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segunda-feira, 27 de maio de 2019

CARTA PRA VOCÊ #11

Talvez essa seja a carta do fim!

Já que agora isso não é mais segredo, nem sei bem o que registrar por aqui por vergonha. Na verdade, eu sei, mas não queria expor tanto essa situação.

O fato é que depois de mais de um ano me sinto bem melhor depois desse final de semana. Sim, eu estava nervoso, mas não queria estragar aquele momento somente falando, brigando ou tomando satisfação. Em todo esse período em que eu buscava a verdade, prometi tantas coisas a mim. Inclusive, prometi que, quando essa oportunidade chegasse, ficaria calado e que ouviria até a última palavra dita. E, como você sabe, foi assim que fiz.

Foi bom saber de tudo, percebendo que os princípios passados continuam vivendo em você. Que a sua personalidade não foi afetada, a inteligencia continua forte e as coisas que "me incomodam"  (!) também. Esse é você!

Uma das coisas mais difíceis que prometi a mim mesmo foi de não chorar. Viver aquilo não fez somente eu chorar, mas deixar o meu coração do menor tamanho possível. Eu não queria ter chorado e até me surpreendi por ter aguentado o máximo. Minha vida não está bem e me surpreender dessa forma foi a demonstração de que, sim, eu tenho força sobre mim.

Ouvi tudo que eu tinha que ouvir e, nesse decorrer, algumas palavras foram enfiadas no coração, porém não queria demonstrar que aquilo me machucava. E ainda tenho algumas cicatrizes das horas desse dia, infelizmente.

Além disso, prometi que falaria toda a verdade, pensando que poderia ser confundido com drama, mas eu queria falar. Eu não preciso mentir sobre os meus sentimentos, quando isso nunca foi segredo e não é nada de mais, que faz parte da minha vida. Eu estava muito tenso e intenso e por alguns momentos não conseguia nem sorrir quando algo dentro de mim falava que aquilo iria me fazer bem.

Não sei quantas horas passaram ali, mas acho que foi o fim. Não sei exatamente o que a vida me reserva, mas acho que foi o fim - torcendo para que não seja... Ou seja.

Não consegui entender o meu sentimento depois de tudo isso. Se eu fosse colocar em uma balança de sentimento entre felicidade e tristeza, as duas estariam em equilíbrio. Por um instante eu pensava nas coisas boas, em outras em quanto me machuquei e me deixei machucar.

Como foi dito, a vida não para, ela segue. E acho que estamos seguindo, com todas as nossas diferenças, distância e aprendizados. Sabe pra quem eu entrego todo esse futuro? Deus! Só Ele que pode me guiar ou nos guiar.

Erivan Geraldo

domingo, 5 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #8

(...)

Cheguei na A Ribeirinha Tapiocaria um pouco antes do horário combinado.

Ficamos alguns minutinhos aguardando o povo chegar. Enquanto isso, observávamos as poucas pessoas que estavam lá. Ainda dentro dela, conversamos um pouquinho olhando a placa informando que tinha "UAI-FAI" - como nela mesmo estava escrito.

Resolvemos ir para a calçada por conta do calor.

Minutos depois, Maurício chegou com um amigo chamado Gustavo. Nos cumprimentamos rapidinho e ele sentou na outra ponta da mesa, sendo que haviam três mesas juntas. Ele estava um pouco distante e isso causou uma certa dificuldade em conversar. Ora ou outra perguntávamos algo, mas ambos com os celulares em mãos concentrados. Me surpreendi com ele um pouco, pois não sabia que ele tinha várias tatuagens. Fora isso, idêntico as fotos. 

James e Machado chegaram de moto em seguida. Estacionaram, nos cumprimentaram e ficamos ali conversando, enquanto esperávamos o Juninho.

O lugar era super confortável de se estar, embora do lado de fora. O atendimento, assim como as pessoas de Alagoas são bem entrosadas, foi o melhor. Uma moça nos atendeu de uma forma que parecia já estar inserida ali no grupo. Mesmo sendo amiga de alguns, acredito pela frequência que eles frequentam o lugar, nos tratou da mesma forma.

O cardápio (digo, o menu) era super nordestino, bem personalizado e com vários nomes diferentes nas tapiocas - o que deixou o Dalton super encantado por ele. Não tinha como relacionar o sabor ou recheio com o nome descrito ali, mas a ideia foi bem criativa. Alguns nomes dados eram personagens de novela, outros de personagens da literatura brasileira e por aí vai. Melhor do que os nomes, eram as misturas. Nunca esquecerei que quando pedi ajuda para escolher, Maurício me disse que a preferida dele era sardinha com coco. "Quê!?", pensei.

