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sábado, 30 de julho de 2022

CAMINHADA SOZINHO

Como sempre falo aqui, a cada ano me sinto bem mais sozinho. A minha bolha social não sei aonde foi parar. Me sinto só, mas consigo me confortar com aquela frase clichê: "Melhor só do que mal acompanhado". 😞

Passo muito tempo em casa e o trabalho acaba sendo a minha distração. Lá, além de trabalhar, claro, consigo me divertir, rir e conversar sobre assuntos diversos. Embora o ambiente não seja propício para isso, tento o máximo aproveitar as 8h diárias que tenho há quase 8 anos. No trabalho já sorri, já chorei escondido e também não escondido, já me irritei bastante e também já me senti querido por pessoas que passam por lá. Isso faz parte do trabalho, essa montanha-russa. 

Na verdade, nem é exatamente disso que quero registrar hoje aqui. Esses dias, com apertos no meu coração e na procura de um profissional da saúde mental, tenho tentado desafiar alguns medos. Estou evitando ficar sozinho nos finais de semana e, quando tenho que ficar sozinho, busco algo que me faz bem: vejo uns vídeos aleatórios de curiosidades ou entretenimento no internet ou, como frequentemente tem acontecido, ligo pro Arthur. Fico horas conversando por vídeo chamada com ele e isso preenche a minha mente de uma forma que me livro de vários pensamentos ruins ou que deixam eu parar de me assustar à toa. 🙂

Hoje à tarde, no medo de ficar triste e na falta/preguiça de ver mais coisas na internet, decidi que iria sair pra caminhar. Pensei em chamar duas pessoas, mas eu tinha certeza que a resposta seria negativa. Penso que eu não seja mais um boa companhia pra ninguém. Mandei mensagem pro Filipe, mesmo sabendo que ele poderia dizer não, mas tentei, afinal, o não eu já tinha... Vai que por um milagre ele aceitaria o convite, né. Enquanto aguardava a resposta dele, fui tomar banho.

Umas 16h30, após sair do banho, vesti o calção que havia comprado dias atrás, busquei por um tênis velho, acabado e descolado que o Pedro me deu há vários meses, ou até ano já, coloquei um blusão que ganhei do André, respirei fundo, parei no meio do quarto, fechei meus olhos e pedi coragem a Deus, fazendo ali uma pequena oração para que ele me mantivesse seguro até o meu retorno pra casa.

Chequei novamente o celular pra verificar se já havia mensagem do Filipe, que não tinha, olhei a hora (exatas 16h48) e sai de casa.

O tempo estava um pouco nublado, tinha acabado de serenar - o que foi estranho, pois já estamos no final de julho -, e ventava um pouco. O cheiro que eu senti de terra molhada era muito bom e segui firme até depois da Escola Maria Regueira dos Santos. Ao final dela, retornei e segui na Avenida Santana. Eu achava que não aguentaria muito, não tinha me alongado, mas queria que o meu limite me permitisse até onde desse. Segui até o final da Avenida Santana e voltei de novo, cortando para passar na rua do meu trabalho, depois na Sérvulo de Lima, um pouco da Avenida Coelho Neto, Balão e minha rua. Pareceu bem rápido, mas eu senti muita coisa durante todo esse percurso.

Foi muito bom ver a minha cidade com outras perceptivas. Caminhar mexeu com muitos sentidos meus, sério mesmo. Quando cheguei próximo da minha escola senti uma nostalgia grande, veio flashs na minha cabeça e isso me deixou feliz - e segundos de tristeza também. Vi casas da Vila abandonadas, destruídas e senti vontade de morar lá. Na Avenida Santana vi de tudo: pessoas conversando na calçada, um senhor tocando cavaquinho (ou era violão mesmo?), jovens jogando bola em um espaço da calçada onde tinha grama, pessoas festejando em casa com música alta e foguetes. Foi muito bom! 🙃 Fora que senti vários cheiros enquanto passava, jogados pelo vento: perfumes que eu sentia quando era criança, comida do jantar sendo preparada em alguma das casas, cheiro de flores de algumas árvores, do mato característico e até de fumaça de fogueira feita no quintal de casa. Volto a dizer, foi muito bom... Ainda mais por ver o dia indo embora e a noite chegando.

