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sábado, 11 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #9

(...)

Acordamos um pouco mais de 5h com aquele frio intenso do ar condicionado.

Com muita preguiça, fomos tomar banho. Resolvi ser o ultimo, porque sair da cama era o meu desafio naquele dia. As malas estavam reorganizadas e, dispensando o café da manhã que seria servido às 7h, entreguei a chave fazendo o check-out dessa forma. Agradeci muito a senhora dona da Pousada e ela nos desejou uma boa viagem.

O "nosso" carro estava com os vidros embaçados e o sol já começava a aparecer. Foi um momento triste para mim, mesmo na certeza que quilômetros depois poderia se tornar feliz. Me despedi mentalmente de Penedo e agradeci a Deus, claro. Afinal, uma semana antes eu estava destruído com a tal de chikungunya que me pegou de jeito e me deixou vários dias de molho.

Ligamos mais uma vez o GPS e pegamos estrada.

Mesmo sendo bem cedinho, quase 7h, o sol estava matando. Eu estava do lado esquerdo, atrás do Pedro que dirigia, então prendi a toalha no vidro do carro para tapar o sol.

E o nosso café? Viajamos com fome? NÃO!!! Lembra daqueles biscoitos que o Machado me apresentou no supermercado? Pois bem, abrimos eles. Comprei dois potes de biscoito: doce e salgado. Eu já sabia que iria curtir demais o doce, ainda mais por ter doce de goiaba. O salgado era de queijo e sabia que Dalton iria gostar.

Acabei comendo metade dos potes, principalmente o de goiaba porque era o melhor. O de queijo tinha gosto de anos 90, então alterava entre os dois.

Passando por algumas cidades, paramos, pois precisávamos de algum liquido, porque tomar café e ficar entalado com ele na garganta não é nada legal - rs. Num comércio bem simples, com um senhor carregado do sotaque, Dalton e Pedro compraram nescau de caixinha gelado e eu um suco de laranja porque não curto nescau gelado. Sem demora, seguimos viagem enquanto concluíamos o café em movimento.

Durante o percurso, nos surpreendíamos com a chuva repentina. Num momento, dei um grito de felicidade por saber que estava chovendo e Dalton até se espantou  achando que era outra coisa.

Assim como na ida a Penedo, na volta o cenário também é espetacular. Nos surpreendemos com um lindo arco-íris enquanto passávamos por uma ponte. A gente tinha que registrar aquele momento de qualquer forma:



No final da ponte deixamos o carro e fomos tentar tirar umas fotos mostrando o arco-íris. As fotos que tirei dos meus amigos, claro, ficaram ótimas, mas as minhas... A única que ainda salvou foi essa abaixo, no qual estou de costas:


Foi tudo bem rápido, em menos de cinco minutos tiramos a foto e retornamos ao carro. 

No mais, a viagem foi super tranquila...

sábado, 28 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #4

(...)

Foram um pouco mais de três horas de viagem. A cada quilômetro que passava eu ficava mais tenso, nervoso, imaginando que dali a algumas horas estaria transformando o virtual no real. Todas os cenários das fotos estariam não mais na tela do meu celular, mas na minha frente. Não estaria mais escutando áudios e sotaques apenas pelo celular, mas pessoalmente, vendo expressões e sorrisos do jeito que eu ainda não tinha visto.

Ainda na estrada, paramos em um Mirante. As placas indicavam que a poucos metros teria um ali e na medida que chegávamos próximos, decidíamos se pararíamos ou não, visto que eu tinha medo de perder tempo e não aproveitar as horas em Penedo, imaginando que à noite os amigos de lá estariam na faculdade. Naquele momento, tempo era ouro.

Estacionamos o carro no acostamento em frente e vimos que era um restaurante. Atrás dele, o mirante era bem simples e colorido, parecia mais um brinquedo de parque de diversões. Nada de elevador e sim escadas em formato espiral. Pagamos apenas R$ 2,00 para subir e ficar uns cinco minutinhos tirando algumas fotos.


Poderíamos até ter ficado mais tempo lá, mas São Pedro foi meu best friend e mandou chuva, para que fôssemos correndo pro carro seguir mais estrada e ganhar tempo - rs.

