segunda-feira, 13 de julho de 2026

A SAUDADE TEM ROSTO

Agora há pouco desabafei chorando no dix e resolvi registrar aqui também. Pra quem não sabe, dix, segundo a IA, é "uma gíria da Geração Z para um perfil privado alternativo no Instagram. Derivado da expressão 'para deixar', funciona como um espaço íntimo e seguro onde jovens compartilham desabafos e momentos espontâneos apenas com um grupo muito seleto de amigos próximos." 😉

Neste mês de julho vou ter que trabalhar em algumas cidades vizinhas daqui. Para os deslocamentos, precisamos utilizar as famosas "topiques" (assim chamam as vans daqui). Hoje, assim como dias atrás, também precisei pegar uma delas.

No sábado, quase 7h, fui para o ponto das topiques para ir a Ubajara, cidade a uns 20 minutos daqui. O trabalho foi até às 10h e foi bem divertido. Ao "encerrar o expediente", acabei ficando por Ubajara mesmo. O restante do pessoal do meu trabalho voltou pra Tianguá. Aproveitei essa oportunidade pra ficar um pouco mais com o B. no final de semana e até fomos pro Parque Nacional no domingo pela manhã. 

Hoje, cedo, estava certo de irmos a outra cidade, um pouco mais distante, mas ainda vizinha daqui: São Benedito. Acordamos cedo. Glyson e Conceição pegaram a topique em Tianguá, me enviaram o número, a placa e outras informações pra eu ficar atento e entrar no mesmo transporte deles. Enquanto acompanhava a localização em tempo real que o Glyson me enviou pelo WhatsApp, aconteceu algo.

Estava encostado em uma coluna da farmácia da esquina quando uma criança, de camisa, calça e chinela, aparentando ter uns 10 anos, parou na minha frente, só que de costas. Parecia meio desconfiada, olhando pra um lado e pro outro. Eu, com os fones de ouvido no volume máximo e o celular na mão, com medo de alguma investida, coloquei rapidamente o celular dentro do bolso. Não que isso seja algum tipo de preconceito, mas posso explicar: em uma viagem ao RJ, quase fui assaltado por uma criança, e isso acabou me deixando meio traumatizado.

A criança, sem olhar pra mim, começou a falar. Pausei o fone de ouvido dando um clique no lado direito e entendi da metade da frase pra frente: "...trocado pra eu merendar?" Como, pra bom entendedor, meia palavra basta, entendi o recado. Ele estava pedindo dinheiro pra poder comer, ali, quase 7h da manhã. No automático, respondi que não tinha - mas realmente não tinha dinheiro em espécie, pois há muitos anos nem carteira eu ando mais levando, com a facilidade do Pix e dos documentos no celular.

Do lado havia uma quitanda. Não sei como definir uma quitanda hoje em dia, mas digo que lá tinha biscoitos, pães, refrigerante, pastéis... Levei o menino pra lá. Entrando, o senhor estava fritando pastéis no fundo do estabelecimento. Bati palmas pra chamar sua atenção. Logo ele veio, e falei: "O senhor pode dar um pastel e um guaraná pra esse rapaz?" O menino logo disse: "Tem pastel de quê?" Não lembro exatamente o que o senhor respondeu, mas pegou o pastel e entregou nas mãos da criança. Pedi novamente que ele entregasse o guaraná também, e logo foi buscar no freezer.

O menino sentou em uma cadeira de madeira em frente à TV que estava logo no alto da parede, juntou as pernas e as apoiou no apoio para os pés da cadeira, abriu o refrigerante, mordeu o pastel e tomou um gole. Enquanto isso, eu pagava aquele lanche. Ao sair, passei na frente dele. Ele confirmou com a cabeça e sorriu. Sorri de volta. Eu fiz aquele menino feliz naquele momento.

Assim que coloquei o pé pra fora da quitanda, veio de dentro de mim uma força tão grande que não sabia explicar. Sò foi o tempo de chegar à mesma coluna da farmácia da esquina e comecei a chorar. Há muito tempo eu não chorava assim, de dentro, sem ter esse controle. Ao mesmo tempo em que meus olhos não paravam de criar lágrimas, eu tentava limpá-las com as mangas do meu casaco. Inclusive, enquanto digito isso, revivo a cena e volto a chorar. 😢 Naquele momento, lembrei do Eduardo, meu sobrinho. Parecia ele ali. Acho que foi a saudade que ligou esses fatos, e eu desabei em choro.

Baixei a cabeça, mas percebi que as poucas pessoas que passavam ali na minha frente observavam esse meu "surto". Eu sentia vergonha, mas ninguém me conhecia. Eu não podia fugir.

Ainda ali, mandei mensagem pro B. contando a situação e mostrando minha cara, tirando uma selfie em visualização única. Tenho certeza de que eu estava vermelho, pois era como se todo o meu corpo quisesse gritar. Com os olhos embaçados, não consegui ver realmente a foto que enviei: foi abrir a câmera, clicar, colocar em visualização única e enviar, tudo em frações de segundos. Também mandei mensagem pra um grupo que tenho com Giovanna, Karen e Jessica e mostrei a mesma coisa. Eu precisava descarregar aquele sentimento naquele momento. Era um desabafo.

Poucos minutos depois a topique chegou. Limpei as lágrimas e tentei engolir aquele choro pra ninguém perceber, mas nem tinha como. Aos poucos, vendo a paisagem e a neblina na estrada, fui esquecendo e me recompondo.

Não sei se um dia vou ver esse menino novamente, mas sei que, mesmo que ele esqueça esse dia, eu nunca vou esquecer.

👦🏻🩷

terça-feira, 7 de julho de 2026

PRIMEIRO SALÁRIO, PRIMEIRAS ESCOLHAS

Hoje recebi o primeiro salário completo do trabalho novo - já que havia recebido apenas os dias trabalhados - e o pensamento que me veio foi: será que vou ficar com alguma coisa até o próximo pagamento? 🤔

Sou uma pessoa ansiosa e preciso filtrar o que preciso mais do que nunca. A prioridade é a comida, claro, já que comer todos os dias fora se torna bem mais caro. No domingo, B. me doou algumas coisas da casa dele: três pedaços de bolo de laranja, dois pães massa fina, duas cenouras, o restinho da panqueca de frango que ele fez no almoço, um pacote de biscoito salgado sabor presunto, uma cabeçona de alho e a metade de um saco de arroz parboilizado - que há muito tempo eu não comia. E isso me salvou até hoje, terça-feira.

Na manhã de segunda, o meu café da manhã foram esses dois pedaços de bolo com um suquinho de maracujá de pacote. No almoço, refoguei o alho e a cebola e fiz um arroz que, modéstia à parte, por mais simples que seja, ficou delicioso, acompanhado da metade das panquecas de frango. Na janta, assei os dois pães com manteiga e voltei a tomar o suquinho de maracujá. E, claro, agradecendo sempre a Deus pela comida. 🙏🏻

Hoje pela manhã não tomei café em casa porque acabei me atrasando um pouco. Se eu fizesse algo para comer, chegaria um pouco mais atrasado, então preferi não fazer. Cheguei ao trabalho exatamente às 7h59, mesmo passando antes em um comércio próximo de esquina e comprando três "pães tripas" (achei engraçado esse "tripa" - rs) e um chocolate de caixinha.

Inclusive, por falar no pão, vi uma situação que me deixou com ódio e, ao mesmo tempo, nojo. No comércio, os pães ficam na bancada cobertos por um papel e alguns sacos e, quando pedimos, o senhor coloca a mão dentro de uma sacola, pergunta qual eu prefiro e depois coloca os pães em outra sacola. Qualquer pão ali, para mim, era pão, então respondi que tanto fazia, e ele pegou três que estavam grudadinhos. Ok, sem problema.

Enquanto coloquei o celular para fora para efetuar o pagamento, uma senhora começou a escolher com as mãos o melhor pão para ela levar. Escolheu com as mãos, sem proteção!!! Tipo, pegando, colocando para o lado, pegando um de baixo, olhando, colocando de volta... Mermão, pra quê isso? 😠 O olho existe pra quê? Vi que o senhor comerciante ficou constrangido, mas fingi que não vi nada, paguei e saí. Como pode, hein!?

No almoço de hoje, vim correndo para casa e, como não teria apenas uma hora para retornar, fiquei mais tranquilo para elaborar a comida. Cortei uma cenoura em rodelas e depois cortei as rodelas ao meio; refoguei, na margarina, o alho e a cebola; depois joguei a cenoura e, por último, o arroz. Quando o arroz estava quase enxuto, coloquei o resto das panquecas em cima dele para esquentar e aguardei. Eu não costumo gostar tanto da minha comida, mas, mais uma vez, ficou divina! Não aguentei, comi tu-do! (Amanhã vou descontar correndo e caminhando, prometo.) A janta ficou por conta de dois pães, com um ovo dividido entre eles, e água mesmo. E assim vou levando. São exatamente 22h e o pão não deu jeito, estou com fome e querendo cair na tentação de descer e comer um pastel aqui próximo... 😬 Não vou! Não posso!