Cheguei em casa um pouco suado, aliviado e me sentindo bem. Logicamente, agradeci a Deus por minha chegada e prometi que, como primeira vez, registraria aqui ou no diário. Ansioso, peguei o celular para ver quanto tempo tinha passado fora de casa e me frustrei ao mesmo tempo que me surpreendi: eram 18h03. Como assim eu só tinha passado uma hora fora de casa?? Eu jurava que já estava andando há mais de duas horas. 😬

Vou tentar ir amanhã novamente, sozinho de novo, seguindo outra rota, outras ruas, mas com todo o cuidado e ainda sem levar celular, claro. Se eu continuar com essa frequência, pelo menos nos finais de semana, quero acrescentar uma música nessas idas. Não posso levar o celular, então tentarei comprar um eletrônico discreto do começo dos anos 2000 - rs.

É isso! Até depois! 😉

domingo, 5 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #8

(...)

Cheguei na A Ribeirinha Tapiocaria um pouco antes do horário combinado.

Ficamos alguns minutinhos aguardando o povo chegar. Enquanto isso, observávamos as poucas pessoas que estavam lá. Ainda dentro dela, conversamos um pouquinho olhando a placa informando que tinha "UAI-FAI" - como nela mesmo estava escrito.

Resolvemos ir para a calçada por conta do calor.

Minutos depois, Maurício chegou com um amigo chamado Gustavo. Nos cumprimentamos rapidinho e ele sentou na outra ponta da mesa, sendo que haviam três mesas juntas. Ele estava um pouco distante e isso causou uma certa dificuldade em conversar. Ora ou outra perguntávamos algo, mas ambos com os celulares em mãos concentrados. Me surpreendi com ele um pouco, pois não sabia que ele tinha várias tatuagens. Fora isso, idêntico as fotos. 

James e Machado chegaram de moto em seguida. Estacionaram, nos cumprimentaram e ficamos ali conversando, enquanto esperávamos o Juninho.

O lugar era super confortável de se estar, embora do lado de fora. O atendimento, assim como as pessoas de Alagoas são bem entrosadas, foi o melhor. Uma moça nos atendeu de uma forma que parecia já estar inserida ali no grupo. Mesmo sendo amiga de alguns, acredito pela frequência que eles frequentam o lugar, nos tratou da mesma forma.

O cardápio (digo, o menu) era super nordestino, bem personalizado e com vários nomes diferentes nas tapiocas - o que deixou o Dalton super encantado por ele. Não tinha como relacionar o sabor ou recheio com o nome descrito ali, mas a ideia foi bem criativa. Alguns nomes dados eram personagens de novela, outros de personagens da literatura brasileira e por aí vai. Melhor do que os nomes, eram as misturas. Nunca esquecerei que quando pedi ajuda para escolher, Maurício me disse que a preferida dele era sardinha com coco. "Quê!?", pensei.

Juninho chegou um pouco tarde e ficou ali, um pouco calado, enquanto bebia cerveja oferecida por Maurício.

Algo que lembrei aqui do nada e que achei engraçado era que, por algumas vezes durante a conversa, James chamava Maurício de "Bad" ou "BadBad" e eu não entendia... Muito tempo depois que vim entender a associação ao inglês: "Mau", "MauMau", "Mau-rício" - rs.

Conversamos muito por lá e a hora não passava. Por alguns momentos a ficha caía e eu me perdia ali. Pensava: "Poxa, olha o Machado ali conversando. O James aqui do meu lado. Tô em Penedo! PORRA!!!". Era algo meio estranho, já que tudo se passava somente por fotos e áudios e de repente você estava ali. Sempre é uma sensação "estranha-boa".

Em alguns intervalos de tempo, tiramos algumas selfies que saíram bem escuras:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não lembro quais as tapiocas que pediram, mas pedi uma de carne de sol (ou outro tipo de nome de carne) com purê de macaxeira. Eu não sabia comer direito, a minha vontade era dispensar o garfo e a faca e pegar com a mão. Nem preciso dizer que estava muito boa, né?

James do meu lado comeu super rápido a dele, depois pediu açaí. Ali come, viu!? - rs.

Um pouco mais de 23h, acho que umas 23h30, resolvemos ir embora. Desde cedo a rua estava tranquila e deserta. Se eu fosse dar uma hora para aquele momento, seria depois das 2h. Parecia mesmo de madrugada, sem movimento de quase nada.

Antes de irmos, tiramos algumas fotos e selfies dentro da Tapiocaria. Inclusive, alguém resolveu arrancar a placa que estava na porta do estabelecimento pra fazer o merchan - rs. Caiu muita molecagem nessa hora, foi muito massa!

Foto: James Dantas (@kbcao17)

James, Maurício, Gustavo, Machado Jr., Dalton, EU, Pedro e Juninho 

Após as fotos, resolvi pegar o meu diário caderno de registro de viagens, onde, na página do dia, dei para todos escreverem algo pra mim. Eu queria não só registrar aquele momento único em fotos, mas em escritas também:


Se o nosso encontro foi estranho (no melhor significado e sentido da palavra), nossa despedida foi mais ainda. Não sei como descrever aquela sensação, era tipo uma estágio pra morte, sei lá. Nos despedimos após eu entregar o Guaraná Jesus do Juninho e Maurício - que dispensou por um dia publicar a foto de uma latinha de cerveja pra poder dar lugar a Jesus - e eles assinarem o caderno.

Nos abraçamos e ouvi palavras bem legais de se ouvir no final de um dia bem produtivo e cansativo. Ter ouvido que eu fui uma "satisfação", que "foi um prazer", nem tem como descrever. Nos vimos pela ultima vez naquela noite, mas na esperança de nos vermos novamente, dessa vez aqui na nossa região.

Entrei no carro e agradeci aos meus melhores amigos que me proporcionaram a ida a Penedo. Ambos confirmaram que eles são muito gente boa e que realmente sabem a história da cidade. Com o carro em movimento em direção a Pousada, li e analisei atentamente o que tinham escrito pra mim.

A minha felicidade, embora não demonstrada pessoalmente, estava extrema dentro de mim. No quarto da Pousada demorei muito a dormir pensando em tudo. Antes disso, tiramos algumas fotos para mandar no grupo, mostrando que chegamos vivos - rs.


Pelo nosso sorriso na foto acima dá pra perceber o tamanho da felicidade.

Nesse dia fui dormir bem tarde, sendo que iriamos acordar às 5h pra pegar estrada de volta a Maceió. Como estava na parte de cima da beliche, o ar condicionado estava direto em mim. Eu estava morrendo de frio, mas não queria usar o edredom, nem trocar de cama.

No dia seguinte até comentei com meus amigos que não parava de sonhar com o povo, que era a continuação do dia seguinte. Infelizmente não lembro agora pra poder contar.

Para mim, se a viagem tivesse acabado ali, já estaria feliz. Conclui que se não tivesse ido em Penedo, não seria tão legal, tão 100%...

domingo, 29 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #6

(...)

Machado e Juninho deixaram a moto ali mesmo onde nos encontramos e começamos a andar pela cidade.

Juninho, Dalton, Pedro e Machado

Para mostrar no grupo que eu estava lá, James acabou fazendo GLIDE:


Percebi o quanto o Machado era conhecido por ali, não sei se foi só impressão. As pessoas que passavam na rua sempre falavam com ele.

Passando em frente ao lugar onde ele trabalha (ou estagia!?), perguntou se podíamos entrar. Um guarda e uma senhora que estavam lá nos desejou as boas vindas ao descobrirem que éramos de outros estados e nos autorizou a entrada.

Subimos e foi aí que chegamos a um lugar onde a vista era incrível. O Rio São Francisco passava por trás dali e tenho certeza que trabalhar ali seria o melhor lugar. Cheguei até a brincar com Machado dizendo que ele poderia muito bem levar o escritório pra lá, que o trabalho seria bem produtivo - rs.

Claro, James não dispensou em me clicar:



Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não demoramos muito por lá e saímos para outros lugares.

Paramos em uma pracinha que tinha em frente uma igreja. Na verdade, em frente ao Convento Nossa Senhora dos Anjos.

Parecia cenário de novela antiga

Era sexta-feira, mas parecia um domingo. A cidade é tão tranquila que se todos os dias forem assim, é uma boa cidade para se morar, ainda mais eu que sempre odiei morar aqui no centro. Hoje mesmo, como é domingo, acordei com barulho de carro de som e da vizinha com o som mais alto ainda enquanto fazia limpeza da casa... Quem me conhece sabe o quanto sou agoniado com barulho.

A prova de que a cidade é bem tranquila está nessa foto, que tiramos na Praça do Coreto:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Continuando... Por parecer domingo, fomos ao Convento que parecia estar fechado. Cumprimentei a recepcionista, que estava longe e vidrada no computador, e segui em frente. Não tirei foto nessa hora, mas tinha uma área enorme, bem bonita e cuidada dentro, onde bem no centro havia uma estátua que não consegui decifrar direito. Além do mais, se não me engano, haviam alguns bancos nela.