Juninho chegou um pouco tarde e ficou ali, um pouco calado, enquanto bebia cerveja oferecida por Maurício.

Algo que lembrei aqui do nada e que achei engraçado era que, por algumas vezes durante a conversa, James chamava Maurício de "Bad" ou "BadBad" e eu não entendia... Muito tempo depois que vim entender a associação ao inglês: "Mau", "MauMau", "Mau-rício" - rs.

Conversamos muito por lá e a hora não passava. Por alguns momentos a ficha caía e eu me perdia ali. Pensava: "Poxa, olha o Machado ali conversando. O James aqui do meu lado. Tô em Penedo! PORRA!!!". Era algo meio estranho, já que tudo se passava somente por fotos e áudios e de repente você estava ali. Sempre é uma sensação "estranha-boa".

Em alguns intervalos de tempo, tiramos algumas selfies que saíram bem escuras:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não lembro quais as tapiocas que pediram, mas pedi uma de carne de sol (ou outro tipo de nome de carne) com purê de macaxeira. Eu não sabia comer direito, a minha vontade era dispensar o garfo e a faca e pegar com a mão. Nem preciso dizer que estava muito boa, né?

James do meu lado comeu super rápido a dele, depois pediu açaí. Ali come, viu!? - rs.

Um pouco mais de 23h, acho que umas 23h30, resolvemos ir embora. Desde cedo a rua estava tranquila e deserta. Se eu fosse dar uma hora para aquele momento, seria depois das 2h. Parecia mesmo de madrugada, sem movimento de quase nada.

Antes de irmos, tiramos algumas fotos e selfies dentro da Tapiocaria. Inclusive, alguém resolveu arrancar a placa que estava na porta do estabelecimento pra fazer o merchan - rs. Caiu muita molecagem nessa hora, foi muito massa!

Foto: James Dantas (@kbcao17)

James, Maurício, Gustavo, Machado Jr., Dalton, EU, Pedro e Juninho 

Após as fotos, resolvi pegar o meu diário caderno de registro de viagens, onde, na página do dia, dei para todos escreverem algo pra mim. Eu queria não só registrar aquele momento único em fotos, mas em escritas também:


Se o nosso encontro foi estranho (no melhor significado e sentido da palavra), nossa despedida foi mais ainda. Não sei como descrever aquela sensação, era tipo uma estágio pra morte, sei lá. Nos despedimos após eu entregar o Guaraná Jesus do Juninho e Maurício - que dispensou por um dia publicar a foto de uma latinha de cerveja pra poder dar lugar a Jesus - e eles assinarem o caderno.

Nos abraçamos e ouvi palavras bem legais de se ouvir no final de um dia bem produtivo e cansativo. Ter ouvido que eu fui uma "satisfação", que "foi um prazer", nem tem como descrever. Nos vimos pela ultima vez naquela noite, mas na esperança de nos vermos novamente, dessa vez aqui na nossa região.

Entrei no carro e agradeci aos meus melhores amigos que me proporcionaram a ida a Penedo. Ambos confirmaram que eles são muito gente boa e que realmente sabem a história da cidade. Com o carro em movimento em direção a Pousada, li e analisei atentamente o que tinham escrito pra mim.

A minha felicidade, embora não demonstrada pessoalmente, estava extrema dentro de mim. No quarto da Pousada demorei muito a dormir pensando em tudo. Antes disso, tiramos algumas fotos para mandar no grupo, mostrando que chegamos vivos - rs.


Pelo nosso sorriso na foto acima dá pra perceber o tamanho da felicidade.

Nesse dia fui dormir bem tarde, sendo que iriamos acordar às 5h pra pegar estrada de volta a Maceió. Como estava na parte de cima da beliche, o ar condicionado estava direto em mim. Eu estava morrendo de frio, mas não queria usar o edredom, nem trocar de cama.

No dia seguinte até comentei com meus amigos que não parava de sonhar com o povo, que era a continuação do dia seguinte. Infelizmente não lembro agora pra poder contar.

Para mim, se a viagem tivesse acabado ali, já estaria feliz. Conclui que se não tivesse ido em Penedo, não seria tão legal, tão 100%...

domingo, 17 de agosto de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #1

Um amigo de Teresina ficou semanas e mais semanas perguntando se eu queria viajar para Jericoacoara, que ele tinha outros amigos que estavam organizando uma excursão, que o pacote da viagem estava super barato... e que queria muito que eu fosse, sabendo que a minha última ida a praia foi em 2008, com meus amigos do ensino médio. Falei pra ele que não tinha condições, que não tinha dinheiro, que além do dinheiro do pacote, tinha que ter dinheiro pra me manter lá, blá, blá, blá... Ele disse que ele poderia me ajudar, que depois pagaria ele. Mesmo assim, não aceitei.

Ele ficou mais dias me incentivando até que cedi. Juntei a grana, depositei na conta dele e fiquei aguardando o dia chegar. Ainda com um mês de antecedência, falei com a minha chefe que acabou liberando do trabalho. Fiquei feliz, nervoso, mas ansioso demais pra poder ver e sentir uma praia novamente.

A viagem estava marcada para sexta, 11/07, e na quinta-feira me mandei pra Teresina no final da tarde. Eu tinha planos de na sexta-feira pela manhã ou pela tarde ir ao Centro ou Shopping em busca de roupas e outras coisas para essa viagem. Lógico, eu tinha levado umas roupas daqui de CN, mas quando cheguei lá usei a maioria. Não sei por que, mas quando estou em Teresina fico trocando de roupa com mais frequência do que aqui em CN.

Fui com esse meu amigo ao Centro, andamos demais à tarde toda e a única coisa que eu comprei foi um par de havaianas – rs. Senti que ele estava p*to por dentro, por estar me acompanhando em todas as lojas. Eu até entendo, pois eu no lugar dele estaria me sentindo da mesma forma, ainda mais eu que tenho a paciência mais do que curta.

Cheguei em casa do Centro no final da tarde, cansado e com as pernas “friviando”. Eu estava quase morto naquela hora. Mesmo assim, fui tentar arrumar minha mochila quando me dei conta que não tinha basicamente NA-DA, além de cuecas e meias, que eu nem poderia usar muito estando na praia.

Fiquei doido e fui correndo ao Shopping, tamanha 21h. Eu tinha uma hora pra me virar lá, escolher algumas peças (baratas, claro!) e pagar antes que as lojas fechassem. Cheguei sozinho lá e senti falta de alguém que pudesse me ajudar. Passou várias pessoas pela minha cabeça que eu poderia chamar, mas quem iria me encontrar naquela hora, ainda mais com demora de ônibus e outras coisas? Foi aí que lembrei do Ítalo, que nem conhecia pessoalmente e que, para a minha sorte, mora basicamente ao lado do Shopping.  Liguei pra ele e perguntei se ele poderia dar um pulinho no shopping pra poder me ajudar nas compras. E, com uns 20 minutos, ele apareceu. Nos encontramos e já ficamos amigos de longas datas - rs. Ele me ajudou a comprar as peças e até paramos para comer esfiras – aliás, só eu que comi, pois, segundo ele, tinha acabado de jantar.

Esperando o nosso meu pedido ficar pronto...

Nos despedimos e voltei pra casa quando já era quase 23h: o horário da saída do ônibus. Na verdade só faltava eu e meu amigo, todos já estavam nos aguardando.

A viagem teve duração de mais ou menos 8 horas e foi tranquila. O ônibus onde estávamos não tinha aquele cheiro insuportável de ar condicionado misturado com cheiro das poltronas, tinha copos de água mineral a vontade e era super confortável. Não consegui dormir na maior parte da viagem, mas quando estava amanhecendo, adormeci que nem percebi. Lembro que durante a madrugada passamos por uma cidade de ruas estreitas, eu fiquei meio com medo, pois parecia que qualquer manobra errada do ônibus poderíamos bater. Mas foi legal ver isso.

Chegamos em uma rodoviária bem cedo onde o ônibus estacionou e descemos. Outros carros estavam nos esperando para começar a aventura. Os carros já estavam inclusos no pacote que pagamos, demos nossas mochilas, arrumaram tudo na parte de cima, entramos e seguimos ruma a Jericoacora! \o/

CONTINUA...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

ENCONTRO COM RAQUEL PACHECO (BRUNA SURFISTINHA) #3


E eu continuava olhando pra tudo, enquanto a minha câmera já estava ligada e posicionada para qualquer movimento dela. E foi quando vi, de longe, o João Paulo (JP, marido dela). Falei pro Dalton que estava do meu lado com a Karine ao telefone: "Olha, Dalton, é o JP!!!" E ele riu e perguntou cadê ela. Ela estava atrás dele, muito bem escondida - rs;

O JP estava com poucas malas e ela vinha mexendo no celular, com a cabeça baixa. Lógico que achei que isso fosse pra que ninguém a reconhecesse, mas não era.