Essa semana preciso fazer as compras. Já fiz uma lista do que preciso comprar para comer e, confesso, não vejo a hora de encher a minha geladeira, que no momento só tem margarina e dois litros de água. KKKKKK Vai dar certo. Vou ter que agradar o B. vir essa semana porque ele tem carro, então evita que eu traga vária sacolas nos braços e ande 1km com elas. Não posso perder meus braços, né. Futuramente vou comprar aquelas sacolas de mercado, acabei de ter essa ideia. Mais velho, um carinho da feira... KKKKKK Vem aí.

Amanhã não sei o que vou comer ainda, mas sempre falo para o B. que Deus ajuda. Ele nunca deixou de me ajudar. Só quero sobreviver aqui.

#oremos

quinta-feira, 2 de julho de 2026

A MESMA PALAVRA, OUTRO TOM

Um pouco mais de meio-dia de hoje, resolvi pedir uma quentinha, já que não aguento mais yakisoba (pra não dizer macarrão instantâneo) no almoço. Com toda essa mudança de vida, ainda não consegui a minha estabilidade financeira, então, para economizar, resolvi comprar comida processada e rápida, até porque, também, há poucos dias, minha geladeira chegou. Sei que posso ser julgado por isso, mas o julgamento maior vem de dentro de mim mesmo, porque estou comendo coisas que realmente não são saudáveis. Prometo que vou compensar isso com muita caminhada e corrida na próxima semana, já que trabalharei em horário comercial, de 8h às 18h, com pausa pro almoço, claro. 🙏🏻

Escolhi a opção da quentinha que queria e, no final, escrevi: "Quando estiver saindo, me informa." Detalhe: "me in-for-mA", com A no final. Antes de enviar, lembrei de uma conversa que ouvi no trabalho, apaguei a última letra da última sílaba e coloquei "me informE".

Por mais que as duas palavras tenham o mesmo sentido, o tom de quem lê não é o mesmo. No Maranhão - pelo menos na cidade onde morava -, é normal falar no tom: "Me dá", "Me entrega", "Me ajuda"... sempre com A no final de cada palavra. Aqui no Ceará, não. As pessoas usam o E, como: "Me dê", "Me entregue", "Me ajude"... E isso, pra mim, foi algo com que demorei pra me acostumar. A terminação das palavras com E, pra nós, aliás, pra mim, soa como autoritária. A meu ver, parece um chefe que quer algo naquele momento, tendo todo aquele poder de nos obrigar a fazer, que grita e tudo mais. Como disse, num tom totalmente autoritário.

E agora me peguei pensando... Será que a terminação com A que uso soa como autoritária aqui pro povo do CE? Agora faz um pouco mais de sentido na minha cabeça.

A conversa que ouvi aqui um dia desses foi assim, em um assunto aleatório, meio de fofoca: "Ah, ela chegou se achando, falando 'quero falar contigo'... Olha só, 'contigo'..." E eu pensei em qual o problema da pessoa chegar dizendo o contigo. Lembrei que eles não falam isso aqui, eles falam com você. Tipo, "eu quero falar com você". Como eu estava inserido na conversa, falei: "Gente, eu falo contigo, mas não é em tom de deboche, não, é que realmente a gente lá (do Maranhão) fala assim." Uma delas me confortou: "Você a gente sabe, o seu tom é educado, o dela, não." E continuei com aquele ponto de interrogação enorme na cabeça. Por quê!? 😬

Não queria mudar o meu jeito de falar e escrever, mas sei que, para pessoas novas, ainda mais de forma escrita em WhatsApp, vou ter que "forçar" essa delicadeza. É muito estranho não ir direto ao ponto, mas pessoas são pessoas, né? Não quero passar por nenhum tipo de constrangimento por aqui, ainda mais eu, que sempre falei tu. KKKKK

segunda-feira, 29 de junho de 2026

A MUDANÇA QUE EU TANTO ESPERAVA

O bom da minha vida ter mudado um pouquinho há mais de um mês é que tenho muita novidade pra contar. Não novidades de ganho, no sentido de ter... Aliás... Sim... Hmm... Como posso explicar? 🤔 Não falo em algo material, sabe, embora também. O que eu quero dizer é que não estou tanto na rotina, aquela rotina severa de acordar, trabalhar, ir pra casa e viver de novo o mesmo dia sem mudança nenhuma. Tá, parece que estou, afinal, no post anterior comentei justamente sobre isso. Talvez eu não tenha falado nada com nada nesse primeiro parágrafo, né? Enfim, ignora.

Nesses mais de 30 dias de mudança de cidade, MUITA coisa aconteceu. A minha organização financeira e pessoal tem me dado frutos bons. A novidade, que há dois posts eu queria dizer, era: TENHO UMA CASA!!! (alugada, mas minha). Na verdade, um apê, pequeno, mas bem confortável, próximo do trabalho e baratíssimo... Menino, foi um achado! 😁

Desde quando vim pra Tianguá, já fui procurando casas pra alugar. Por mais que eu soubesse que os meninos iriam me acolher super bem, a casa era deles, e visita, no máximo, teria que ser de uma semana. E lá se foram mais de 30 dias em um quarto na casa deles. Só gratidão, inclusive! 🙏🏻 Volto a dizer que eles são amigos mesmo e nem sei como pagar todo esse acolhimento, não só de agora, mas de sempre que precisei. Inclusive, nas últimas semanas, durante um almoço, fizemos um acordo. (A palavra "pacto" sempre soa como algo demoníaco, né? - rs.) Talvez eles nem vejam isso como forma de acordo, mas vamos dizer que seja um combinado. Pronto, a palavra certa é essa: com-bi-na-do. Se num futuro der certo, todos nós iremos ganhar. 🤑

Mas voltando à novidade, que é a "minha" casa... eu consegui sem procurar. A minha chefe passou na rua aqui próximo do trabalho, viu uma placa, me avisou de imediato, fui com o B. ver, gostei, fomos no cartório, fechamos, paguei o caução e recebi as chaves. Meu Deus, aquilo já era meu no mesmo dia! 😅 O mais interessante é que, um pouco antes de resolvermos essa parte burocrática, na porta de entrada do apê, após eu ter visto ele por completo, a senhora perguntou: "Você vai querer mesmo?" Respondi que sim, e, no mesmo momento, ela arrancou a placa de aluga-se dali. Isso me marcou muito!

Nesses 35 anos, sempre morei na casa dos meus pais, e ter um canto só meu, que eu possa organizar do meu jeitinho, me causa uma ansiedade agradável. Engraçado, né? E que bom. De imaginar que agora, enfim, eu vou ter paz... AEEE! 🙌🏻

Na entrada, coloquei uma plantinha que ganhei do Dalton e um tapetinho que comprei dessas lojas baratas de utilidades

Meu primeiro presente pra casa nova foi um escorredor de prato preto, simples, que já definiu a cor do meu "enxoval". De lá pra cá, ganhei muitas outras coisas: uma sanduicheira chique, um fogão de indução, um liquidificador... Todos pretos! Ah, antes que eu esqueça, comprei uma CAMA DE CASAAAAAL!!! A empolgação por uma cama de casal é ainda maior porque eu nunca tive uma, sempre dormi em cama de solteiro. Mesmo que eu quisesse antes, no quarto em que eu ficava na casa dos meus pais (que estranho dizer "casa dos meus pais" 🤔), não cabia, pois eu dividia o quarto com o meu irmão. Além disso, tinha um guarda-roupa pequeno e uma cômoda que comprei no último ano o que impedia mais ainda de uma cama de casal caber ali.

Aluguei esse apê no final do mês passado. Já está com quase 20 dias, mas não consegui mudar de imediato. Precisei pintar ele todo porque a cor que tinha lá não me agradava de maneira nenhuma e, psicologicamente falando, só depois eu fui entender o porquê. Agora lá está todo branco, pela claridade e paz. Não usei o branco gelo porque também me remete ao antigo trabalho (fora que é um cinza branco meio cinza sem graça), então usei um branco bem branco, sem ir pro bege, pro cinza e afins. Branco natural, branco neve. Pronto! 🤍

Poucos dias depois que aluguei, levei produtos de limpeza pra gente (meus amigos e eu) dar um grau. Não estava tão sujo, mas eu queria tirar toda a energia de lá dentro. Os últimos inquilinos eram um casal que tinha um pitbull. Pelo que ouvi da proprietária, o homem era um policial, já a mulher não faço ideia.

Subindo as escadas, à esquerda, antes da porta de entrada do meu apartamento, tem um cara que mora em uma quitinete. No dia em que fechei negócio, a proprietária me passou o contato dele, pois, por ser no mesmo espaço, iríamos dividir algumas coisas, tipo água. Conversamos algumas vezes e ele parece ser uma pessoa boa. Pelas roupas que ele deixa na varanda, voltadas para a rua, acredito que ele seja da igreja católica; e, vendo o perfil do Instagram dele, que, por culpa do algoritmo aparecia pra mim como sugestão, acho que ele é da área da saúde. Até então, nossa conversa foi bem agradável e ele me ajudou em alguns outros processos, como, por exemplo, a ligação da energia. As pessoas da cidade, no geral, são bem legais. Poucos dias atrás, conversamos mais pessoalmente. Ele estava lavando a escada enquanto eu aguardava um senhor consertar o chuveiro - que a principio nem tinha dado certo. Chamei o vizinho pra ver as condições do meu apartamento e ele me ajudou mostrando algumas coisas. Sempre tive receio de vizinhos, mas ele me parece ser uma pessoa muito de boa e do bem. Assim espero. 🙏🏻

* * * 

No sábado (20), fui às Americanas comprar um kit de panelas com os meninos. Ganhei R$ 100 de um amigo e pensei: "Por que não dar de entrada em algo que preciso muito?" Para a minha sorte, havia uma caixa exposta e na promoção. Não pensei duas vezes e comprei. Ao chegar no apartamento, ligamos o fogão de indução, testamos as panelas e nada. 👎🏻 As panelas não funcionavam naquele fogão, ele não reconhecia elas. Que vacilo!!! Juro que faltou eu chorar com aquela decepção e falta de atenção. Ao mesmo tempo, no fundo, queria ir na loja e devolver, mas a minha vergonha era maior. Comentando isso com os meninos, Dalton disse que não teria vergonha e que iria lá comigo pra tentar resolver. E voltamos à loja em menos de 1 hora.