Em direção à porta de entrada, Machado nos alertou que já tinha fechado. Um senhor, suposto jardineiro que estava aguando a grama com uma mangueira, nos mostrou outra entrada.

Acho que fui o primeiro a entrar lá. O Convento tinha uma arquitetura muito antiga e o seu teto era pintado, segundo James, por escravos daquela época. Inclusive, toda ele era banhado a ouro e tudo muito bem conservado e um pouco modernizado. Não sei onde estava meu celular essa hora, mas James continuou me clicando com o celular dele, onde mostro abaixo:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Olhamos cada detalhe deste convento. Dentro dele, do lado esquerdo de quem entra, tem uma pequena capela onde estava fechado, mas tinha como ver os bancos e do lado um confessionário bem antigo, que me fez lembrar um filme do Didi que assisti na infância. O confessionário era bem parecido com esse aqui do filme. Tudo ali me fazia voltar no tempo.

Não tinha nada de roteiro pronto, saímos do Convento e fomos ver o que tinha mais na frente.

Entramos na Oficina de Santeiros do mestre artesão Timaia. Ele nos recebeu muito bem, ficou impressionado com o fato de sermos de outros estados e explicou sobre a sua carreira. Fiquei impressionado com sua simplicidade e humildade. Podíamos ver ali que tudo que ele faz é por amor, sem cobrar nada em troca, apenas ensinando quem realmente se interessar. Observei e peguei algumas peças que realmente eram ricas em detalhes e muito bem trabalhadas. Ele também nos mostrou algumas peças de alunos que estavam começando o trabalho. Realmente, é muita dedicação e paciência para se ter um bom resultado.

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Demoramos muito por lá, fomos apresentados para mais pessoas e ouvimos muitas histórias ainda da vida dele. No final, ele nos deu cartão de visita com seu contato e Facebook e pediu para que assinássemos em um livro, onde, ao assinar, olhando rapidamente, vi que não era somente eu de outro estado que tinha ido ali, várias pessoas de fora também.

Já estava quase escurecendo quando fomos à Casa da Aposentadora. No momento em que subimos as escadas, demos de cara com uma mesa cheia de salgadinhos, bolos, sucos... Muitas pessoas estavam lá, em uma sala separada, em uma reunião. Passamos despercebidos ali, e ficamos vendo o final da tarde enquanto conversávamos.

Foto: James Dantas (@kbcao17)


Lembro que nessa hora o céu estava sendo cortado por um rastro de fumaça que mais parecia de decolagem de algum foguete - como já cheguei a ver por aqui, visto que temos próximo, no Maranhão, um Centro de Lançamento de Foguetes, em Alcântara. Chegamos a questionar isso, mas me disseram que era apenas um avião fazendo aquilo. Clicando na foto abaixo para ampliar, acredito que dará pra ver como estava:


Ainda ali, as pessoas saíram da reunião e começaram a lanchar. Fiquei meio sem jeito, com vergonha, mas uma mulher ao nos ver, gritou: "Menino, fiquem à vontade! Vamos!?", nos apontando à mesa. Tímidos, porém com fome - pelo menos eu - não aceitamos e passamos por todos que estavam muito bem arrumados já se servindo.

sábado, 28 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #5

(...)

Continuamos a andar e começamos a avistar algumas ruas estreitas com várias casinhas coloridas. Em uma dessas andanças, algumas senhoras estavam na janela, fazendo aquele cenário se tornar ainda mais bonito. Por algumas vezes, lembrei de propagandas que passa na Tv Globo, como essa aqui e aqui.

Tiramos poucas fotos em pontos e casas que achávamos legais naquele momento, como essas:



Subimos algumas ladeiras e paramos próximo a uma igreja e cinema antigo. Com o celular ainda em mãos, vi mensagens do povo informando que estava em frente a pousada. Desorientado, não sabia dizer onde eu estava e nem lembrei que poderia mandar a localização pelo whatsapp.

Alguns minutos depois, pelo lado contrário que imaginava que eles pudessem estar vindo, apareceram de moto. Foi quando os vi ainda de capacete. Machado Junior trazia James (que já até entrevistei aqui) e Juninho estava na moto dele. Me olharam, estacionaram e vieram em minha direção tirando o capacete.

Primeiramente, cumprimentei e abracei James que achei bem alto e magro, o contrário do que imaginava nas fotos. Além do mais, não achei que ele tinha a cabeçona, como seu próprio @ no Twitter e Instagram já dizia. Depois, cumprimentei Machado num aperto de mão meio doido, empolgado, me puxando pro abraço - rs. Machado é como nas fotos, não vi diferença. Depois o Juninho Rocha, que estava um pouco calado, tímido talvez.

James me mostrou e entregou um saquinho com as lentes olho de peixe e eu achando que era um presente pra mim. Abrindo o saquinho e pegando a lente, não conseguia prender no meu celular e acabei pedindo ajuda dele. Com ela já encaixada no celular, tiramos as primeiras selfies do #WINDENCONTRO (encontro de usuários de Windows Phone):



Fiquei tão besta com aquilo que esqueci de apresentar meus amigos a eles. Quando fui ver, Machado já estava lá cumprimentando eles. Um pouco atrasado, apresentei eles e seguimos conversando por alguns minutos ainda ali.

Eu até falei para darmos logo uma volta, já que mais tarde eles tinham que ir pra faculdade. "Quem disse que a gente vai pra faculdade hoje? Você tá aqui, Funnie! Tu é o Deus Grego!", disse James zoando e sorrindo com a importância da minha presença naquele dia único. Me achei internamente - rs.

CN → THE → REC → MCZ → PND #4

(...)

Foram um pouco mais de três horas de viagem. A cada quilômetro que passava eu ficava mais tenso, nervoso, imaginando que dali a algumas horas estaria transformando o virtual no real. Todas os cenários das fotos estariam não mais na tela do meu celular, mas na minha frente. Não estaria mais escutando áudios e sotaques apenas pelo celular, mas pessoalmente, vendo expressões e sorrisos do jeito que eu ainda não tinha visto.

Ainda na estrada, paramos em um Mirante. As placas indicavam que a poucos metros teria um ali e na medida que chegávamos próximos, decidíamos se pararíamos ou não, visto que eu tinha medo de perder tempo e não aproveitar as horas em Penedo, imaginando que à noite os amigos de lá estariam na faculdade. Naquele momento, tempo era ouro.

Estacionamos o carro no acostamento em frente e vimos que era um restaurante. Atrás dele, o mirante era bem simples e colorido, parecia mais um brinquedo de parque de diversões. Nada de elevador e sim escadas em formato espiral. Pagamos apenas R$ 2,00 para subir e ficar uns cinco minutinhos tirando algumas fotos.


Poderíamos até ter ficado mais tempo lá, mas São Pedro foi meu best friend e mandou chuva, para que fôssemos correndo pro carro seguir mais estrada e ganhar tempo - rs.

Nas cidades próximas, assim que funcionava a cobertura de internet, chegava um monte de mensagem pra mim. O grupo que criei estava perguntando: "Cadê o Funnie?", "Já chegou?", além de mensagens no privado no mesmo caráter.

Acabei não respondendo, pois ainda estava enfadado da viagem. Não tinha almoçado ainda, não tinha tomado banho e precisava ficar de bem comigo mesmo pra confirmar a minha chegada.

Ao chegar em Penedo, ficamos maravilhados com as casinhas coloridas e com a arquitetura preservada da cidade. Como o Pedro mesmo disse, ainda na direção, "parece que voltamos pro século passado", onde digitei a mesma frase no grupo privado somente com os amigos desta cidade.

Algumas vezes ficamos perdidos e entramos na contramão, por termos dispensado o GPS. E seguimos procurando a Pousada que já tínhamos reservado há algumas semanas.

No caminho, não hesitei em tirar essa foto, ainda de dentro do carro, dessa rua estreitinha cheia de casas coloridas:


Ao chegarmos na Pousada Central, nem precisamos nos apresentar. A senhora dona de lá já estava nos aguardando. Muito educada e receptiva, nos explicou calmamente como funcionava lá e pediu para que eu assinasse em um caderno acrescentando a data - acho que isso foi o check-in - rs. Em seguida, me entregou a chave do quarto de número 8.

Os quartos ficavam no primeiro andar e embaixo funcionava um restaurante simples, com poucas mesas e cadeiras, com recipientes de self-service, o que deu mais certo ainda pra gente, que não precisava andar pela cidade em busca de almoço.

Deixamos as malas e bolsas no quarto e, como meus amigos estavam morrendo de fome, disse para que almoçassem enquanto eu tomava banho e me trocava. Com isso, eles desceram para almoçar e fui tomar banho.