Achei que fosse ficar trêmulo, com o coração em disparada, mas eu estava tranquilo, muuuito tranquilo mesmo. Quando ela estava a poucos metros de mim, a abordei dando meio que um susto agradável: "Oi, Raquel!?". Eu então, espontaneamente, a abracei, mas foi um abraço mais demorado que o normal. Nisso, ela me puxa pelo braço e diz para que saíssemos dali, do meio das pessoas, enquanto me mostrava em seu celular que tinha escrito "cheguei!" para mim no twitter. Entendi o porquê.

Fomos para o lado de fora do aeroporto e começamos a conversar. A nossa conversa não teve nada a ver com Bruna Surfistinha e afins, foi totalmente diferente. O JP deixou as poucas malas em um canto próximo e resolveu andar, procurando o cara que contratou a Raquel para tocar em Pedreiras. Ah, acho que nem disse aqui ainda, mas Raquel desceu em Teresina com destino à Pedreiras, MA. Ela iria tocar uma camarote VIP de carnaval.

Então, ela foi logo pegando um cigarro e fumando. Enquanto isso, entreguei meu telefone pra ela e ela começou a conversar com a Karine, que já estava há muito tempo na linha. O JP saia e voltava e nessas vezes, conversamos muito, mas muito mesmo.

Primeira foto, enquanto ela ainda conversava com Karine 

Ela então desligou a Karine e pegou a minha pilha de livros para autografar, além do cd e dvd do filme, claro. Conversamos bastante, sobre mim, sobre a cidade, sobre o calor, sobre a vida, sobre tantas coisas que nem tem como lembrar assim só agora.

Momento em que conversávamos enquanto ela autografava os livros.
Desconsiderem a minha cara de "abestado" - rs.

Eu pedi para tirar uma foto com o o JP, mas ele não deixou de jeito nenhum. Disse que não gostava de foto e até perguntou pra Raquel quantas fotos ela tinha dele, e ela respondeu que somente uma. Acabei insistindo, dizendo que ele havia aparecido em rede nacional e que não era problema1, mas ele continuou dizendo que não. Raquel me explicou que isso não era só comigo e então deixei pra lá e não quis continuar sendo chato.

Como viram, ela estava com roupa de frio e com a bolsa de lado, então, não aguentando mais o calor piauiense, deixou a bolsa de lado e tirou a jaqueta, continuando a conversar comigo e a escrever em meus livros.


Tudo foi muito bem explicado e ela deu até aquela risada linda e engraçada dela.

O cara que a contratou chegou, e chegou no horário certo, então, foi logo tirando uma foto com ela. Deus sabe o que faz e fez com que o voo dela chegasse vinte e cinco minutos antes justamente pra gente ter muito o que conversar. Continuei conversando ainda com ela e pedi para que ela fizesse um vídeo, como prova maior do nosso encontro. Não postarei aqui porque não tenho a autorização dela ainda, portanto, pode ser que role um "F5" por aqui nos próximos dias.

Enfim, o encontro foi maravilhoso e, claro, fiquei super feliz. Eu estava ali não com Bruna Surfistinha, mas com Raquel, Raquel Pacheco, aquela que eu conheço pela rede e que foi super simpática comigo e Dalton.

Ela me disse que próximo mês dará as caras novamente em Teresina e eu farei de tudo para estar lá, quem sabe, para que ela assine o único livro que me falta, lançado atualmente.

Que venha o próximo mês! ;-)

F5

O mais legal foi ter lido isso bem no finalzinho de um post no blog dela:


Ou clique aqui para ler o post completo.

ENCONTRO COM RAQUEL PACHECO (BRUNA SURFISTINHA) #2


Eu fiquei muito tempo sentado, mas às vezes eu levantava, queria saber como era o esquema do voo que  chegava e como as pessoas saíam e pra onde iam. Eu tinha que estar atento a tudo e, por vezes, não entendia ou me perdia nas coisas que a Karine falava ao telefone - espero que ela não tenha percebido isso.

Dalton e eu no primeiro andar do aeroporto, vendo o desembarque das pessoas.

Já era quase perto de 23h45 quando vi uma multidão indo para a janela ver qual o avião que estava vindo. Algumas pessoas estavam com câmeras miradas para o avião, outras estavam apreensivas a chegada de não-sei-quem. E foi ali que eu vi todo mundo já descendo, mesmo o avião não estando sendo visto por mim, já que tinha algo tapando a minha visão.

E começou a descer várias pessoas, várias mesmo, menos a Raquel. Fiquei louco, fui à tela saber sobre o voo dela, qual o status poderia estar aparecendo lá, quando li: "Voo 'tal' no pátio". E isso me confortou, pois era mesmo o dela. Vi por alguns segundos pela janela, mas nada de ver a Raquel indo ao portão de desembarque. Eu via, revia as meninas que desciam, mas nada, mesmo tendo certeza do caminhado conhecido dela.