Ao chegar lá, ele explicou pro rapaz do Caixa, que nos passou pra outro, e esse outro nos passou pra mais outro. O nome do supervisor da loja era Alex, se não me engano. Ele nos tratou super bem, mesmo nessa situação. Disse que não poderia devolver o valor, mas que eu poderia ver outro kit de panelas, dessa vez compatível com o fogão. Mas, pro meu azar, não tinha. E foi assim que substituí por várias outras coisas necessárias para a casa nova, como roupas de cama, toalhas... Passou apenas uns R$ 3 e pouquinho do valor do kit das panelas. O bom é que, de qualquer forma, não saí perdendo.

Alguns vexames ainda estou passando porque tudo é a primeira vez. Estou errando, mas errando pra acertar e aprender. Preciso me atentar mais aos detalhes, não somente à conquista. Dessa vez errei, mas consegui reverter. Mas, quando acontece de o barato sair caro, eu fico mais zangado. Não quero luxo, só quero o básico e bom.

* * *

Não gosto de começar um post e não terminar, e esse ficou alguns dias no rascunho. Não lembro exatamente o dia em que iniciei ele, mas continuemos para encerrar.

* * *

Aos poucos fui me mudando pro apartamento. Depois que comprei a roupa de cama, me empolguei e já quis logo dormir lá sem esperar o B., pois eu confesso que fiquei com medo de sentir medo nesse primeiro dia dormindo sozinho.

Na terça (23), saindo do trabalho, fui dormir lá. É muito estranho você estar em um ambiente em que nunca esteve, mas, ao mesmo tempo, saber que tudo ali é seu. Demorei muito pra pegar no sono. Como eu estava rodeado de casas, dos lados, embaixo, de frente pra janela do quarto, todo o barulho parecia que estava dentro do meu quarto. Incrível isso! O bairro onde estou é bem tranquilo, mas aqui e acolá tem uma criança gritando, motos passando com aquele barulho alto, carros e, pasmem, um senhor passeando a cavalo com toda velocidade do mundo na madrugada. Ontem, quando já estava pegando no sono, achei que eu estava sonhando. Só hoje, há pouco, no trabalho, perguntei à minha chefe, que mora em uma das ruas próximas, se realmente o cavalo existia por ali, na madrugada. Ela me confirmou.

Primeira selfie na cama nova antes de dormir - rs

Dormi com o B. apenas um dia lá: na sexta, 22. Ele passou frio e eu passei calor. Mas, na maioria do tempo, eu passo frio mesmo, porque deixo as persianas da janela de madeira abertas e o vento frio vem com tudo.

Não sei como será daqui pra frente, ainda mais em relação à comida, mas aos poucos vou me acostumando. Eu estava pedindo uma quentinha de R$ 10 em um lugar próximo da minha rua, mas sinto que já enjoei de comer todos os dias a mesma coisa. Como não tinha mesa, improvisei uma caixa de papelão deitada na cama com um porcelanato em cima. Esse porcelanato eu ganhei pra colocar o fogão de indução em cima, com medo de esquentar a pia ou a mesa. Usando o porcelanato, não sujo a cama e consigo comer com um pouco mais de conforto sentado na cama. Spoiler: ontem, ainda bem, ganhei uma mesa de plástico com duas cadeiras.

Ainda ontem (domingo, 22), já pedi a instalação da internet e deu certo. Antes de dormir, usei o fogão para fritar ovos pra comer com pão e levei um susto, pois ainda não sei "operar" ele. Aos poucos eu vou aprendendo; hoje cedo até que consegui "administrar" melhor o fogo dele. O ovo quase saiu inteiro, mas pelo menos não foi aquele exagero da primeira vez.

Sei que falta eu comprar muita coisa ainda, mas aos poucos eu vou conseguindo. Já organizei um dos quartos pra "bagunça" e quase diariamente deixo o pouco lixo que acumulo do lado de fora. São vários detalhes, mas está dando certo... Eu só quero me sentir bem lá. 😌

Talvez esse post, por ter sido escrito em diferentes momentos, não tenha ficado tão "redondinho", ainda mais nesses últimos parágrafos, pois estou morrendo de fome. Encerro por aqui e volto depois.

Valeu! 🩷

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CALMA, ANDERSON

Depois que vim pra cá parece que não existe mais tempo pra mim - e isso nem é uma reclamação. Ainda é cedo, eu sei, mas sinto um sentimento de culpa por não aproveitar quando estou sozinho e de folga. Não sei se isso é porque ainda estou na casa dos meninos...

A minha rotina até então neste mês foi: acordar quase 9h, tomar café, assistir à novela do dia anterior e depois a alguns programas da grade da DiaTV, almoçar, tomar banho, trabalhar até às 22h, tomar banho novamente, deitar e dormir quase 1h da manhã. E depois começar tudo de novo. É um ciclo! (ou um círculo?) EU NÃO QUERO ISSO!!! 😵

Mas por que eu me sinto culpado? Talvez por simplesmente não estar vivendo comigo mesmo. No final de semana, por exemplo, eu só quero curtir a preguiça, isso quando não tenho coisas do trabalho. O que eu queria era caminhar, correr, ver e sentir as belezas dessa cidade e ter novas experiências. Sei que sinto essa culpa, mas ao mesmo tempo me conforto que estou começando agora, que tudo está sendo do zero, que preciso comprar/conquistar várias coisas ainda, mas, pô, preciso fazer algo que seja de zero centavos também.

Sei que estou criando alguns amigos, mesmo sendo do trabalho, mas cada um tem a sua vida, né? Não posso sugerir coisas sendo que tudo aqui é dinheiro e, a princípio, preciso economizar o máximo que eu puder. Sem falar que preciso me deslocar e, por enquanto, tudo aqui é moto-táxi. Até que teve vários dias que consegui pegar moto no 99 por, acreditem, R$ 0,12. Foram as viagens mais felizes da minha vida - rs. 😎

Ontem, antes de dormir, me bateu uma bad louca, uma vontade de acelerar o tempo e conquistar logo tudo de que eu preciso, mas o tempo não é meu, é dEle.

Que angústia!!! 😕

Eu vivo criando metas e sei que cumpro elas, mas ultimamente nem isso posso fazer porque tudo é dinheiro por aqui. Não que eu esteja sem dinheiro, mas fico naquele medo de chegar ao ponto de não ter mais nenhum centavo.

Calma, Anderson, respira... Vai dar tudo certo.

E vamos aguardar!

Obs.: No último post eu disse que possivelmente neste eu contaria uma novidade, mas por enquanto ainda não consigo, pois ela está em processo.

Valeu por estar aqui!

Até! 😉

quarta-feira, 3 de junho de 2026

AINDA APRENDENDO A ESTAR AQUI

Estou há quase um mês aqui na serra e a ficha ainda não caiu por completo. 🥲

Eu nem acredito que deixei tudo para trás para viver o novo - se bem que eu nem tinha tanta coisa assim KKKK. O mais importante para mim era o Du (meu sobrinho Eduardo), mas, mesmo depois de muito choro naquela segunda-feira que conversei com ele sobre minha vinda pra cá, acho que ele entendeu. E agora entendo como é se fazer presente quando não se está: dando presente. O que eu sempre julguei, hoje faço. Na semana passada, comprei o álbum da Copa pra ele e alguns pacotes de figurinhas, mesmo ele já tendo várias antes de o álbum chegar para vender em nossa cidade. Inclusive, ele participou de um evento de troca de figurinhas na praça da cidade no final de semana. Pedi que meu irmão fosse com ele, já que ele ainda é uma criança. Agora me bateu uma dúvida: ter 9 anos nos dias de hoje ainda é ser criança? 🤔

meu irmão, Dayson, e Du

Eduardo infelizmente não gosta de atender ligação e, pior ainda, ligação de vídeo. Eu não consigo entender uma criança que adora se gravar - sempre contra a minha vontade -, mas não gosta de atender ligação e raramente manda áudio. O meu maior medo, além de não vê-lo crescendo, é que ele me esqueça. 🥺 Tenho a plena convicção de que o tempo passa e que vou ter que me adaptar a isso, mas ele me esquecer, esquecer de tudo o que ensinei de bom a ele, ah, isso não. Outro medo que tenho é dele não querer me abraçar mais, não ser mais aquele abraço diário... Não gosto nem de pensar nisso.