O quarto que ficamos era super apertado. Nele tinha: ar condicionado; uma TV com receptor; um guarda-roupa pequeno com espelho na porta por dentro e com três edredons; uma beliche e uma cama de solteiro normal; um banheiro minúsculo e um chuveiro que era SUPER lerdo. Eu me conformo com tudo, mas aquele chuveiro me fez demorar demais no banho. A água descia bem fina, pouca... Que agonia! Não gosto nem de lembrar.

Muito aperreado, enquanto meu celular carregava para tirar fotos mais tarde, me vesti rápido e desci para almoçar mais rápido ainda. Enquanto isso, meu celular não parava de receber mensagens do povo que parecia mais ansiosos do que eu. Eu não gosto de comer mexendo no celular, mas fiz isso. A comida acabou esfriando e o suco rendeu demais. Não comi muito, mas me senti satisfeito.

Sem demora, seguimos para o "centro histórico".

Lembro que enquanto passava por lá, um bêbado dentro de um bar olhou pra mim e falou: "E aí, parceiro!? Como é que tá?". Por impulso, ainda o respondi: "Tudo beleza!", fazendo joinha pra ele.

CONTINUA AQUI...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ANIVERSÁRIO TROLL

São 19h42 e estou aqui um pouco com a consciência pesada, então resolvi preparar este post e deixar programado para postar às 23h30, pois creio que já estarei dormindo a uma hora dessas.

Primeiramente queria pedir desculpas por todo esse troll, mas confesso que não ficaria conformado em dizer só uma mentira simples nesse 1º de abril.

Nunca tinha tido ideia mais brilhante, mas confesso que no fundo, no fundo, não me senti bem fazendo isso. Juro, em vez de fazer os outros ficarem com vergonha após eu dizer que não era meu aniversário e sim que era mentira que fazia parte do dia 1º de abril, quem ficou com vergonha foi eu.

Pela manhã, tive essa ideia de mudar a minha data de nascimento no facebook, mas o meu intuito era de "testar" os meus amigos mais próximos. Todos os meus amigos sabem que dia e mês faço aniversário, portanto, acreditaria que ninguém me decepcionaria. De qualquer forma, fiz isso também pra saber realmente que é meu amigo de verdade.

Minutos após eu mudar a data de nascimento, quase 10h, já fui logo recebendo felicitações na TL. Resolvi deixar o bate-papo off para que ninguém pudesse me perguntar algo a respeito, mas isso não impediu de alguns perguntarem, embora já vendo lá, se era o meu aniversário. Deixei todos com esse mistério, então, segui. Ahh! Além de receber essas mensagens por inbox das pessoas perguntando sobre o meu aniversário, recebi também de outras me elogiando, dizendo que eu sou o "cão" em mentir para todos. Até então, eu ria demais de tudo e de todos.

Quando penso que não, para a minha surpresa, compartilham um link comigo marcado:


Desculpa, Raphael, mas ri demais quando vi isso - rs. Ainda mais quando tu me compartilhou ainda dizendo aquela frase: "Eu jamais poderia deixar de esquecer essa data meu querido! Parabéns!" - HAHAHAHAHA. Mesmo assim, achei digno demais de eu ser um post no blog dele pela segunda vez, no qual é conhecido demais na cidade. Gostei de verdade das palavras, mas, NÃO... E foi daí que começou todo aquele sentimento ruim brotando de mim, pois, mesmo sendo o dia da mentira, sei o quanto é chato enganar alguém. Logo eu, que odeio mentiras.

Achando que todos da minha turma sabiam que não era hoje meu aniversário, pois ainda pela manhã, antes de trocar a minha data na rede e antes de chegar na aula, havia postado o ELETROS (nosso grupo no facebook) o seguinte:

Achei que o boato fosse se espalhar logo e que em cima disso, dos comentários e da minha maldade, eles iam mentir pra mim também, já que vivi o meu aniversário passado próximo de alguns deles e consequentemente eles já deveriam saber. Lá, recebi poucos abraços, abraços esses que me fez revelar todo a mentira, pois senti que Marcelo e Charles me xingaram internamente, fora a cara de vergonha que ambos ficaram. Me botei no lugar deles e achei que dali tinha que acabar com isso.