Nas cidades próximas, assim que funcionava a cobertura de internet, chegava um monte de mensagem pra mim. O grupo que criei estava perguntando: "Cadê o Funnie?", "Já chegou?", além de mensagens no privado no mesmo caráter.

Acabei não respondendo, pois ainda estava enfadado da viagem. Não tinha almoçado ainda, não tinha tomado banho e precisava ficar de bem comigo mesmo pra confirmar a minha chegada.

Ao chegar em Penedo, ficamos maravilhados com as casinhas coloridas e com a arquitetura preservada da cidade. Como o Pedro mesmo disse, ainda na direção, "parece que voltamos pro século passado", onde digitei a mesma frase no grupo privado somente com os amigos desta cidade.

Algumas vezes ficamos perdidos e entramos na contramão, por termos dispensado o GPS. E seguimos procurando a Pousada que já tínhamos reservado há algumas semanas.

No caminho, não hesitei em tirar essa foto, ainda de dentro do carro, dessa rua estreitinha cheia de casas coloridas:


Ao chegarmos na Pousada Central, nem precisamos nos apresentar. A senhora dona de lá já estava nos aguardando. Muito educada e receptiva, nos explicou calmamente como funcionava lá e pediu para que eu assinasse em um caderno acrescentando a data - acho que isso foi o check-in - rs. Em seguida, me entregou a chave do quarto de número 8.

Os quartos ficavam no primeiro andar e embaixo funcionava um restaurante simples, com poucas mesas e cadeiras, com recipientes de self-service, o que deu mais certo ainda pra gente, que não precisava andar pela cidade em busca de almoço.

Deixamos as malas e bolsas no quarto e, como meus amigos estavam morrendo de fome, disse para que almoçassem enquanto eu tomava banho e me trocava. Com isso, eles desceram para almoçar e fui tomar banho.

O quarto que ficamos era super apertado. Nele tinha: ar condicionado; uma TV com receptor; um guarda-roupa pequeno com espelho na porta por dentro e com três edredons; uma beliche e uma cama de solteiro normal; um banheiro minúsculo e um chuveiro que era SUPER lerdo. Eu me conformo com tudo, mas aquele chuveiro me fez demorar demais no banho. A água descia bem fina, pouca... Que agonia! Não gosto nem de lembrar.

Muito aperreado, enquanto meu celular carregava para tirar fotos mais tarde, me vesti rápido e desci para almoçar mais rápido ainda. Enquanto isso, meu celular não parava de receber mensagens do povo que parecia mais ansiosos do que eu. Eu não gosto de comer mexendo no celular, mas fiz isso. A comida acabou esfriando e o suco rendeu demais. Não comi muito, mas me senti satisfeito.

Sem demora, seguimos para o "centro histórico".

Lembro que enquanto passava por lá, um bêbado dentro de um bar olhou pra mim e falou: "E aí, parceiro!? Como é que tá?". Por impulso, ainda o respondi: "Tudo beleza!", fazendo joinha pra ele.

CONTINUA AQUI...

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #3

(...)

Chegamos no aeroporto de Recife no horário previsto para conexão e a viagem foi bem tranquila. Inclusive, foi a primeira vez que o Pedro viajou de avião, motivo que o deixou todo maravilhado.

Em Recife, esperamos um pouco mais de uma hora o avião seguinte. Andamos um pouco pelo aeroporto que achei bem apertado e estreito, porém enorme. Depois sentamos, tiramos umas fotos e aguardamos informar que o nosso avião já tinha pronto.

Na minha viagem para Goiânia não tive que pegar aqueles ônibus que nos transportam para o avião, mas dessa vez teve. Foi bem normal, mas ao mesmo tempo aquilo foi novidade pra mim.

O nosso avião para Maceió tinha hélices nas asas, o que me deixou um pouco preocupado - rs. Em um momento, quase próximo a aterrizagem em Maceió, ouvimos um barulho. Nessa hora Pedro e eu nos olhamos, mas depois constatamos que era somente o trem de pouso sacando - rs. Foi um pouco tenso, mas passou em segundos essa tensão.