Não sei quando vou visitá-lo. 😞 A minha vida está sendo resumida em falta de tempo e conquistas. Praticamente todos os dias conquisto algo novo, ao mesmo tempo em que tenho gastos que não poderia ter. Qualquer passo fora de casa é um gasto, literalmente. O que me conforta é que as pessoas são legais, estão me ajudando e me indicando coisas, lugares e o que comprar, isso tem me poupado tempo e dinheiro. Não posso deixar jamais de agradecer ao Pedro e ao Dalton por me acolherem sempre bem, por estarem comigo nessa e por me apoiarem sempre. Além deles, o B. tem me dado muito apoio também. Eduardo pode me esperar mais um pouco porque eu sei que a recompensa da minha distância dele será grande. Quando eu estiver bem aqui, vou trazê-lo para me visitar, conhecer as "montanhas" que sempre falei pra ele, sentir o frio e outras coisas que jamais vai esquecer. Deus continue me abençoando pra que tudo isso possa acontecer o mais breve possível. 🙏🏻

A minha vida continua sendo planejada, continuo com os pés no chão, mas também preciso trabalhar para viver, não viver para trabalhar. Estar aqui na serra é um passo muito grande pra mim. Não estou sentindo tanta tristeza e saudade assim porque já fui acostumado a vir por aqui várias vezes ao ano. Se me soltarem no centro da cidade, inclusive, acredito que desenrolo, ainda que com o mapa, né? - rs.

Na próxima semana já faz um mês, então, até aqui, Deus esteve comigo. 🥲 Não sei como as pessoas estão me vendo no trabalho, mas penso que estão me vendo de forma boa. Aqui e acolá recebo alguns elogios simples, mas que já fazem eu me sentir bem. Espero continuar sempre assim.

Se eu lembrar, no próximo post conto uma novidade. Vou só esperar concluir pra eu já contar aqui. Não que a minha intenção seja criar expectativa, mas... Aguarde!

Até o próximo! 😁

domingo, 17 de maio de 2026

RECOMEÇOS TAMBÉM DÃO MEDO

Mais uma vez começando um post suspirando. Dessa vez, o suspiro é de "será que vou dar conta de concluir esse post ainda hoje?". Contrário do post anterior, com várias pausas, este quero dar o resumo do resumo do resumo... Até porque, não sei se já comentei aqui, mas criei um blog anônimo pra chamar de meu. Chega de me sentir vigiado! Agora, por lá, escrevo sem papas na língua e tendo um registro ainda mais pessoal, mais detalhado, sem pudor (mais ou menos) e com o meu sentimento mais que profundo. Espero seguir lá e, claro, aqui. Não esqueci que prometi a mim mesmo que, neste ano, preciso fazer pelo menos um post por mês. Isso não para os outros, mas para mim mesmo no futuro. Adoro ler e ter vergonha de mim mesmo no passado, me dá uma sensação boa.

Mas, sem mais delongas, vamos lá! 😉

Então, sem muitos detalhes, na primeira semana de férias, consegui um emprego aqui na serra, em Tianguá - CE. Obviamente, me conhecendo, pra que isso acontecesse tive todo um preparo e planejamento, incluindo o psicológico. Voltei à terapia, dessa vez com uma nova profissional, pra eu me entender e, principalmente, me encorajar. E deu certo. Aliás, está dando certo. Concluí as férias e vim pra cá de vez. Foi tudo muito rápido, mas eu não podia perder essa oportunidade, oportunidade que há meses venho pedindo a Deus. Confesso que, semanas antes, após a primeira entrevista, me deu muita ansiedade. Não consegui dormir direito, mas depois eu meio que taquei um f*da-se. O que fosse pra ser, seria. E assim foi. Estava com medo, mas fui com medo mesmo.

Concluí a primeira semana na sexta. Aliás, posso dizer que hoje, domingo, mesmo sendo início de semana na teoria - afinal, no calendário, o domingo vem antes da segunda-feira. No trabalho novo, conheci algumas pessoas, organizei coisas de meses e até participei da primeira reunião mensal. Eu estava ali, do lado, literalmente, do diretor. Ele iniciou a reunião me apresentando um pouco aos colaboradores e depois preferiu que eu mesmo falasse de mim. Com duas canetas nas mãos, um caderno meio agenda que ganhei, comecei a falar de mim. Por um instante, nem percebi que era eu mesmo falando pra mais de vinte pessoas que estavam com os olhos e ouvidos voltados pra mim. Meu coração não acelerou, não tremi... Tudo foi natural. Fiquei tão à vontade que cheguei até a fazer uma piada sobre a cidade, em que todos riram. Foi muito gostoso ouvir "seja bem-vindo".

Instants

Os últimos dias da semana foram bem mais intensos, mas acredito que dei conta, mesmo pegando o bonde andando. Ao que dependeu de mim, não deixei nada acumulado. Amanhã tenho algumas coisas pra fazer, mas que bom que tem. Não gosto de ficar à toa e me sentir inútil.

Hoje, trabalhei às 5h30. Como não se trabalha aos sábados, quando necessário, temos que cumprir essas quatro horas que ficam no "banco de horas". Tranquilo! Gosto de me sentir na escala 5x2, já que a minha vida toda sempre foi 6x1 ou mais. KKKry

Pela manhã, clareando, fui um dos primeiros a chegar e já fui ajudando a organizar uma ação em uma praça daqui. Hoje pela manhã teve uma corrida, então foi uma ótima oportunidade pra se divulgar e conseguir leads. É divertido estar com eles, eles são eles e ponto final. Todos têm o seu jeito diferente, mas juntos conseguem se entender. No final, tudo deu certo, o diretor, individualmente, agradeceu a todos por terem feito aquela ação. Esse agradecimento vindo dele é muito importante, gostei de ver. 💛

Estou agora descansando um pouco. Por enquanto, ficarei aqui na casa dos meninos, mas, assim que eu estiver bem, vou procurar o meu rumo e me virar sozinho. Às vezes fico muito dependente, e isso me causa muita vergonha - por exemplo, foram eles que me deixaram na praça às 5h30 porque não consegui uber, nem mototáxi -, mas eu sei que um dia vou compensá-los por todo esse acolhimento. Eles são realmente meus amigos verdadeiros. Eles me apoiam desde quando comentei com eles sobre essa minha decisão de vir pra cá, trabalhar...

Vou dar o melhor de mim durante todo esse tempo. E eu vou conseguir o que eu realmente quero. O principal é ser feliz, claro, mas eu tenho umas conquistas (que posso chamar de sonhos) no off também.

Valeu por ler até aqui! 😗

terça-feira, 28 de abril de 2026

DE TIANGUÁ - CE A SÃO LUÍS - MA: UM RESUMO NADA BREVE

Do nada, acabei de lembrar que ainda não fiz um post em abril. E como faltam apenas 3 dias pra esse mês acabar, acho melhor já dar as caras, pois não sei de fato como serão esses próximos dias.

Ainda estou de férias e estou tentando aproveitar esses dias com muita preguiça, mas aproveitando rolês também, mesmo sem muita grana pra gastar. Ser pobre é ruim no Brasil, mas ser organizado, não. Me organizando, consigo ir até do outro lado do mundo se eu quiser. 🙃

Estou naquele bate-volta de Tianguá e Ubajara. Lá e cá, o frio é praticamente o mesmo. Dou uma preferência a Ubajara pela tranquilidade e pelo frio ser maior. Quase todos os dias têm neblina, tem opções de comida, e, também, claro, por estar sempre perto do B. A gente se diverte dormindo, comendo e assistindo séries, realities e vídeos da DiaTV, que amo. B. é uma ótima companhia.

No final da tarde da segunda (20), fomos, Pedro, Dalton, B. e eu, a caminho de São Luís. Pegamos um Airbnb em Teresina pra gente dormir algumas horas, pra acordar às 4h da madruga e seguir estrada novamente. Seria um bate-volta, já que o motivo principal seria deixar o Pietro na cidade pro show dos Guns N' Roses na terça-feira (21). Esses jovens de hoje... - rs. Isso não é um julgamento. 😁 Eles têm mesmo que aproveitar a sua juventude e se encherem de experiências. Ah, se eu tivesse essas oportunidades no auge dos meus 16 anos... Só vim começar a viver com 25 anos, e ainda acho que nem vivo tanto assim. Motivo: conta bancária. Mentira! Oportunidades mesmo. Mas, se bem que, quando eu quero muito e posso, vou. Não espero por ninguém, não. Enfim.

A viagem foi longa, mas foi bem divertida. Na metade do caminho, pegamos o Pietro no Descanso e, de lá pra São Luís, inventamos jogos pro tempo passar mais rápido. Antes disso, havia conversado muito com o Pietro sobre a vida. A gente tem uma troca bacana e com ele me sinto um jovem de menos de 18 anos - rs -, quanto pra ele pode ser que eu já tenha 80 - rs. Pietro ouve, mas fala; fala, mas ouve. Deu pra entender? Isso é tão bom!

Chegamos em SL por volta de 13h. A chuva, né, como já havíamos previsto na previsão do tempo semanas antes, já estava começando a dar o ar da graça, mas na cidade não chegou a nos pegar. Resolvemos ir direto pro shopping almoçar. Estávamos entre um PF dessas franquias conhecidas, que agora não me recordo o nome, e um self-service. Por mim, um PF, mas, pela fila que estava lá, optamos mesmo pelo self. Não nos arrependemos, a comida era bem caseira do jeitinho que eu gosto. Comi um pouco de tudo e teve gente que até deixou no prato, né, Pietro - rs.

Ficamos no shopping até dar o horário do check-in do hotel.

No hotel, nos dividimos em dois quartos, estipulamos um horário para ficarmos prontos (16h) e assim foi feito. Umas 16h estávamos prontos pra deixar o Pietro na casa da amiga dele, pra, mais tarde, irem ao show juntos. Chovia nessa hora, mas ocorreu tudo bem.

Após deixarmos ele, a ideia já era bater perna no Centro Histórico, mas quem disse que a chuva deixou? Ficamos rodando pra lá e pra cá até que o B. pesquisou no Instagram um café que tinha pelas redondezas de uma avenida que estávamos passando. Era um café super chique, mas não chegamos a ter a experiência completa. Por conta da chuva, o café estava "com fila de espera" (palavras do atendente), pra não dizer que estava lotado. Literalmente na fila, aguardamos alguns minutos até que improvisaram uma mesa do lado de fora, com cadeiras diferentes, bem jogada mesmo. Os meninos pediram um sanduíche low carb (sem glúten, pois Dalton é alérgico e Pedro está começando a cortar trigo também) e uns cafés diferentes que não sei o nome. B. pediu uma empada com algo que não lembro agora e eu pedi uma tapioca só com manteiga mesmo, uma empada e um chocolate quente da xícara pequena, acho que 60 ml. Estava delícia, mas, obviamente, não me encheu.

Fomos ao shopping em seguida porque os meninos queriam fazer umas compras e eu comecei a ficar mal da barriga. Acho que juntou tanta coisa que foi direto pra barriga: falta de sono, comer besteira, calor, chuva... Fiquei mais tempo no banheiro do que batendo perna com os meninos. Eles ficaram bem preocupados comigo, mas não quis preocupá-los. Procuramos uma farmácia, comprei um comprimido, tomei ali mesmo e minutos depois me senti melhorzinho.

Os meninos pediram uma ja...


(dei uma pausa nesse post que comecei ontem por motivos de fui jantar, assistir novela e "dormir"... passei a noite tossindo novamente. agora são exatamente 8h30)


Continuando... Os meninos pediram uma janta e eu tomei apenas um suco de laranja na intenção de me dar um pouco de vitamina. E, aos poucos, fui melhorando.

De volta ao hotel, tomei banho e fui esperar começar a final do BBB. Por mais que a vencedora fosse óbvia, queria pelo menos sentir aquela emoção da final. Mesmo mortos, B. ficou sentado na cama, pois, segundo ele, se deitasse ia dormir; e eu fiquei deitado mesmo, aguentando pelo menos assistir a primeira parte do programa. Assim que finalizou a primeira parte, lembro que virei de lado, me entreguei àquela cama maravilhosa e apaguei. Não vi o B. roncar, nem nada, foi o melhor sono de todos os tempos, aquele sono de cansado.

Na quarta (22), acordamos para o café da manhã, acredito que um pouquinho antes de 9h. O Pietro não chegou a tomar café com a gente, pois chegou em casa lá pra depois de 1h da manhã, mas tínhamos que aproveitar tudo que estava por ali. Coloquei um pouco de tudo, mas ainda com receio de dar o piriri novamente. Não lembro exatamente o que coloquei, só lembro do molho de salsinha e uma torta... Não tirei foto do prato pra poder olhar agora e descrever aqui. Repeti pra forrar o estômago, mesmo sem vontade, e corri pro banheiro. Tomar café e ir depois ao banheiro, pra mim, é tiro e queda. Já percebi que B. é do mesmo jeito. Alguém mais?

Pietro pronto, arrumado, seguimos ao Centro Histórico. Chegamos lá um pouquinho depois de 10h, com o sol daquele jeito. 🔥 Demoramos um pouco pra encontrar um lugar pra estacionar, mas um rapaz super simpático (não sei se posso chamar de "flanelinha") ajudou Pedro a manobrar o carro, combinamos o valor a pagar, decoramos o local... Nos sentimos seguros por ali e fomos bater perna.

A ideia, a princípio, era conhecer os principais pontos turísticos primeiro: a Rua de Giz e o Palácio dos Leões. Enquanto seguíamos nas ruas e pedindo informações até encontrar, ficamos encantados com a arquitetura, os prédios históricos, as cores... Nem preciso dizer que o B. pirou e fez fotos maravilhosas, né. Ele não poderia postar em real time, então segurou pra postar no final de semana. Ninguém sabia que ele estava viajando. 🤫 Encontrei até o local onde gravamos um vídeo icônico da Java falando "luxo" em 2008, foi bem nostalgia essa hora.

Chegamos à Rua de Giz, que estava deserta, como a atendente do café havia dito pra gente no dia anterior. Na verdade, ela disse que pela manhã o centro histórico é "azeado" - rs.

Descendo as escadas, entramos em um museu com fósseis de dinossauros encontrados na região e outra parte voltada aos povos originários. Ficamos mais ou menos uma meia horinha por lá. Confesso que não é um rolê que eu goste tanto.

Na sequência, de longe, vi um senhor expondo arte e fazendo arte na rua. Lógico, me aproximei pra ver. Eu sou encantado com arte! Sua arte me impressionou, pois era feita com caneta esferográfica. Sim, caneta BIC! Tudo era perfeito, simétrico e continha muita história que foi explicada. Quando há arte, pra mim, fica bem mais fácil gostar de ouvir história. Ele me contando e apontando no quadro o que aconteceu me deixa bem mais interessado.

A minha intenção era somente observar, mas o B., não. Me surpreendi! B. comprou uma das artes expostas ali. Ele gosta de coisas em preto e branco, então preferiu uma nesse modelo, pra depois emoldurar e, num futuro próximo, decorar o seu escritório. O artista até insistiu pra eu comprar uma colorida que amei (abaixo), mas onde eu iria colocar? Ainda não tenho casa e, naquele momento, não tinha dinheiro, mas quem sabe um dia, né.

Com o sol ainda torrando a gente, um pouco mais de meio-dia, fomos procurar algo pra comer. Um PF pra ser algo mais simples, barato e que pudesse ter um gosto regional.

Em uma das escadarias, que acho que não foi a da Rua de Giz, encontramos um boteco (também não sei se posso chamar assim) e entramos nele. Lá tinha tanto PF quanto self-service... Um rapaz que passou pela gente levando uns pratos nos cumprimentou e nos sentimos acolhidos até então. Minutos se passaram e ninguém veio à nossa mesa. Uma senhora passou e o Pedro perguntou sobre o PF. "Como que funciona o PF?" Ela, em um tom meio irônico e autoritário, respondeu: "PF é um prato feito!" Mentira!!? Jura? Ninguém ali na mesa sabia o que era um PF até ela falar. (contém ironia)

Na mesma hora eu disse: "Gente, vamos sair daqui?" Todos ficaram se olhando incrédulos com o que tinha acabado de acontecer. Por mais que não tivesse sido algo tão grave, mas o atendimento é o mínimo, a acolhida faz parte, ainda mais em uma capital que recebe turistas todos os dias. E, sim, eu também sou um turista, embora seja maranhense. Afastei a cadeira, me levantei e todos vieram juntos comigo, sem dar satisfação. Tchau!

Subimos as escadas, aproveitamos que o Palácio dos Leões estava próximo, tiramos umas fotos rápidas por lá e paramos em um local aberto que vendia apenas lanches e bolos - lindos e aparentes deliciosos, por sinal. A atendente super sorridente nos recebeu e compensou toda aquela energia que minutos antes tínhamos recebido. Ela nos informou um local onde tinham vários locais pra almoço. Informou da forma como os astecas se comunicavam naquele tempo, sem uso da tecnologia: "segue aqui, vira à esquerda, na escada, desce um pouco, à frente é amarela".

Pietro

Pronto! Encontramos o local.

Era um local simples, mas estava bem maranhense. Bandeiras de festa junina, toalha de mesa com estampa meio piquenique e, claro, um atendimento mil vezes melhor. O rapaz que estava no caixa, percebendo nossa presença, já nos deu boas-vindas e explicou, mesmo sem perguntarmos, como funcionava tudo. Era ali que iríamos almoçar.

O preço foi bem acessível. Os meninos pediram carne e eu pedi frango empanado. Já arroz, feijão, macarrão, saladas e afins eram no self-service sem balança, podendo colocar à vontade. A comida nem demorou pra chegar, mas me decepcionei que o o frango que pedi veio frio. Comer aquilo foi um martírio, mas fazer o quê, né. Demoramos mais uns 30 minutinhos lá pra depois seguir estrada pra metade do MA (deixar o Pietro onde pegamos, no Descanso), depois Teresina - PI pra jantarmos no shopping, e, enfim, CE. A previsão era que chegássemos no CE antes de 00h, mas chegamos mesmo quase 2h. A viagem foi sem pressa, mas com muitos jogos inventados pro pobre do Pedro não pegar no sono enquanto dirigia.