Ao chegar na outra sala, avisei logo que não era o meu aniversário e usamos essa ideia para "trolarmos" o professor. Conseguimos! Cantamos os parabéns pro Adilson e Reinaldo e demos um ovo de páscoa que estava ali por acaso como se fosse presente de aniversário. A mentira ainda ficou mais completa porque no mural da sala que mudamos hoje tinha no calendário Adilson e Reinaldo fazendo aniversário no dia 1º de setembro, só que não tinha o mês setembro em destaque. Isso foi prato cheio pra nós!

Pausa para foto dos "aniversariantes" do dia.

Pensa que acabou por aí? Não! Quando eu desci do ônibus aqui na cidade, um amigo, até então de facebook, me cumprimenta na rua e acrescenta "Parabéns!". Ele estava do outro lado da rua, então só respondi "valeu" com um sorriso amarelo. A minha vontade era de dizer que era mentira, mas não tinha como. Se estiver lendo isso, desculpa aí, B.M.! :-(

Aproveito o final deste post para pedir desculpa a todos que me felicitaram hoje pelo meu "aniversário troll". Eu adorei ler as mensagens, algumas eu fiquei pensando que a pessoa nem poderia estar passando por essa mentira, mas... é dia da mentira. Espero que tenham se divertido de verdade com essa minha ideia maligna. Tô mal, muito mais mesmo neste exato momento, mas nem que eu quisesse, não posso mais mudar a data, pois o facebook não deixa - lá não se pode trocar a data de nascimento toda hora, pois tem algo a ver com os termos de uso.

De coração, me desculpem de verdade. Espero que entendam que isso era pra divertir e não causar desânimo. Me diverti bastante em alguns momentos, e em outros aprendi o meu limite de mentira. Mesmo no dia da mentira, não consigo mentir por muito tempo. Prometo que não repetirei isso mais nunca na minha vida.

Um abração a todos! :-)

sábado, 27 de outubro de 2012

FRANCISCO ANDERSON

A promessa que falei no penúltimo post acabou e voltei ao meu nome normal no facebook.

Após aquele dia, nunca mais fui chamado por "Funnie", tampouco pelo meu próprio nome. Em nenhum momento senti nenhuma vergonha em ser chamado de "Francisco" e nem "Francisco Anderson", achei até que soou bem; na minha opinião, a combinação ficou legal.


Foram inúmeras vezes em que a janelinha do bate-papo do facebook subiu com a exclamação "Francisco!" ou "Chico!". O Francisco até que não encarava como um deboche, mas o "Chico", sentia certo preconceito, como se fossem me atingir com essa palavra, fazendo uma piadinha, sabe? Ainda mais quando esta estava seguida de risos. De fato, é um nome meio engraçado, pobre e que lembra um pouco o nordeste, a seca, aquele cenário todo do filme O auto da Compadecida, com o personagem famoso Chicó, interpretado pelo ator Selton Mello. Quem não lembra da frase: "Não sei, só sei que foi assim!" - rs.

Escrevendo isso, lembrei de quando estudava e chamava um professor de "Chicó", mesmo na frente dele. Uma vez ele até me chamou atenção por isso alegando não gostar e parei. Ele me fez passar vergonha na frente de todos, o que foi mais um motivo pra eu parar definitivamente na questão de apelidos. No tempo, eu não via problema em dar esse "apelido carinhoso" pra ele, até porque gostava, sim, das aulas e matérias dele, mas agora entendo o lado dele, pois senti na pele. Certamente, na cabeça dele, aquilo era debochando da cara dele, fazendo piadinha com o nome, mas, não, na minha concepção, não era aquilo.

Uma amiga - que também participou da promessa - me contou essa semana que uma amiga dela comentou o seguinte no facebook: "Que 'B*STA' é essa? Francisca?". Quando ela me falou desse comentário, fiquei p*to, mas não disse nada, guardei isso mesmo só para mim e estou registrando o preconceito aqui. E olha que eu achava que o preconceito era só quanto a raça, religião, sexo e mais alguns. Nunca tinha visto isso. Posso até estar exagerando, mas usar um termo baixo pra diminuir outro, para mim já é.

Pela rua, também fui chamado de "Francisco" e achei engraçado como repercutiu. Nunca imaginei que iria dar nisso. Conversei com o resto dos "Franciscos(as)" das promessas durante a semana e eles me contaram a mesma coisa, que estavam, também, sendo chamados assim.