Resolvi descer para ao térreo, ir ao portão de desembarque e esperar por ela lá, mesmo já estando com o pensamento de que ela já tinha saído do avião há muito tempo. Fiquei colocando, mentalmente, culpa em mim por ainda não tê-la visto.

Lá, vi uma cena linda. Uma criancinha, menina, linda, estava andando quando viu o avô (suponho que fosse pela aparência dele) e, caminhando, começou a chorar indo a seu encontro. O avô já estava de joelho e de braços abertos, quando recebeu fraternamente a menininha. Foi tão lindo ver essa cena que escutei algumas pessoas fazendo aquele "ôôôh!" e algumas dizendo "que fofo!". Essa cena, mexeu comigo por alguns segundos.

CONTINUA...

ENCONTRO COM RAQUEL PACHECO (BRUNA SURFISTINHA) #1

Na quinta-feira, 07, acordei quando já era quase meio-dia e como de costume, fui ver a hora no celular que estava do meu lado. Me deparei, então, com duas sms para serem lidas. Ao abrir, vi que era duas DM (mensagem direta, do twitter) da Raquel avisando que iria desembarcar no sábado à noite em Teresina. Sem dinheiro, em cima da hora, na indecisão, mas com fé, consegui dar meus pulos.

Pronto para ida ao aeroporto
Fiquei muito pensativo durante toda essa quinta e, à noite, antes de dormir, ainda com aquela esperança de não perder essa oportunidade, anotei na mão tudo que precisaria fazer na manhã, como: arrumar câmera, comprar camisa, lembrar de levar os livros, canetas, cortar cabelo... Fiz tudo na manhã seguinte, após ter saído da academia quase 9h. Fui atrás de tu-do, mas ainda continuei tenso, pois tinha algumas dúvidas que eu ainda tinha que tirar com ela. Eu tinha que saber qual o horário que ela apareceria por lá, a questão do horário de verão...

Liguei um pouco antes de 12h pro Alê, um amigo em comum, e pedi um favor, pra que ligasse para a Raquel e perguntasse mais ou menos o horário que ela chegaria. Sem sucesso. Mais tarde ele me ligou e disse que o celular dela estava desligado. Fiquei triste, mas imaginei de ficar fazendo plantão no aeroporto a partir do começo da noite.

Sendo assim, arrumei toda a minha mala, fui para o trabalho/estudo e de lá segui, com a carona do Jamison, à Rodoviária. Cheguei a tempo e fui direto para Timon, seguindo depois para Teresina. Tudo isso, so-zi-nho. Tive uma noite normal, fiquei tranquilo e dormi praticamente sonhando para que o sábado chegasse logo, e chegou. Chegou com tudo, pois acordei com várias DMs da Raquel me dizendo o número do vôo, e outras informações para que eu chegasse no encontro dela, inclusive o horário de desembarque. Fiquei trocando mensagens com ela até ela chegar no aeroporto de lá pra cá.

Fiquei contando as horas para que chegasse logo, e um pouco mais de 22h, comecei a me preparar. Estava pronto: câmera, livros, canetas, dvd, cd, tudo na mochila. Ligamos para o táxi que veio nos pegar sem demora.  Eu achava que iria ficar muito tenso, mas estava tranquilão mesmo que com essa ansiedade. Achei que ficaria pior e trêmulo quando a visse na real.

Rumo ao aeroporto. A frente, Ponte Estaiada de Teresina

Ao chegar no aeroporto pela primeira vez, não fiquei maravilhado, isso que fez eu ficar sem medo do desconhecido. Fomos ao primeiro andar saber onde era o portão de desembarque, mas encontramos somente o de embarque. Ainda em cima, observei umas telas com os números dos vôos e as companhias aéreas e encontrei o dela, que estava previsto para chegar justamente no horário que ela tinha me falado, às 00h10.


Como o aeroporto não é grande como eu imaginava, voltamos para o térreo e encontramos esse portão com facilidade. Eu já estava mais tranquilo, pois tinha certeza que a qualquer hora ela chegará. Sentei, fiquei papeando com a Karine pelo telefone e aguardei os minutos passarem.

CONTINUA...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SEXO SEM AMOR

Por essas voltas que dou no mundo virtual vejo e até me envolvo em situações que não concordo, porém procuro não demonstrar a minha opinião para não gerar conflito, pois a internet faz com que uma palavrinha se torne um palavrão. Em tudo que leio, tenho a minha opinião e penso pelos dois lados, ou seja, me coloco nas duas situações, no caso a que vai afetar e a que vai ser afetada. "Ele(a) merece isso? Porque eu humilhado com isso?", me faço essas perguntas internamente.