(mais uma pausa pra banhar, comer, assistir um pouco e descansar. agora são exatamente 12h27)


Pedro é realmente um guerreiro nas estradas. Ele dirigiu praticamente 99% dessa viagem toda e, ao chegar em casa, quase 2h da manhã, como mencionei, ele teria que dormir poucas horas para às 4h estar pronto pra viajar novamente a trabalho. O que me confortou foi o fato de ele não ir dirigindo dessa vez. Mas o cansaço e tudo mais, hein!? Não é pra qualquer um, não.

Na quinta (23) fui pra Ubajara e fiquei lá até ontem, segunda. Por conta da viagem, todo mundo ficou com uma "sequela", exceto o Pedro. Dalton ficou num piriri, B. teve alguns dias com o retorno de um terçol e eu, coitado, fui o mais afetado, até agora doente. 🤒 Acredito, sim, que tenha sido a mudança de clima. Pegamos chuva, ar-condicionado, sol quente, vento frio, vento quente... Só pode ter sido isso. Eu raramente fico doente, mas, quando fico, a agonia já começa a subir. Eu sei quando vou ficar doente já nos primeiros sinais: a garganta ficou meio estranha, comecei a dar uns espirros aqui e acolá e foi só piorando.

Percebendo que eu já estava ficando meio gripado, B. fez um melado (nem sei se chama assim) com mel - obviamente -, alho, limão, cúrcuma e, mais tarde, a mãe dele acrescentou gengibre. Desde então tomo umas duas colheradas, mas penso que, se remédio mesmo não me faz efeito, imagine um mel. Mas eu vou na fé. O que for pra me melhorar, vou tomando.

No domingo (26), após passar duas madrugadas sem conseguir dormir direito de tanta tosse e espirro, à tarde fui ao hospital de Ubajara. B. achava que estaria cheio de gente e que demoraria o atendimento, mas, quando chegamos lá, graças a Deus, praticamente sem ninguém. Os meus dados foram coletados de forma rápida, a chamada pra triagem e o atendimento médico também. O jovem médico olhou minha garganta e usou o estetoscópio nas minhas costas, pedindo pra que eu respirasse fundo a cada vez que fosse solicitado. Após fazer a consulta, entregar a solicitação pra tomar vacina, juntamente com o receituário com os remédios que eu teria que comprar, fui. Tive que tomar a dexametasona, mas preferiria mesmo a benzetacil. Pensei até em sugerir ao médico que me desse a benzé, mas o medo de levar um esporro e passar vergonha era bem maior, afinal, o médico é ele, não eu.

Não sou de reclamar de injeção - até prefiro -, mas essa doeu demais quando a enfermeira aplicou. Foi questão de 2 segundos, praticamente. B. viu tudo e ficou chocado também com essa rapidez. Me senti um gado sendo ferrado naquele momento. Doeu muito! Tanto a aplicação quanto enquanto o líquido se espalhava em meu corpo. Saí do hospital mancando. Que agulha grossa era aquela? Ódio!

Nesse mesmo dia, fiquei até que melhor. Dormi bem melhor.

Na segunda (27), ontem, mesmo amanhecendo praticamente sem voz, vim pra Tianguá umas 14h. Eu não estava 100%, mas pelo menos eu conseguia me sentir mais ativo. Aqui, faço o mínimo, então seria muito de boa descansar. Mesmo descansando, tomando todos os remédios, ainda não consegui ficar melhor. Essa semana é muito importante pra mim, já que é minha última semana de férias, mas, pelo visto... Deus é mais! Eu tenho fé!

Dalton sugeriu que eu fosse ao hospital e, claro, quero ir. Mais tarde, antes do final da tarde, vou. Dessa vez, mesmo pedindo pra levar um esporro, vou sugerir ao médico que me dê benzetacil mesmo. Não aguento mais!!! Preciso estar saudável pra ver O Diabo Veste Prada no cinema - que até comprei o ingresso ontem com medo de esgotar -, voltar pra CN com saúde pra poder abraçar muito o Eduardo sem culpa e ter força pro que vem por aí. Possivelmente constarei no próximo post. Aguardem!

Acho que já deu, né!? Muitas pausas, porém um post longo como há muito tempo não registrava aqui.

Até o próximo mês! (ou antes) 😉

quarta-feira, 25 de março de 2026

TALVEZ SEJA HORA DE DESLIGAR

Nós últimos dias fiquei me perguntando o porquê de não ter tido mais sonhos, já que eu sonhava todos os dias. Pra quê? 😑

Nessa madrugada, sonhei que o mundo estava acabando. Pra mim, são os piores sonhos que posso ter - além daqueles em que estou passando vexame, claro. Eu estava na porta de casa, olhando para o outro lado da rua, quando vi um caminhão rodando no ar e atingindo os pontos comerciais por trás, vindo em minha direção. Parecia que um tornado havia levantado um caminhão e jogado ali. Só tive tempo de gritar para alguém que estava do meu lado: "Olha um caminhão!!!". Aquele barulho de estrondo foi desesperador. Em seguida, uma enorme esfera metálica vinha do céu, em alta velocidade, atingindo o mesmo lado onde o caminhão havia batido. Novamente, o barulho me deixou em desespero.

Só lembro até aí, pois acho que possivelmente acordei e dormi de novo. Felizmente, ainda tenho aquilo de controlar os sonhos.

Certamente sonhei com isso por tudo que estão falando da guerra, juntando ao fato dos vídeos inéditos que vi, mesmo sem querer, da ponte que liga o MA ao TO que desabou no ano passado. As imagens pareciam ser feitas por IA, mas eram reais. E sempre vem aquele pensamento de como as famílias viram aquilo, a dor que elas sentem até hoje... isso cria um universo dentro de mim que me deixa um pouco deprimido.

Além disso, uma vidente famosa do Brasil, que tem mais de 17 milhões de seguidores só no Instagram, me impressionou muito com suas previsões assertivas. Essa semana mesmo morreu um ator muito famoso que ela havia dito que iria morrer, sem mencionar o nome dele, claro. Ela usou apenas "um ator famoso". Eu entendi o recado.

Talvez isso seja um alerta pra eu dar um tempo nessas publicações ou coisas que me impressionam. Por mais que podcasts me entretenham e façam o tempo passar, vídeos virais e feitos de IA também, ainda que interessantes, acho importante eu voltar a dar um detox. Preciso estar bem pro que está por vir.

😟

quinta-feira, 19 de março de 2026

NEM TODO TEMPO PERDIDO VOLTA

Acabo de soltar o celular, e em choro. Sempre me emociono com os vídeos do Israel Magnani. 🥺

Uma vez, passando pelos vídeos do TikTok, apareceu o dele. Entrei no perfil, que tinha muitos seguidores, likes e comentários, e fiquei por horas ali assistindo a cada corte. Mexeu muito comigo, a ponto de passar um filme na minha cabeça - e um arrependimento também.

Pra quem não conhece, os vídeos dele são basicamente palestras motivacionais em escolas. Pelo pouco que vi, os temas envolvem bullying e outras situações vividas no ambiente escolar. Em geral, os vídeos mostram jovens estudantes próximos a ele, contando histórias de intrigas ou brigas e, depois, sendo motivados a pedir perdão.

Eu me vi muito em vários desses estudantes... acho que foi por isso que bateu tão fundo em mim, a ponto de me emocionar e chorar.

Quando eu estudava, me intrigava muito fácil com as pessoas. Passei muitos anos intrigado com um amigo de quem gostava muito e de quem sentia muita falta. Nos resolvemos nos últimos anos, graças a Deus. Hoje em dia, mesmo depois da conclusão do ensino médio, nos falamos com frequência. Ele, inclusive, trabalha aqui na minha rua e, vez ou outra, quando passo em frente ao seu trabalho, ele me chama de "magrelo" (apelido sem bullying da época). 

Lógico que a vida nos joga pra vários lados. No caso dele, hoje em dia, pai, filhos, família... e eu continuo no meu mundinho, sem tanta responsabilidade comparado a ele. Ainda assim, quando nos encontramos, a nossa conversa flui, a gente ri, voltamos sempre no tempo e rimos de novo.

Agora, depois de assistir mais uma leva de vídeos do Israel, pensei: por que eu perdi tanto tempo deixando de ser amigo desse cara, hein? Isso me fez refletir que o tempo não volta, mas que o arrependimento me trouxe ensinamento pro hoje. Como eu queria um Israel nessa época...

Hoje em dia não tenho muitos amigos, mas me orgulho de manter os que um dia tive. Não sou mais tão aberto a novas amizades, não por opção, mas por falta de oportunidade mesmo. Confesso que sou muito seletivo e, qualquer vacilo, já não quero mais estar perto da pessoa. Coisas que sei que ainda preciso tratar.

No fim, acho que crescer também é isso: aprender a não deixar o orgulho levar embora quem a gente gosta.

sábado, 14 de março de 2026

A MAGIA DE LER BLOGS NOVAMENTE

Aproveitei o final da tarde e o início da noite para procurar mais blogs para ler. Que nostalgia passear pela blogosfera novamente. 😊

Assim como os posts que li - que foram vários, inclusive -, segui vários outros por aí. Fiquei me perguntando: como é que tenho blog há mais de 20 anos e nunca tive a curiosidade de explorar e perceber que ele é uma rede social? Nunca me atentei que posso seguir, comentar (isso eu já sabia!), conferir comentários, interagir com as pessoas, participar do mundo delas e, principalmente, notar a aba Lista de Leituras. Que vacilo! Antes eu vivia visitando o mesmo blog, dando F5, quando, por essa aba, quando a pessoa atualiza, já aparece há quanto tempo ela atualizou. Perfeito, né!?

Esse meu "cantinho virtual", "diário", foi criado por inspiração da maior (ex) garota de programa do país, a Bruna Surfistinha, com quem, claro, tive o prazer de conversar por, na sequência, Blog, Orkut (por depoimento que a gente lia e apagava, pois por scrap todo mundo ia ler), MSN (até por webcam - me senti tão velho digitando essa palavra), Twitter, Instagram, PESSOALMENTE (😉) e, hoje em dia, WhatsApp. É, a gente continua conversando na modernidade, hein - rs. Por mais que eu saiba que ela não dá a mínima para mim e a Tassya (que também é fã e também conheceu pessoalmente), ainda gostamos dela. Não sabemos explicar esse amor ou ódio de fã/amigo que temos; só sei que é sincero. Fã ou hater, estamos aqui. 🙃

Mas voltando ao blog, é meio mágico ler o que as pessoas estão escrevendo hoje em dia. Saber das rotinas, opiniões, textos engraçados - e, por vezes, até preconceituosos -, perceber os layouts noventistas e dos anos 2000 ainda vivos... é voltar no tempo. Teve um blog que abri hoje e levei um susto. KKKK. Tinha literalmente um rádio tocando após carregar a página. Era uma música de romance, aquelas dos anos 80... Foi um susto bom e fez ainda mais eu voltar no tempo. Lembrei que no Flogão eu colocava umas músicas mixadas para compor o post, já que eu escrevia lá também. Lembro de uma em especial que era do Bob Sinclar - Love Generation feat. MC Leozinho - Ela Só Pensa em Beijar. 😃 Até pesquisei para ouvir e linkar aqui, mas não encontrei. Era muito massa!!! Engraçado que hoje em dia ou eu ouço música ou leio um post. Eu já não conseguia fazer duas coisas ao mesmo tempo quando era mais jovem... imagina agora.

O blog já me trouxe, em um tempo, um relacionamento que durou quase um ano; me trouxe também um trecho em uma revista na Dinamarca, que até postei aqui. E, claro, o prazer de me fazer ler e escrever melhor a cada ano. Sei que não absorvi palavras bonitas ou sofisticadas e tudo mais, mas, se a pessoa leu e entendeu, já fico feliz. Tento escrever como realmente converso. Talvez eu até escreva melhor do que contando pessoalmente a história. Aqui tenho uma cronologia; já contando uma história, até eu mesmo me atrapalho - rs.

Sei que já disse isso aqui, mas vou repetir: só vou deixar de escrever quando morrer. E olhe lá! Ainda assim, penso em deixar uns posts programados quando souber que estarei prestes a partir. Quero que as pessoas continuem com a ansiedade de esperar por mais um post meu sem precisar dar F5.

Sempre imagino que ninguém além de mim leia isso, mas, se você estiver lendo, muito obrigado. Obrigado de coração por estar aqui e por me acompanhar nesses anos todos. Que venham mais registros.

Mais uma vez, obrigado. 🩷

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CARTAS QUE O TEMPO NÃO APAGOU

Pra quem achava que eu não viria mais esse mês... olha eu aqui de novo. 😁

Resolvi ligar o computador e começar a digitar porque, dentro de mim, veio uma vontade de chorar. Mas nem é de tristeza... ou é? Só de escrever isso, a lágrima já começou a querer cair. Não é drama, é nostalgia mesmo.

Há poucos minutos, fechei uma pasta vermelha que organizei há algumas semanas. Nela, coloquei todas as cartas, conversas e desenhos que recebi nos anos do ensino médio, de 2006 a 2008. Em poucos dias, consegui organizar tudo por ano, depois por mês e por data, colocando essa sequência dentro da pasta. Ela ainda nem está totalmente pronta; preciso apenas alterar a etiqueta, mesmo sabendo que isso é o de menos. Por enquanto, está assim:

Agora à noite, acho que há cerca de uma hora, abri a gaveta da cômoda e dei de cara com ela novamente. Eu a havia deixado ali de propósito, facilitando minha visão, até chegarem algumas coisas que pedi no Mercado Livre para complementar. Peguei a pasta, coloquei em cima da cama, abri em uma página aleatória e comecei a ler algumas cartas que recebi em 2006.

A primeira que li era de uma menina de Caxias, amiga da Gilmara, a Aglaupy, e comecei a rir. Juro, é como voltar no tempo. A forma como ela escrevia era muito engraçada, com gírias da época, um jeito meloso e meio infantil até — rs. Mesmo assim, era a nossa forma de nos comunicar naquela época, falando por mim, com 15 para 16 anos. Já a geração de 15 anos hoje tem até filho, né, menino? Ihhhhhh! 🤐😅 KKKKK

Folheei mais algumas cartas e li uma da Mafra, outra da Gilmara e, sem perceber, meus olhos estavam cheios de lágrimas, quase caindo, como estão agora mesmo enquanto digito tudo isso. 🥹 A sensação de ler é muito estranha, e eu queria muito poder descrever como é. É inexplicável. É algo que é ruim e, ao mesmo tempo, é bom. É como tentar explicar um cheiro — simplesmente não dá.

Avançando mais algumas páginas, vi uma impressão de um post do meu flog (sim, Flogão), datado em 8 de dezembro de 2007, às 11h34. Nele, já começo dizendo que estava muito cansado e que achava que tinha dormido de mal jeito — rs. Em seguida, disse que havia prometido aos meus amigos, em sala de aula, que iria escrever no blog — ou melhor, no flog — sobre todos eles em relação a mim, de acordo com os números da chamada. E foi aí que me dei conta de que eram três páginas com fonte tamanho, acredito eu, 10. Se fosse no tamanho 12, tenho certeza de que daria muito mais. No total, escrevi sobre TRINTA E DUAS pessoas. 😮 Obviamente, os que eram mais próximos rendiam mais linhas; os de quem eu era mais distante, poucas. Porém, não deixei de falar de ninguém.

Passear por esses relatos sobre cada um, com sua individualidade, me rendeu ainda mais nostalgia. Senti vergonha de alguns erros de português, como trocar “mas” por “mais”, e de outras falas e costumes da época — rs — que eram escritos da forma mais engraçada possível. Quando lembro que a última letra da palavra final do texto eu colocava com a letra “O” maiúscula... KKKKKK Tipo: “AbraçO!”. Pra quê? KKKKKK

Passar por algumas pessoas e lembrar o que elas fizeram por mim na época foi muito importante. Lembrei de coisas que já tinha esquecido e pensei: ainda bem que guardo tudo isso, para poder aquecer meu coração e continuar com esse amor dentro de mim por algumas pessoas — e querer tê-las ainda por perto, mesmo com toda essa distância.

As amizades fizeram, com certeza, eu ser quem sou hoje — e isso me dá muito orgulho. Portanto, enquanto eu tiver vida, continuarei lendo cada pedacinho do que guardei. No fim, me faz bem. 🙃🩷

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

NÓS TÁ VIVENDO

A minha intenção agora é vir aqui pelo menos uma vez por mês, pra ter pelo menos 12 posts por ano. Será que eu vou conseguir? 🤔

Já estamos um pouquinho mais da metade do mês, o Carnaval acabou, as pessoas já estão começando a voltar a trabalhar… Mas eu ainda estou vivendo os resquícios disso. 😁 Falo isso porque estou de home office enquanto espero concluir essa semana. Penso que voltar ao presencial por dois dias (quinta e sexta) é meio triste, não compensa, ainda mais na minha realidade. Então, mesmo sem falar pra minha chefe, estou aqui trabalhando de longe normalmente. 🤫

Juro que nem vi, literalmente, o Carnaval passar. Aqui no CE, fiquei em casa curtindo frio, TV e livro, e não consegui ouvir nenhum “bate lata” por aí. Falando em livro, por incrível que pareça, consegui concluir Uma Família Feliz, de Raphael Montes. Por mais que eu tenha demorado meses pra concluir, conclui pra, finalmente, assistir ao filme. O final do livro me deixou surpreso (como sempre!) e p*to. Já o final do filme não me deixou tão surpreso, mas a cena pós créditos me deixou MUITO MAIS p*to. Como pode um autor ser tão bom assim, hein? Acho que um dia vou fazer um post só pra falar do Raphinha Montes. 🩷

Mas continuando… Pra não dizer que não vi nada desse Carnaval, acompanhei algumas coisas pelo Instagram, mas sei que isso não conta. Até fui caminhar em direção ao Parque Nacional de Ubajara na segunda, mas não tinha ninguém festejando por lá. As pessoas estavam preocupadas em viver o frio e aproveitar aquele momento em família em plena segunda-feira; muitos pais com seus filhos pequenos, idosos e pessoas esperando ansiosamente pra descer no bondinho e depois conhecer a gruta.