Mesmo assim, fora isso, gostei da experiência. :-)

domingo, 7 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012

Graças a Deus que tudo já terminou! Só não sei se conseguirei dormir hoje, porque até agora a zoada tá é monstra.

Para quem está acompanhando o blog do BE#3, viu que passei a noite passada por aí, andando pelas ruas da cidade com o Marllon de moto, colando os cartazes de divulgação do blog do filme. Na verdade, mesmo depois de ter colado muitos, ficamos conversando na rua por muito tempo, mesmo com cartazes que sobraram. Sem contar na passeata do PT que participei pela tarde a pedido da Neta e do Junior. Eu estava morto de cansado e com muito sono, mas continuei...

Não tem nem como esconder que o meu voto foi no 13, Américo de Sousa, né? - rs.

Segundos antes de apitar...

Marcos Junior

Ficamos conversando na casa do Dalton e as horas iam se passando. Comentamos sobre a noite, ali mesmo, sobre as pessoas que em plena 1h da manhã faziam fileiras de cadeiras nas portas aguardando os vereadores passarem para distribuírem dinheiro - sim, isso é um característica da minha cidade, por ser pequena, claro. Eu fiquei impressionado de verdade, mas juro que iria gostar se um vereador (ou capangas deles) nos abordassem para oferecer dinheiro. Lógico, iria receber, mas não significando que compraria o meu voto. Ia ajudar bastante para o filme e pensei mais nele. A cidade não estava com aquele clima de 1h da manhã, mas de 23h, onde o povo fica mesmo conversando até mais tardar meia-noite.

Acabei vendo um amigo que me avisou que eu "trabalharia" no dia seguinte com ele. Aceitei, claro. Mas tinha que acordar cedo, pois teria que estar em uma escola às 8h. Eu não era obrigado a ir, mas, claro que quis e fiz esse esforço.

Às 7h20 acordei com o celular alarmando. Atento, fui tomar meu banho e me arrumar. A minha demora não é nem tanto o banho, mas o arrumar. Por várias vezes, troquei de roupa achando que estaria ruim. No fim, fui de calça, o que mais tarde me arrependi, pois o calor estava realmente de matar.

Ozana comigo na escola José Barreto

Foi muito divertido estar no meio do povão, naquele clima de tensão e esperança. Estávamos, Vitor, Wanessa, Ozana, o motorista pelo qual não me recordo o nome que acabou virando nosso amigo, e eu rodando pra cima e pra baixo dentro de um carro um pouco acabado - rs. Às vezes o próprio cara que dirigia tirava piadinha com ele, dizendo que iria ligar o ar condicionado, e outras coisas, sendo que nem a buzina do carro funcionava - rs. Ri demais com ele.

No carro com Vitor e Ozana

Ozana, Motorista (cansado demais) e Wanessão

Me despedindo: Vitor, Wanessa, eu e Ozana

Votei um pouco mais de 15h e, para a minha sorte, não tinha ninguém. Só entrei, votei e pronto. Me livrei!

E no final da tarde, um pouco depois das fotos acima, enfadado, fui pra casa.

Não gosto de ficar na rua quando tem muita gente, quando a qualquer hora pode rolar alguma confusão, briga por causa de política. Nunca se sabe quando estamos sujeitos a isso, por esse motivo, preferi vazar dali.

Passei direto para a casa da mãe do Dalton. Lá, liguei o computador e comecei a acompanhar no UOL o resultado. Só estava um pouco mais de 5% aperuado e estava um ano pra atualizar. Deixei de mão. Fiquei por lá por alguns minutos e voltei pro computador aqui em casa. Entre várias chamadas no telefone, soube o resultado, e os dois que eu votei não ganharam. Fiquei muito triste por isso, mas a vida segue. O pior de tudo foi dar a notícia para um dos meus amigos, que ficou muito mais triste do que eu, tive essa, vamos dizer, responsabilidade.

Minutos depois o povo estava gritando demais na rua, mais ainda pelo Sillas do Louro, que mora bem próximo da minha casa.

Animação em frente a casa do Sillas do Louro

Sinceramente, gostei demais pelo fato de ele ter ganhado, com certeza ele mereceu e também o Junior Santos, Osmar Aguiar, Cristiane Bacelar... Pra ficar melhor, marquei os que estava torcendo de verdade para que ganhasse:

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Por fim, estou morto de cansado. O Vitor acabou de sair daqui após ter dado a minha contribuição e lamentando a perda do tio dele.

Só vou tomar um banho e dormir. Eu mereço!