Um assunto simples para mim, mas constrangedor para outros é o que mais eu fico intrigado. Amigos(as) que pensam que sexo é algo qualquer, que ter seu(sua) foda fixa FF é o bastante. "Pra quê namorar? Eu só vou ganhar com isso, ele gosta de mim e me presenteia.", algumas mais experientes já me falaram isso. "Ah, não tô nem aí, vou pegar mesmo. Tenho que aproveitar enquanto eu sou solteiro, ela é safada mesmo." é o que mais ouço de meus amigos que se acham garanhões. Mas cadê o amor, o romantismo, a conquista, aquele clima que faz o coração bater, a cabeça doer e o pensamento estar centrado no(a) amado(a)? Tudo isso está indo por água abaixo.

Não sou romântico, aliás, nem eu mesmo sei, pois nunca namorei sério. Mas, acredito que posso gostar, me apaixonar, criar confiança, amar... coisas que sei que dá muito trabalho, pois vem de cada um, de cada caráter, mas pelo menos tentar, vou. Felizmente não penso como alguns pensam. Para uns, isso é a minha qualidade, mas outros me condenam, me xingam e pensam coisas que nem quero saber. O sexo não é mais amor, eu sei, mas nem por isso eu não vou deixar de fazer o que eu quero. Dispensar, o que é que tem? Eu gosto mais de um clima natural do que um "selvagem" sem sentimento. Esse sou eu.

Aproveitando a oportunidade de estar aqui, queria dizer que estou muito apaixonado, muito mesmo a ponto de chorar. Eu não sou correspondido do jeito que eu queria que fosse, mas nem por isso desisti, fico o mais próximo que posso, apesar da proximidade nem ser tanta. Sendo amigo consigo aos poucos o que quero, mesmo sendo duro comigo mesmo e fazendo com que tudo que eu quisesse que fosse, não seja da forma que deveria ser. Continuo acreditando que um dia vou me encontrar, vou conseguir na-tu-ral-men-te o que eu quero. Por que ir com sede ao pote se o tempo é meu amigo? Em se tratando de amor, sou o cara mais paciente do mundo e vou até o fim, mesmo que termine feliz ou não. Tudo isso começou no ano passado, mas não mencionei aqui.

Por esses dias fiquei triste, hoje um pouco mais e tenho certeza que até antes de dormir vou me entristecer mais ainda, mas não desistirei e ouvirei tudo como um "amigo".

domingo, 1 de abril de 2012

UMA CARTA ϟ

Oi! Não sei porque estou aqui escrevendo isso pra você, já que sei que nunca irá ler isso - espero. Aliás, eu sei porque estou aqui, estou porque meu coração está feliz e meus lábios não conseguem deixar de ficar largos com meu sorriso grande. Quem tem culpa? Você! Infelizmente você não sabe o quanto eu te adoro - ou talvez até saiba e finge para não dar liberdade de expressar meus sentimentos. Você nem imagina que estou super feliz em te ver, em ter estado ao seu lado e ter rido bastante contigo. Não pude sequer olhar profundamente em seus olhos, olhar fixamente alguns detalhes do seu corpo, suas mãos... Sim, suas mãos até foram vistas discretamente por mim, com um olhar triste enquanto rolava uma música romântica. Suas pernas, eu nem sabia como olhar, fiquei inseguro de me pegar olhando e imaginar besteira. Eu tentava registrar cada detalhe como se fosse a última vez que te visse, como se tudo fosse desaparecer em um segundo. Não sabia se começava a chorar ou se combatia contra essa força, porém tentava disfarçar de maneira que achava que até entregava o meu interesse. A tua gargalhada foi muito engraçada, eu nem sei como descrevê-la sem rir antes. Viu, já estou rindo aqui - rs. As horas estavam se passando, eu tentava aproveitar mais ainda e mesmo assim imaginava a hora da sua partida. O meu silêncio fez eu ficar travado, mas meus olhos continuavam a registar tudo, tudo não passava despercebido. E o meu coração, ele começava a ficar pequeno, fechado e triste, aí você se foi, me deixando uma breve palavra e um sorriso com o olho fechado acredito eu que demonstrando agradecimento pela noite. Fiquei feliz, ri, como se fosse uma criança que acabou de ganhar um presente. Daí parei e chorei, chorei e continuo chorando. Triste, imaginando que será mais difícil te encontrar novamente. É uma pena não ter coragem de dizer tudo o que eu sinto, quando você só me quer como amigo, para desabafar seus problemas, seus relacionamentos e, claro, algumas gargalhadas que me fazem bem, ou melhor, nos fazem bem. Obrigado por hoje me deixar ser feliz, por confiar em mim e por olhar para mim me fazendo ser a pessoa mais feliz do mundo, mesmo com nenhum sentimento em jogo. Você é especial e sei que vou rir disso daqui uns tempos, mas, como mencionei, sou muito feliz e grato por este momento.

Um abraço fraterno que um dia espero ganhar, mesmo sem pretensão. Mhennix

ANDERSON

quinta-feira, 1 de março de 2012

SEU MADRUGA + TARDE NA AABB ϟ

Primeiramente, quero dizer que o meu sonho sempre foi se fantasiar de Doug (sim, o Funnie), mas no estilo Capitão Cordorna, que eu adoro, mas AINDA não deu.

Como comentei por aqui nos posts passado, estava ensaiando com um dos meus grupos um encenação. Não lembro se comentei se seria sobre a Turma do Chaves, mas foi.

Confesso que eu não estava nem um pouco animado, mas "fazer o quê?", pensava. Ensaiamos demais, acho que foi quase uma semana de ensaio, divertidos, por sinal. Eu até aproveitei essas oportunidades para tirar fotos e filmar. Para mim, o que vale não é dia da apresentação, mas, sim, os ensaios, pois os dias são divertidos e embora haja um pouco de impaciência da minha parte, tudo se torna gratificante quando nos demos como dever cumprido.

Foto do último ensaio. Em 27/02/2012

Hoje (ontem), então, fizemos essa apresentação para algumas pessoas que são especiais, do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) da cidade. Havíamos divido os personagens, claro, e, mesmo não querendo, tive que entrar no meio também. Eu achava que só iria dirigir a peça, mas percebi que quem quer que as coisas sejam feitas bem feito, tem que fazer também. E lá foi eu ser o Seu Madruga - não sei porquê, mas toda vez que ouço "Seu Madruga", lembro do Vitor Hugo me chamando de "Madruguinha" no ensino médio.

Um pouco antes, o Durval ajudou a fazer o bigode pra depois eu tirar meus disfarce de Anderson Funnie:



Após alguns minutinhos: TÂNÂN!!!

"Quê que foi? Quê que foi? Quê que há!?"

Foi muito divertido. A caracterização de todos - o que eu não esperava - estava PERFEITA! Pensei que fosse ter vergonha de ser Seu Madruga, mas acho que já havia pedido ela há muito tempo. Sei lá, ver a cara de todos impressionados ao me ver foi super engraçado. Não direi que repetiria essa façanha, mas estou super orgulhoso por ter feito.

Turma do Chaves: Vanessa (D. Florinda), Charles (Nhonho), Amparo (Chiquinha), Maciele (Pati), Ivonete (Pópis), Jéssica (D. Clotilde), Raimundo (Chaves), Jamison (Prof. Girafales), Daniel (Quico) e eu (Seu Madruga). 

Apresentamos tudo e o que chegou em meus ouvidos sobre a apresentação foi que estava ótima. A nossa instrutora agradeceu à todos pelo trabalhou e lamentou - e eu mais ainda - sobre a mini maratona que eu tinha preparado. Tudo bem, o público mais alvo era crianças, mas ela bem que deveria ser feita para as pessoas especiais também. A instrutora, posso dizer que foi ela, quebrou minhas pernas, mas deixei pra lá, curti demais mesmo assim.

No momento da apresentação.

Enquanto os demais grupos estavam fazendo sua parte, Adilson chega pra mim e comenta sobre a liberação do clube somente para nós, aprendizes, nessa tarde. Lógico, fiquei super animado e perguntei quanto seria. Ele disse o valor e pronto, perguntamos quem iria e juntamos a grana.

Às 14h, combinei de encontrar o Luan na praça, para de lá irmos ao Clube AABB. Antes, passei num supermercado, comprei um biscoito recheado básico e coloquei dentro da minha mochila, que contia uma bermuda e uma cueca, caso eu entrasse na piscina, já tinha um reserva.

Ao chegar no clube, vi alguns "aprendizes" da turma da manhã, e eu fiquei meio envergonhado. Tentei ser normal, falar com uns, mas eles também estavam distantes. Sei, aos poucos vamos entrosando os nossos turnos, então deixei pra lá.

A piscina estava sendo limpada por alguns funcionários, e quando terminou, alguns já foram tirando a camisa e se jogando dentro da água. Eu, envergonhado pela minha magreza, esperei que uma pessoa mais magra do que eu fosse entrar, ou alguém que fosse mago mergulhasse comigo. Demorei mais ou menos uma meia hora pra lá e pra cá, rodeando a piscina, vendo o quanto ela me chamava e o quando eu queria ela. Até que não aguentei, fui ao chuveiro e depois mergulhei nela. Eu, não acostumado, mergulhei verticalmente e meus pés bateram de uma vez só no chão da piscina. Eu nunca tinha sentido essa sensação ruim, era como se todos os ossos do meu corpo estivesse se batendo, rangendo como dente, nem sei explicar direito. Fiquei ruim por alguns segundos, mas passou, graças.

Enfim, caí na piscina com tudo, foi massa!!!

Larissa Emily, Gabriela, Adilson, Maycon, Amparo, Vanessa, Kaira, Durval, Luan, Charles, Raimundo e Reynaldo ao fundo em pé. Essa "tripa" do lado direito sou eu, tentando sair na foto pulando na piscina - rs. 

Eu e meu amigo - e leitor do meu blog - Luan de Abreu.

Maycon, Gabriela e eu. Atrás, um "aprendiz" que não sei o nome, da turma da manhã. Ele queria estragar nossa foto jogando água em cima da gente, mas a foto acabou saindo antes.

Não posso deixar de comentar mais um medo que eu perdi: o de descer de tobogã. Assim que colocaram esse tobogã no clube já coloquei logo na minha cabeça que jamais teria coragem. Lembro que no começo todos comentavam o quanto era massa escorregar lá de cima, mas o meu medo persistia. Fiquei observando meus amigos descendo lá de cima. Como não tem água própria caindo lá de cima para se escorregar com mais facilidade, subiam com um balde cheio de água e lá do topo jogam no mesmo instante em que desciam. Aquilo parecia divertido, mas não queria me atrever.

Quando todos estavam alheios, resolvi subir até a primeira curva, joguei água de lá e desci com tudo. Aquilo me pareceu divertido e cada vez mais eu ia subindo e subindo. Pronto, cheguei até o topo, com medo mais cheguei. Às vezes o tobogã balançava na medida em que as pessoas iam subindo, isso me deixava ficar parado um pouquinho.

A primeira experiência sozinho, do topo, foi massa. Daqui a pouco convidei alguns amigos para descermos juntos. Já estava viciado naquilo. Levei alguns baldes com água enquanto reversávamos entre nós. Eu estava parecendo uma criancinha descendo daquilo, eu não queria mais parar.



No mais, o meu dia foi ótimo. Agradeço por aqui a todos da peça teatral da Turma do Chaves que, além fazer com que eu me transformasse em Seu Madruga, a peça ainda aconteceu. Lamento pela chatice que houve por lá também, mas não é de minha conta. Ah, mesmo assim, pode ser que eu faça um post comentando sobre isso. Namorada do Jamison não parava de ligar, e foi atrás dele lá. Que merda é essa? Nada a ver! Ela tem uma merda de um ciúme fresco demais.
Valeu!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

VIRTUAL: REAL ϟ

Muitas pessoas têm medo do virtual se tornar real. Eu, já perdi esse medo.

Assim que comecei a me infiltrar nesse mundinho de pixel, tive muito cuidado com quem falava, com quem me adicionava e até com as coisas que eu lia. Fui burro, ignorante e matuto às vezes, mas aprendi a superar isso. Assim como amizade na real, no virtual é do mesmo jeito, sempre há alguém que possa te passar aquela segurança, ser teu ombro amigo, te escutar, dar uma opinião inusitada, sendo que tudo isso atrás de um monitor. Eu confio em muitas pessoas que eu não conheço e sei que um dia irei conhecê-las pessoalmente. Posso dizer que isso é um objetivo da vida: tornar todo o meu virtual no real.

Hoje, depois de várias tentativas, conheci uma pessoa maravilhosa pelo qual conversei por um bom tempo. Posso dizer que essa pessoa já ouviu muito desabafo meu, já me deu sérias opiniões e cansou de me dar puxões de orelha. Tudo bem, ela nem é tão velha quanto eu, mas isso me deixava mais tranquilo. Só me bastava ver a janelinha do MSN subindo que já ficava feliz. Na ausência, até que ficava meio conturbado, mas tinha certeza que um dia iria aparecer, isso era questão da minha paciência.

Enfim, estou muito feliz por hoje por eu ter passado algumas horas em uma conversa tranquila, sem cansar meu dedos e sem aquela curiosidade de como a pessoa poderia estar do outro lado. Ver o sorriso no lugar do "kkkkkkk" me fez mais feliz, ver a expressão do rosto no lugar de bolinhas amarelas que fazem caretas, mais ainda.

Espero que em breve, a veja de novo. O que foi plantado hoje tem que continuar sendo regado. Estarei aqui pra isso.  E espero que com ela também. Obrigado! Mhennix