Na quarta, ontem, tive que voltar ao batente. Confesso que, um dia antes, fui verificar o celular do meu trabalho pra já me preparar para as demandas que estavam por vir. Não eram muitas, mas eram demandas. Eu até tento me desligar totalmente do trabalho nessas folgas, poderia muito bem conectar o celular somente às 14h da quarta, mas a ansiedade nunca deixa... Inclusive, por não misturar as coisas, recebi uma mensagem no meu telefone pessoal de um aluno que sequer me cumprimentou e já foi perguntando sobre uma demanda dele, sendo que, antes de sair para esse feriado, dei todas as orientações. No final, tive que deixá-lo sem resposta até ele entrar em contato pelo telefone do trabalho. Por mais que eu não estivesse na folia, pô, consciência, né? 😑 Isso nem precisaria ser registrado aqui, mas, né… já foi.

Na quarta também fiz mais uma sessão de terapia. Nossos encontros são de meia hora, diferente da primeira vez que fiz com outro profissional, que eram 40 minutos. Sinto que é pouco tempo e ao mesmo tempo corro com algumas informações. A psicóloga é fofinha, sorridente, calma, parece ser bem mais nova que eu, usa óculos, está sempre maquiada com um batom que não chama atenção, mas que existe ali, tem o sotaque lindo da Paraíba e usa um fundo de sala fake nas nossas sessões. Espero conseguir me dar bem com ela a ponto de perceber melhorias em mim. Com ela, uso uma abordagem diferente do profissional anterior: TCC — Terapia Cognitivo-Comportamental, que, numa pesquisa rápida no Google, “é uma abordagem psicológica estruturada, ativa e de curto prazo, baseada na relação entre pensamentos, emoções e comportamento”. Acho que dessa vez tem tudo a ver. 😎

Desde que Pedralton viajaram, na terça, fiquei na missão de cuidar dos cachorros deles, Luz e Valente, dois huskies. Eles já estão um pouco grandinhos e, no começo, me deram mais trabalho do que agora. Fiquei responsável por alimentá-los com ração e água nos devidos horários — até fiz uma mini planilha pra controlar e não esquecer, como mostro na imagem abaixo —, limpar cocô e xixi e cuidar do cantinho deles, principalmente quando começasse a chover.

O espaço aqui é bem pequeno pra eles, na minha opinião, e isso me dá meio que pena de deixá-los lá, ao mesmo tempo que fico doido quando os tiro de lá. Eles são rápidos, pulam, cheiram, brincam ou brigam (nunca sei diferenciar) e são as coisas mais lindas, por mais que eu ainda prefira gato. O meu juízo ainda não está preparado pra ter um cachorro em cima de mim com toda a energia do mundo que eu já não tenho mais. Gato, como a Kitty, só está comigo por companhia, pra dormir do meu lado e até pedir comida. Não me dá um pingo de trabalho e eu amo mesmo assim… Quando estou viajando, como agora, fico acompanhando pela câmera do trabalho e morro de saudade. 🐈‍⬛🖤

Mais tarde volto pra Ubajara e aproveitei essa pausa no trabalho pra atualizar aqui.

Caso eu não consiga voltar a publicar ainda esse mês, pelo menos este post já está garantido.

Nós tá vivendo! KKKK 

😗

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ANTES QUE O MÊS ACABE

O mês acabando e à tarde lembrei que esse ano ainda não apareci por aqui. Só fui me tocar disso porque tive que recorrer a esse blog pra pegar algumas informações do passado necessárias pra algo que estou fazendo aqui no presente. Foi incrível passar horas lendo uns posts e fazendo anotações, eu viajo em tudo que escrevo. Me senti como se tivesse investigando um caso, e realmente foi um caso, mas um caso meu. 😁

Hoje também pude ter certeza que registrar minha vida realmente é bem útil pro futuro. Tive que revisitar posts de 2015 pra cá e como foi bom revisitá-los. No final, tudo deu certo. Consegui o que eu queria, embora não estivesse literalmente escrito. Parágrafos me abriram parênteses que eu pude lembrar até de coisas além.

Eu jurava que tinha aparecido esse ano aqui, mas, nessa “pesquisa”, quando fui ver, o último post foi no comecinho de dezembro. Logo lembrei que os registros seguem em um outro blog que criei, anônimo, claro. Agora me sinto mais livre de escrever lá do que aqui. Aqui já acho visado demais e penso que podem me trazer lembranças e pessoas que não quero mais. 👋🏻

Confesso que estou aqui pra apenas deixar registrado algo no mês de janeiro antes que ele acabe. Não posso e nem quero deixar de registrar mais. A minha frequência de posts vem diminuindo a cada ano, mas, como expliquei, registro em outro blog e nos diários físicos também. Inclusive, nesse ano eu comprei o diário em janeiro, já que nos anos passados eu só comprava lá pra março... Fiz uns registros já meio pesados por lá, nada que possa contar aqui. O motivo desses registros já será exposto na terapia, que ontem já consegui pra começar amanhã. Sinto que esse ano é ano de mudança, então tenho que estar bem para o que vier. Deus no controle sempre. 🤞🏻🙌🏻

* * *

Pra que não fique um post vago, já que ainda é janeiro, posso contar como foi o meu final de 2025 e início de 2026, né? Como sempre, há muitos anos, não passo aqui em Coelho Neto, sempre vou pra serra, no Ceará. Já me sinto um cearense de tanto ir – rs. Me sinto mais livre lá. O clima, as pessoas, as opções de comida, a vida em uma cidade talvez menor que aqui, mas que tem muita coisa. Acho que minha bateria mental quando estou lá é bem carregada. 😎

Nesse ano passei separado dos meninos, Pedro e Dalton, assim como no Natal. A véspera Natal passei na casa do B. com a família dele, e comemos e jogamos muito!!! Foi muito divertido. Cedo da noite, fomos à igreja, embora não seja um ambiente que eu goste tanto. Pedro havia ido pro Pará passar com a família dele e Dalton ficou em Tianguá mesmo, com sua família também. Todos separados pela primeira vez em anos.

A véspera de ano novo também foi diferente. Eles passaram em Tianguá mesmo, de forma simples, como sempre ficávamos, e eu fui pra Sobral com o B.. Tenho me permitido a muitas coisas, então, mesmo ainda meio tímido, desenrolo qualquer coisa. A passagem em si de ano, estávamos em uma casa podre de chique, em uma mesa redonda, com jogos e comida à vontade pra todos nós. Éramos cinco: uma amiga do B. solteira, um casal de amigos do B. – onde ela estava grávida, B. e eu. Confesso que no começo me senti intimidado, pois eu estava na casa de um cara que tinha mais de um milhão de inscritos no YouTube. 😯 Como eu soube? Logo na sala da casa dele, que depois descobri que era alugada, tinha uma placa de, acho, 500 mil ao lado dessa de 1 milhão de inscritos. Eu fiquei chocado quando vi e, claro, disfarcei até conseguir ler o nome do canal na placa e depois, ainda discretamente, ter pesquisado no Google. Não encontrei nada.

Demorou uns 30 minutos pra eu realmente conhecer esse “famoso” pessoalmente e, nesse tempo, narrava tudo pras meninas que trabalham comigo em nosso grupo de WhatsApp – rs.

A mulher dele já havia avisado que ele demora muito pra tomar banho, pra se arrumar e tudo mais. Isso me fez já me sentir mais baixo do que nem sei o quê. Enquanto isso, ainda discretamente, observava toda a casa tentando saber quem realmente ele era. Mentalmente, às vezes, dava um check no meu cabelo, barba, roupa e forma de agir. Que besteira, né.

Enfim, escutei os passos da escada e ele desceu. Obviamente não direi quem ele é, mas posso dar suas características: mediano, sem barba, de óculos, usava camisa de marca preta e calção jeans com uma chinela de dedo. Um homem de 30 e pouquinhos anos SIM-PLES. Tinha um jeito meio tímido, mas que logo passava. A minha primeira impressão foi que ele parecia um estudante de medicina. Na mosca! Acertei! Mais tarde ele me contou que era médico e alguns casos que já vivenciou nessa jornada acadêmica. Inclusive, disse pra ele isso, que quando o vi já imaginei que seria médico, e ele sorriu gostando do elogio.

B. colocou as músicas de seu celular pra tocar em uma caixinha JBL, conversamos, petiscamos, jogamos vários jogos e, justamente, os jogos que fizeram a gente começar a conversar. Pra mim, na verdade, foi a comida, pois eu nem tinha almoçado direito. Como a comida estava demorando pra ser liberada pra nos servirmos, tive que falar que estava morrendo de fome e todos chamaram a atenção do pobre do B. por isso, tadinho – rs.

Quando deu 00h, fomos pra varanda da casa na intenção de vermos pelo menos alguns fogos de longe. B. estourou a champanhe e colocou em nossas taças – só um dedinho na minha porque ele sabe que eu não gosto muito –, brindamos, bebemos um gole, nos abraçamos enquanto desejamos coisas boas e depois continuamos jogando como se nada tivesse acontecido. HAHAHA O rolê ali era de +30, então não é de se esperar muito – rs.

Voltamos pra casa um pouco mais de 3h. Foi muito divertido. Tão divertido que nem lembramos de tirar foto. A única foto que posso mostrar é essa aqui, quando eu estava indo pra casa deles levando os jogos:

Acho que já registrei mais do que eu devia, então, por aqui, mesmo 29 dias atrasado, FELIZ ANO NOVO!!! Que ele seja cheio de saúde, bênçãos e amor. 🩷