A gente sempre alternava os assentos, então, nessa parte da viagem, a vez de estar na janela seria minha. E foi aí que fiz o vídeo abaixo da maravilhosa praia de Recife:



Chegamos no aeroporto de Maceió e fomos direto pegar no "nosso" carro. Desde o comandante, já percebemos o quanto as pessoas de lá são legais e de bem. Digo isso porque o comandante tem uma pitada de humor no padrão que ele tem que seguir durante o voo. As atendentes do guichê da Localiza nos atenderam super bem e bem atenciosas e educadas. Todas as instruções e detalhes foram passados ao Pedro. Repito, melhor atendimento do mundo. Incluo também o "motorista" (não sei se posso chamá-lo assim) que nos levou de van para o local onde o "nosso" carro estava.

Momento em que chegamos em Maceió

Admirando o Aeroporto de Maceió

Ao escolhermos o carro - sim, a gente escolhe entre as opções, o carro que a gente quer! -, demos aquela olhada em volta para ver se estava tudo certinho. Perguntamos também mais detalhes sobre. Dentro do carro, percebemos que a entrada USB do som estava quebrada, mas tudo foi resolvido quando avisamos ao funcionário que fez a troca imediata do som.

Sem demora, ativamos o GPS e... #PartiuPenedo! \o/

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #19


No dia seguinte, 17/08, após o almoço, Augusto foi me deixar na casa do Alexandre. Já havíamos combinado que ficaria à tarde por lá.

Alexandre me apresentou a mãe dele - que é super jovial e de boa. Tentamos preencher o tédio ali, no quarto dele. Ele começou a me mostrar algumas coisas do celular dele, da TV, e alguns jogos. Quem me conhece sabe que não sou fã de jogos, consequente não sei jogar nada, mas fui tentar:

Me perdoa por essa foto, Alexandre. Também estou o pior - rs.

Alexandre é o típico nerd que tem tudo que um nerd tem que ter. Não sei se o termo certo é esse, mas, para mim, ele é um nerd, sim!

Desistindo dos jogos, procuramos algo de bom na TV. Foi aí que lembrei que o Igor havia comentado sobre um programa na TV fechada chamado "Largados e Pelados". Quando o Igor falou me interessei muito, pois gosto desses realitys no estilo "No Limite" que passava na Globo quando eu era mais novinho. Sem saber do horário na programação, Alexandre pesquisou pelo celular no youtube mesmo, e, graças a tecnologia, pareceu na TV dele. Tudo que ele fazia pelo celular ia direto para a TV. Que massa, né!

Por pura coincidência, assistimos esse episódio aqui, que se passa no Brasil. Por mais coincidência ainda, o episódio se passou no Maranhão, nos Lençóis Maranhenses, eu acho. As imagens já pareciam familiar, mesmo eu nunca conhecendo pessoalmente lá. Assistimos todo o episódio e o tempo passou...

Demos uma pequena pausa somente para comer "bauru" - que não passa de "misto" que chamamos por aqui. Para mim, pão massa grossa com presunto e queijo mussarela é MI-X-TO (se levando em conta o meu sotaque).

Não queria assustar vocês novamente - rs.

No final da tarde, Alexandre foi se preparar para ir à Faculdade. Como combinado, lá eu encontraria Augusto, após resolver algumas de suas pendências.

No caminho de ida, conversei muito com a mãe do Alexandre e descobri o que me deixou bem feliz: o fato de ela, além de ser bem jovial, amar o nordeste. Não lembro muito bem em detalhes  o que conversamos, mas ela disse que amou Fortaleza e Salvador. O nosso assunto era mais sobre as diferenças de culturas, o assunto mais comentado durantes toda a minha semana por lá, até porque não tem como não comparar e trocar informações causando humor.

Chegando na Faculdade, sentei em um banquinho e fiquei esperando o Augusto chegar. Até que o Alexandre ficou comigo por lá na tentativa de que o Augusto chegasse logo, mas acabou indo para a sala de aula.

Esses longos minutos que passei esperando Augusto, observei muito as pessoas: o modo de vestir diferente, de falar, de se expressar, as tatuagens, os cortes de cabelo e as botas de sertanejos que usam sem serem julgados - rs. Gostei mesmo!

Augusto chegou muito depois por conta de ter saído um pouco mais tarde do trabalho e do trânsito. Ele resolveu uma parada dele por lá e voltamos para casa.

CONTINUA...

sábado, 21 de novembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #18

(...)

A volta até que foi rápida, junto com o nível de conversas, cansaço e o sol se pondo.

Um alívio ver Goiânia aparecendo no meio da estrada. Sinal que já estávamos chegando.

Chegamos em Gyn no final da tarde. Eu, definitivamente, estava a cara da derrota. As únicas coisa que eu queria após colocar os pés fora do carro era: tomar banho, comer e dormir.

Durante a viagem, combinamos o que faríamos à noite, sendo que ver o Alexandre era o principal. Não sabíamos se iríamos sair com ele, comer alguma coisa fora, já que eu conheceria o Alexandre pessoalmente nesta mesma noite.

Mesmo enfadados, Augusto, impulsionado, decidiu que iríamos na casa do Alexandre logo e que em outro dia combinaríamos algo. Eu até tentei descordar, já que eu não estava preparado fisicamente - eu me sentia sujo, amassado e assanhado, mas não era eu que estava no comando do carro ali.

Fomos direto para a casa dele. Ainda dentro do carro, Augusto mandou mensagem para Alexandre aparecer no portão. Após uns minutinhos, ainda de dentro do carro, vi o gordo Alexandre. Ele estava descalço e eu com vergonha de ir lá onde ele. Fiquei saindo aos poucos do carro e ele ficou me chamando: "Vem, vem logo!". Foi muito engraçado quando ele me abraçou e me levantou. Confesso que fiquei morrendo de vergonha do Augusto nessa hora - rs.

Alexandre nos convidou para entrar e nos mostrou os seus cachorrinhos. Fomos ao quarto dele e, lá, conversamos rapidão algumas besteiras.

Aproveitando o momento, uma selfie pra registrar aqui:

Não era pra eu estar publicando essa foto. Olhem a minha cara acabada - rs.

Combinamos outras coisas e voltamos para a casa do Augusto.

CONTINUA...

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #17


Demorei, mas vou tentar ser um pouco breve nesse post.

*

Já estava passando o horário do almoço, mas a minha vontade de comer uma comida bem nordestina por ali era mantida. Eu sabia que não estava em terras nordestinas, ainda não tinha caído a ficha totalmente, mas, mesmo assim, eu pensava em uma boa farofa e um feijão tropeiro.

Como dizem que a volta é sempre mais rápida, foi.

Antes de chegarmos em Gyn, paramos em um posto para almoçarmos. Do contrário do que as pessoas pensam, o posto era super chique, cheio de pessoas e bem organizado. Como demoro muito pra atualizar aqui e sei que vou esquecendo o nome das coisas, não lembro qual o nome, mas vou perguntar pro Augusto aqui no whatsapp. Só um instante. (...) Pronto! O Augusto acabou de me dizer que não lembra mais, mas que "ACHA que é o Pedra Bonita. Décio Pedra Bonita" - rs.

Momento em que ia tirar foto do lugar e Augusto passou na frente - rs.

Paramos lá e mais uma vez vimos aqueles peixes, como visto em um dos posts anteriores sobre essa minha viagem. Mais uma vez, fiquei com um pouco de nojinho, mas tudo bem. Não deixei de filmar ali, de olhar, de qualquer forma.

Entramos neste restaurante do posto e fomos direto para a comida. Era muita, mais muita comida mesmo! Eu poderia colocar um pouco de tudo, mas precisaria de uma bacia e de uma barriga nova - rs. Passeamos entre tudo ali e tiramos as tampas nos servindo. A única coisa que eu não queria deixar de comer ali era milho, algo que amo, mas não tenho costume de comer aqui. Não sei se cheguei a comentar aqui, mas o milho que os goianos preparam é maravilhoso, o tempero, a consistência... Meu Deus, dando água na boca aqui só de digitar isso.

Após colocarmos os grãos e saladas no prato, seguido de um MARAVILHOSO purê de batata, fomos às carnes - sendo que eu não sou muito fã de carne. Não lembro o que o Augusto escolheu, mas quando eu vi o churrasqueiro servindo uma pessoa do lado com frango enrolado de bacon, pirei - e olha que nem sou muito fã de bacon também. Eu quis!!! Perguntei se tinha limite, e ele disse que eu poderia escolher quantas unidades quisesse. Mesmo querendo mais, pedi para que ele colocasse somente três peças, visto que o meu prato já estava com aparência de prato de caminhoneiro - rs. Após, pesamos o prato e fomos procurar uma mesa naquela praça enorme.

Juro, não vi o preço que tinha dado o meu prato. O que mais importava naquela hora era consumir toda aquela delícia que estava ali. Comi muuuuito, deixando a coca-cola sempre por ultimo. O meu segredo é: comer tomando coca-cola enche mais rápido, certo? Fica a dica.

Continuamos comemos sempre elogiando a comida...

Demoramos um pouquinho ali conversando e mexendo no celular e depois voltamos à estrada.


*

Eu disse no começo que iria ser breve, mas quando se fala em comida... - rs.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #12

(...)

Antes mesmo de conhecer o Augusto pessoalmente, perguntei pra ele se teria possibilidade de irmos em Udi (Uberlândia), já que era bem pertinho de Gyn. Ele acabou dando a resposta positiva há meses atrás. Combinamos a questão do combustível e marcamos a data e o horário de saída, para deixar logo tudo muito bem esquematizado, considerando um final de semana que ficaria em Gyn, claro.

Lembrei aqui que no começo da madrugada do dia do meu voo, quando ainda não tínhamos nos conhecido pessoalmente, claro, e eu estava muito tento pensando ainda que pegaria um avião, que viajaria sozinho, que estaria em outro clima, estado, etc... Augusto me surpreendeu cancelando tudo. Me mandou mensagem dizendo que achava que não daria para ir para Udi e tal, tal tal... Lógico que me chateei e até tratei ele um pouco mal diferente. Mas como a única certeza que tínhamos ali era conversar tudo novamente e ver os prós e contras, com um pouco de dificuldade, mas com soluções, firmamos a viagem. Amém!

Na manhã de sábado, 15, acordamos cedo, arrumei a mochila em cima da hora, entramos no carro, fomos abastecer e nos mandando pela BR. No caminho, Augusto ainda me mostrava algumas coisas da cidade e eu tentava prestar atenção, sendo que a minha ansiedade maior era conhecer Minas Gerais e quem sabe até comer um pão de queijo por lá.

Lembro que ele me mostrou também o lugar exato onde o cantor Cristiano Araújo sofreu o acidente e morreu. Nessa hora, assim como no começo da viagem, lembrei de Deus e pedi para que ele estivesse ali conosco, nos guiando naquela ida e que fossemos na fé de Cristo.

Em meio as músicas sertanejas e meus gostos estranhos - pelo menos pro Augusto - seguimos a viagem. Ainda estava muito recente ali, então, o vídeo abaixo - com a música da playlist do meu celular, claro - mostra o quão estávamos animados em viajar na companhia um do outro.


A viagem era de mais ou menos quatro horas, então, tinha muito tempo pra gente conversar mais das coisas que só conversávamos no virtual.

Por algumas vezes, ríamos de besteiras, de coisas que nem sei como explicar agora.

No meio do caminho, paramos em um posto para nos esticarmos e comermos algo - aproveitando, Augusto ligava para os pais informando onde estávamos. Lá nem parecia um posto, era um lugar que na frente tinha uma espécie de lago, aquário, sei lá como chama aquilo. Tinha uns peixes coloridos e grandes indo para lá e para cá. Os peixes pareciam frutas podres que nadavam ali, inclusive Augusto até falou que um parecia muito uma manga ficando podre. E parecia mesmo. Confirmem isso no vídeo que filmei abaixo. Ele aparece no 0:08, na parte superior do vídeo:


Confesso que fiquei com um pouco de nojo deles: grandes, feios, com aquelas bocas de peixe enormes que mais pareciam mutantes.

Depois de ter filmado, pegamos a ficha na catraca do posto, passamos por ela e fizemos o nosso pedido. Com medo de pedir algo pesado que pudesse me fazer mal durante a continuação do percurso a Udi, pedi um bolo de chocolate que parecia estar uma delícia e Augusto pediu acho que um salgado de pizza, sei lá. De bebida, acho que Augusto pediu uma coca-cola lata e eu pedi um suco de uva em lata, que nunca tinha tomado na minha vida e que não me impressionou de tão normal como o suco de caixinha mesmo.

Terminamos o lanche e nos mandamos para, enfim, chegar à Uberlândia! \o/

domingo, 28 de dezembro de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #3

Pronto, vou voltar a escrever aqui enquanto estou com coragem. Nunca pensei que fosse passar tanto tempo sem registrar no intervalo de um mesmo post. Dessa vez espero que o calor e a falta de uma mesa não me impeçam. Um dia termino!


As mulheres já estavam de biquíni, os homens de camisetas e short curto e todos estavam ansiosos para o primeiro passeio que nos esperava. O dia estava quente e junto da claridade que estava por ali, meu olho começava a lacrimejar, mas não poderia perder o passeio por isso.

O carro que nos levou para a pousada foi o mesmo que nos levou, em grupos, para os passeios. As pessoas não paravam de rir, de admirar tudo que se passava.

A primeira parada foi na árvore penteada (não sei realmente se é esse nome). Todos se juntaram lá e tiram uma foto só. Ela era enorme. Eu não participei da foto, pois estava tímido. Perdi a oportunidade de tirar uma foto bem criativa lá, mas... Como sou lezo.

Me distanciei um pouco de todos e fui em direção ao mar. Aquela areia branca feita de pequeniníssimos pedaços de conchas me causavam um reflexo nos olhos que só eu pude sentir. Um pouco incomodado, vi de longe um camelô vendendo óculos, chapéus e outras coisas que só vendem na/para praia. Não hesitei em comprar um óculos, por mais simples e caro que fosse. Só foi eu começar a comprar que juntou vários comprando também e a alegria do vendedor aumentou naquele momento. E ele sempre falando que deixaria por tantos reais se fosse comprar dois, até mesmo quando as pessoas pediam um valor menor, já que o preço era mesmo bem mais caro. Entendo, praia, sol, turistas... Tem que arrochar mesmo.

Após comprar o óculos, voltei a me distanciar dos demais. Eu queria sentir o vento, o barulho do mar e tirar algumas fotos, sem ter vergonha. Utilizei em algumas fotos a minha lente fisheye que havia comprado há poucos dias para dar uma melhoradinha nas fotos do instagram:

Uma foto publicada por Anderson (Funnie) Rodrigues (@andersonfunnie) em

Apesar do filtro na foto acima, o sol estava gritante. E eu não via a hora de seguir e conseguir uma sombra.

CONTINUA...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #2


Não consegui contar o tempo passar após a nossa entrada dentro do carro rumo ao município de Jericoacoara. A BR estava ótima e a imagem que eu via pela janela era mais do que linda. Se o mato diferenciado era fascinante para mim, imagine quando visse as dunas. Juro, NUNCA tinha visto dunas na minha vida. Foi maravilhoso sentir, mesmo dentro do carro, a areia, as ondulações do chão incerto e um pouco de frio na barriga. Aquele barulho suportável de vento e pessoas rindo, tirando foto, gostando do que estava vendo, me fez bem. Ainda, pelo carro, consegui tirar algumas fotos, que não ficaram tão boas e que nem por elas dá pra descrever o quanto foi bom esse pedacinho de tempo ali, preso aquilo tudo:


Tudo ali era novidade e por mais que eu estivesse muito sério por fora, estava sorridente demais por dentro. Apesar daquele aperto dentro do carro, me senti em liberdade por conta daquele vento. As dunas pareciam pedras grandes e claras e se perdiam na medida que outras ultrapassavam a sua visão. Os "loucos" que passavam voados em cima das motos, conseguiam um equilíbrio inexplicável quando passavam pela areia naquela velocidade. Eu ficava imaginando o motor da moto após chegarem ao destino - rs. Pude ver também no caminho muita gente fazendo reparo nas motos, outros até estavam atolados na areia, coitados.

Como havia falado no começo deste post, não consegui contar o tempo e depois que ele passou foi que me dei conta que já estava em frente a pousada chamada Pôr-do-sol, em frente ao mar. *-*

Esperamos o restante das pessoas em outros carros chegarem e fomos divididos em quartos. Fiquei em um quarto bem próximo da entrada da pousada, sendo que tinha outros no primeiro andar - que eu queria demais ser escolhido para ficar lá. O quarto era simples, porém confortável. Tinha duas camas, uma de casal e outra de solteiro; Uma cômoda - se é que posso chamar assim; Um ventilador de teto; Um tamborete e um banheiro. A decoração era simples e artesanal e as camas estavam com colchas brancas e travesseiros de vento que mais lembravam de motel - rs.

Tomei banho, organizei as roupas, deitei um pouquinho, passei protetor e fomos tomar café.

A mesa já estava pronta, mas não tão farta quanto eu imaginava. Tinha pães, bolos (o de banana com canela estava delicioso!), molho de cachorro quente, duas opções de suco - que não tinham açúcar e que era de manga e outro sabor que não lembro, mas que mais parecia vitamina de laranja, por isso a minha confusão -, frutas e que eu lembre, só. Comi, comparado a minha fome naquela hora, pouco, mas foi o suficiente pra me segurar até a hora do almoço.

Depois do café, uns ficaram vendo TV, outros se balançando na rede, outros tiravam foto, outros batendo papo... e eu no quarto, deitado, curtindo a preguiça e esperando a hora do passeio chegar.

domingo, 31 de março de 2013

E A PÁSCOA...

...foi como um dia qualquer. Minha família é toda diferente, não temos aqueles sentimentos afetuosos, aquele costume de coelhinho da páscoa que traga ovos e mais ovos de chocolate. Desde pequeno não fomos educados dessa forma. Não tivemos medo de bicho papão, não colocávamos os dentes debaixo do travesseiro para que a fada do dente trocasse durante o nosso sono por uma moeda, nunca tivemos árvore de natal, muito menos aquele espírito natalino de que o bom velhinho viesse deixar o nosso presente... Rum, nem o aniversário da gente a gente ganhava nada. Raramente minha mãe e avó fazia um almoço mais caprichado pra pode compensar. Nunca avisavam isso, mas a gente percebia.

Essa Semana Santa foi super tranquila, mas me senti mais alone do que todas as anteriores. Nem preciso dizer que a cidade, embora sendo interior, estava deserta. Senti que o clima da cidade estava até mais frio, sei lá... Meu pensamento bobo acha que devido alguns dias sem trabalho, o ar ficou mais limpo, fora a tranquilidade que foi extrema.

Em um desses dias, Jonas veio aqui pegar os três últimos episódios de TWD que havia saído e ele ainda não tinha assistido, e ficamos na calçada conversando. Era um pouco mais de 20h e parecia que estava de madrugada. Até aquele meu medo de roubarem o celular estava ali, mesmo vendo que não tinha ninguém circulando a rua.

E ontem, sábado, combinamos de sair pra comer um "hamburgão" (que o Junior tanto foba) que tem no Liberdade Provisória, mas quase no final da tarde passou um carro anunciando que lá teria pagode à noite. Nada feito! A gente queria algo mais tranquilo, um clima só pra gente, então decidimos por telefone pra onde iriamos, mesmo tendo pouquíssimas opções na cidade. Eu só queria que não terminasse em bombas do Pirão, porque né...

E como em quase sempre tudo termina em PIZZA, não foi diferente.

Entre risos e muita falação da Dalila, curtimos aquela noite com chuva. Aliás, São Pedro não parava quieto, pois chovia, parava, chovia, parava... perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu.

Comemos toda a pizza em menos de meia hora, depois disso ficamos papeando por mais de duas horas. Achei que fossem expulsar a gente, mas não. Acho que eles entenderam que ali era um grupo de amigos que fazia tempo que não se reunia.

Durante as conversas, nem percebia, mas estive um bom tempo calado, como se todos fossem desconhecidos para mim. A segunda vez que fico desse jeito junto de todos. Não sei o que está havendo comigo, mas eu estou perdendo aos poucos o contato, estou me reservando até quando não estou sozinho. Espero que isso não vire doença. Dalila, desbocada como sempre, não perdeu tempo em chamar a minha atenção e perguntar vários porquês. "Cala a boca, Dalila!", deu vontade de falar.

De lá, demos uma volta de carro e fomos pra casa.

Hoje almocei na casa do Dalton, com a família reunida dele. Sinto como se já fosse da família, então, não houve nenhum problema. Fico muito feliz por eles que mesmo com todas as dificuldades que a vida tem, são felizes e seguem rindo.

Foi tudo tão novo, tão maduro e divertido. Espero que momentos assim se repitam - e espero mais ainda que não seja aqui em CN e, sim, em Teresina! ;-)

Boa noite!

domingo, 7 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012

Graças a Deus que tudo já terminou! Só não sei se conseguirei dormir hoje, porque até agora a zoada tá é monstra.

Para quem está acompanhando o blog do BE#3, viu que passei a noite passada por aí, andando pelas ruas da cidade com o Marllon de moto, colando os cartazes de divulgação do blog do filme. Na verdade, mesmo depois de ter colado muitos, ficamos conversando na rua por muito tempo, mesmo com cartazes que sobraram. Sem contar na passeata do PT que participei pela tarde a pedido da Neta e do Junior. Eu estava morto de cansado e com muito sono, mas continuei...

Não tem nem como esconder que o meu voto foi no 13, Américo de Sousa, né? - rs.

Segundos antes de apitar...

Marcos Junior

Ficamos conversando na casa do Dalton e as horas iam se passando. Comentamos sobre a noite, ali mesmo, sobre as pessoas que em plena 1h da manhã faziam fileiras de cadeiras nas portas aguardando os vereadores passarem para distribuírem dinheiro - sim, isso é um característica da minha cidade, por ser pequena, claro. Eu fiquei impressionado de verdade, mas juro que iria gostar se um vereador (ou capangas deles) nos abordassem para oferecer dinheiro. Lógico, iria receber, mas não significando que compraria o meu voto. Ia ajudar bastante para o filme e pensei mais nele. A cidade não estava com aquele clima de 1h da manhã, mas de 23h, onde o povo fica mesmo conversando até mais tardar meia-noite.

Acabei vendo um amigo que me avisou que eu "trabalharia" no dia seguinte com ele. Aceitei, claro. Mas tinha que acordar cedo, pois teria que estar em uma escola às 8h. Eu não era obrigado a ir, mas, claro que quis e fiz esse esforço.

Às 7h20 acordei com o celular alarmando. Atento, fui tomar meu banho e me arrumar. A minha demora não é nem tanto o banho, mas o arrumar. Por várias vezes, troquei de roupa achando que estaria ruim. No fim, fui de calça, o que mais tarde me arrependi, pois o calor estava realmente de matar.

Ozana comigo na escola José Barreto

Foi muito divertido estar no meio do povão, naquele clima de tensão e esperança. Estávamos, Vitor, Wanessa, Ozana, o motorista pelo qual não me recordo o nome que acabou virando nosso amigo, e eu rodando pra cima e pra baixo dentro de um carro um pouco acabado - rs. Às vezes o próprio cara que dirigia tirava piadinha com ele, dizendo que iria ligar o ar condicionado, e outras coisas, sendo que nem a buzina do carro funcionava - rs. Ri demais com ele.

No carro com Vitor e Ozana

Ozana, Motorista (cansado demais) e Wanessão

Me despedindo: Vitor, Wanessa, eu e Ozana

Votei um pouco mais de 15h e, para a minha sorte, não tinha ninguém. Só entrei, votei e pronto. Me livrei!

E no final da tarde, um pouco depois das fotos acima, enfadado, fui pra casa.

Não gosto de ficar na rua quando tem muita gente, quando a qualquer hora pode rolar alguma confusão, briga por causa de política. Nunca se sabe quando estamos sujeitos a isso, por esse motivo, preferi vazar dali.

Passei direto para a casa da mãe do Dalton. Lá, liguei o computador e comecei a acompanhar no UOL o resultado. Só estava um pouco mais de 5% aperuado e estava um ano pra atualizar. Deixei de mão. Fiquei por lá por alguns minutos e voltei pro computador aqui em casa. Entre várias chamadas no telefone, soube o resultado, e os dois que eu votei não ganharam. Fiquei muito triste por isso, mas a vida segue. O pior de tudo foi dar a notícia para um dos meus amigos, que ficou muito mais triste do que eu, tive essa, vamos dizer, responsabilidade.

Minutos depois o povo estava gritando demais na rua, mais ainda pelo Sillas do Louro, que mora bem próximo da minha casa.

Animação em frente a casa do Sillas do Louro

Sinceramente, gostei demais pelo fato de ele ter ganhado, com certeza ele mereceu e também o Junior Santos, Osmar Aguiar, Cristiane Bacelar... Pra ficar melhor, marquei os que estava torcendo de verdade para que ganhasse:

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Por fim, estou morto de cansado. O Vitor acabou de sair daqui após ter dado a minha contribuição e lamentando a perda do tio dele.

Só vou tomar um banho e dormir. Eu mereço!