sempre planejar tudo nos mínimos detalhes. De fato, me peguei algumas vezes pensando em cálculos, na reação das pessoas que já estavam na turma, a forma como irei estudar e trabalhar ao mesmo tempo... Procurei entregar isso ao universo e obter respostas. De verdade, como havia falado, mesmo não estando tão empolgado, já que não era o curso que eu queria, resolvi me propor esse desafio.

Pois bem, ontem (25) foi a minha primeira aula com a disciplina Teoria Geral da Administração. Essa disciplina é bem especifica do curso e se eu perdesse, a dificuldade para ingressar na turma era bem maior.

A aula começaria às 8h, mas um pouquinho depois das 9h que a professora começou a aula. Enquanto os alunos chegavam, estranhavam a minha presença, mas, por alguns me conhecerem do trabalho, me perguntavam se estava pagando disciplinas ou se estava começando. Outros não sabiam diferenciar que ali era apenas um aluno, não um funcionário da instituição, e me perguntavam sobre apostilas, provas e boletos... Deixei passar, pois não estava óbvio a minha presença ali. Aos poucos vou explicando à eles.


A professora era bem descontraída, engraçada e nos prendia mesmo na aula. Digamos que aprendemos brincando, embora, como o próprio nome da disciplina diz, só "teoria".

Logo no começo da aula, dos conceitos...

- Ei, você... - olhando em minha direção - Nossa, nessa sala só tem gatos! As mulheres são feias, mas os homens...
- Eu?
- Sim. Me diz, "Che Guevara", o que você entende por organização?

Nessa hora a turma toda riu e fiquei, claro, com vergonha. Tentei explicar o que entendia em um meio administrativo e acho que me sai bem, pois ela não demonstrou que minha resposta estava errada.

A aula seguiu pela manhã e a próxima seria à tarde.

Pela tarde, a professora nos deu uma analise de caso para solucionarmos, respondendo cinco questões. Para isso, dividiu a turma em cinco grupos e deu um tempo para retorno.

Posso dizer que nossa análise foi a mais aceita pela turma, mas a professora ainda assim preferiu outro grupo por sempre usar termos técnicos ao curso. E isso foi bom, pois já se tornou um aprendizado. Estamos ali para já nos sentirmos mesmo administradores.

Ela também nos passou um trabalho e já comecei a sentir o peso do que realmente é uma faculdade, mesmo EaD.

Estou tentando me focar e dar o máximo de mim para concluir. Sei que vou passar pro grandes apertos, mas não posso pensar nisso, só tenho que deixar rolar. Chega de ser precavido, vou deixar tudo andar. Que assim seja!

Até!

sábado, 18 de março de 2017

BATALHA DOS ELEMENTOS 3 - APOCALIPSE

Cheguei agora há pouco do segundo dia de exibição do filme Batalha dos Elementos 3 - Apocalipse, um filme gravado em Coelho Neto, já que sua estreia foi ontem.

Havia combinado durante a semana com alguns amigos para irmos. Achava que nem iria dar certo, mas tudo ocorreu bem. Escolhemos a terceira fileira da frente, do lado esquerdo de quem entra, e sentei no meio de dois casais de amigos. Enquanto não iniciava, ficamos papeando e assistindo o BE2 que estava rolando como forma de espera.

O filme estava marcado para começar às 19h30, mas começou às 20h em ponto.

O Professor Marcos deu as boas-vindas e em seguida entregou a palavra ao escritor, ator e responsável ao filme, Tune Karter (ou Jardson, seu nome verdadeiro).

As luzes foram apagadas e em meio a ansiedade que já estávamos, começou.


A introdução do filme me lembrou muito os da Marvel, como o do Homem Aranha, com toda aquela transição - rs.

O filme teve duração de mais ou menos 2h e tenho certeza que prendeu a atenção de muita gente. Eu mesmo me toquei disso quando, por alguns momentos, o teatro estava todo calado e meus amigos do lado preso a tela.

Achei a história bem seguida, ao mesmo tempo que confusa – o que não deixa de ser algo bom quando se é explicado no final, o que foi o caso. Além de ter algumas pitadas de humor, as brigas com efeitos com elementos de água, fogo, eletricidade... foram o que deixaram mais preso ainda.


O final foi bem FINAL mesmo, pois com ele a certeza de que não terá um quarto filme.

No mais, gostei. Valeu a pena o pagamento do ingresso e ter ido. De verdade, isso me orgulha demais, pois são mentes que procuram movimentar e entreter a nossa cidade, que ultimamente não passa por bons bocados.




Aproveito e deixo registrado aqui os meus mais sinceros parabéns pelo empenho, pois, como já cheguei a acompanhar as gravações e registrar no blog deles na época, sei bem como tudo funciona. Realmente não é fácil a questão de repetidas gravações de uma mesma cena, a preocupação em ângulos da câmera e, principalmente, no final, a edição.


Parabéns mesmo!

ATUALIZAÇÃO: terça-feira, 16 de maio de 2017 às 10h26

Hoje vi em um blog da cidade que o filme já está disponível no youtube em HD. Quem é de outra cidade e quer assistir, segue abaixo: