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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

APAGÃO: #VIVAONORDESTE

Achei que fosse só mais uma falta de energia na minha cidade - SÓ QUE NÃO!

Por volta das 23h30, estava no computador quando a luz começou a ir se apagando devagarzinho e ficou fraquinha. Geralmente quando falta energia a luz se apaga de uma vez, mas dessa vez foi diferente. Era como se fosse um sofrimento, uma dor que estava começando, sei lá... dava até um pequeno desespero na medida em que ela ia se apagando. Saí do computador na mesma hora e fui para a cozinha onde estava a minha avó. Ela pediu para que eu desligasse algumas tomadas e, de imediato, deixei meu computador sendo sustentado somente na bateria. Fui para a porta de casa e olhei para a rua, onde a única luz que havia era a da lua. Tudo estava calado e escuro.

Quando voltei, a luz se apagou e desliguei o computador. Recebi uma mensagem do Marllon - que estava conversando comigo no MSN na hora - dizendo que havia faltado energia na rua dele, sendo que quando recebi ela, estava mandando pra ele a mesma coisa. E foi daí que deduzi que a falta de energia foi geral. Geral que eu pensava somente a minha cidade.

Minutos depois, enquanto eu ajudava minha avó a encontrar velas, o Junior me ligou de Teresina: "Anderson, faltou energia aí também?". Sim! - respondi. E ele continuou dizendo que em Teresina, São Luis (onde mora alguns amigos dele) e Aldeias Altas (onde mora um amigo nosso) também estava sem. E aí completou com o humor dele: "É o fim do mundo!!!". Não aguentei e ri nessa hora.

Na medida em que o tempo passava, o Junior continuava me ligando passando algumas informações, dizendo quais outras cidades ou estados estavam sem energia. Por ele falar vários, já achei que fosse no país todo e foi aí que mandei sms pra Karine, perguntando se onde ela mora, em Porto Alegre (é, fui longe mesmo!)  também estava sem. Para o meu alívio, a resposta dela foi negativa. Uff!

Foto que ilustra a madrugada da Nayenne, em Água Branca - PI (via facebook)

A minha única solução foi esperar a energia voltar. E deitado, literalmente. E por horas fiquei virando na cama pra lá e pra cá, espanto as muriçocas e tentando sentir algum vento frio. Não consegui ficar todo embrulhado, muito menos parado.

E quando eu achava que ia passar por esse sufoco a madrugada toda, a energia voltou, umas 2h e pouco. \o/ Na mesma hora peguei no sono pra acordar cedo.

Pela manhã, mais cedo, após chegar da academia, li algumas matérias no G1 sobre o apagão e vi o que rolava pelo twitter. Já esperava algo a respeito nos TT (trends topics), e então comecei a ler. E num é que o povo em vez de estar acompanhando ou comentando coisas boas, alguma revolta por esses acontecimentos estarem acontecendo no Brasil, estavam mesmo era "queimando" o nordeste. É, ninguém nunca vai se livrar desse preconceito. E o melhor de tudo era ver as respostas indiretas, como do tipo:



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Por favor, preconceituosos, melhorem! :-T

domingo, 15 de julho de 2012

LIGAÇÃO COM CATEQUISTA

Desliguei a chamada em meu celular e vim direto pra cá desabafar.

Minha catequista acabou de ligar perguntando como eu estava e o porquê da minha desistência do catecismo. Não que ela tenha lido o post anterior, mas soube pela Marliana, que havia me ligado ontem, enquanto não começava o encontro lá, que é às 16h, que provavelmente deu meu número pra ela. A Marliana perguntou se já poderia dizer à catequista sobre a minha desistência, já que eu tinha saído sem dar nenhuma satisfação. E eu respondi que claro.

Então, por isso, a ligação de agora há pouco. Ela me fez várias perguntas, me aconselhou e eu desabafei sobre algo que ela havia me dito no último encontro que eu tinha ido. Sei que não foi intenção dela, dias depois até entendi que ela só queria me usar como exemplo, mas no dia não consegui engolir o fato de ela me pedir desculpas e dizer que "não sou cristão". Durante a conversa, não perdi a oportunidade de falar sobre isso e ela sentiu muito por esse comentário que me deixou com o "coração triste", como ela mesma disse.

Contei os problemas que estava tendo com a minha vivência e a minha dependência. Contei um pouco de tudo pra ela, que achou a minha situação semelhante a uma que já tinha vivido. Mas, na minha concepção, ela não conseguiu entender, pois só na minha pele mesmo pra saber.

A conversa demorou um pouco mais de meia hora e acabei chorando com algumas coisas que ela me falou. Continuei com a minha decisão, mesmo depois dessa conversa. Eu não vou fazer catecismo, pelo menos por enquanto. Um dia, quem sabe, eu posso conseguir ser totalmente independente, mesmo continuando sendo doloroso.