Mostrando postagens com marcador reflexão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reflexão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de julho de 2026

A MESMA PALAVRA, OUTRO TOM

Um pouco mais de meio-dia de hoje, resolvi pedir uma quentinha, já que não aguento mais yakisoba (pra não dizer macarrão instantâneo) no almoço. Com toda essa mudança de vida, ainda não consegui a minha estabilidade financeira, então, para economizar, resolvi comprar comida processada e rápida, até porque, também, há poucos dias, minha geladeira chegou. Sei que posso ser julgado por isso, mas o julgamento maior vem de dentro de mim mesmo, porque estou comendo coisas que realmente não são saudáveis. Prometo que vou compensar isso com muita caminhada e corrida na próxima semana, já que trabalharei em horário comercial, de 8h às 18h, com pausa pro almoço, claro. 🙏🏻

Escolhi a opção da quentinha que queria e, no final, escrevi: "Quando estiver saindo, me informa." Detalhe: "me in-for-mA", com A no final. Antes de enviar, lembrei de uma conversa que ouvi no trabalho, apaguei a última letra da última sílaba e coloquei "me informE".

Por mais que as duas palavras tenham o mesmo sentido, o tom de quem lê não é o mesmo. No Maranhão - pelo menos na cidade onde morava -, é normal falar no tom: "Me dá", "Me entrega", "Me ajuda"... sempre com A no final de cada palavra. Aqui no Ceará, não. As pessoas usam o E, como: "Me dê", "Me entregue", "Me ajude"... E isso, pra mim, foi algo com que demorei pra me acostumar. A terminação das palavras com E, pra nós, aliás, pra mim, soa como autoritária. A meu ver, parece um chefe que quer algo naquele momento, tendo todo aquele poder de nos obrigar a fazer, que grita e tudo mais. Como disse, num tom totalmente autoritário.

E agora me peguei pensando... Será que a terminação com A que uso soa como autoritária aqui pro povo do CE? Agora faz um pouco mais de sentido na minha cabeça.

A conversa que ouvi aqui um dia desses foi assim, em um assunto aleatório, meio de fofoca: "Ah, ela chegou se achando, falando 'quero falar contigo'... Olha só, 'contigo'..." E eu pensei em qual o problema da pessoa chegar dizendo o contigo. Lembrei que eles não falam isso aqui, eles falam com você. Tipo, "eu quero falar com você". Como eu estava inserido na conversa, falei: "Gente, eu falo contigo, mas não é em tom de deboche, não, é que realmente a gente lá (do Maranhão) fala assim." Uma delas me confortou: "Você a gente sabe, o seu tom é educado, o dela, não." E continuei com aquele ponto de interrogação enorme na cabeça. Por quê!? 😬

Não queria mudar o meu jeito de falar e escrever, mas sei que, para pessoas novas, ainda mais de forma escrita em WhatsApp, vou ter que "forçar" essa delicadeza. É muito estranho não ir direto ao ponto, mas pessoas são pessoas, né? Não quero passar por nenhum tipo de constrangimento por aqui, ainda mais eu, que sempre falei tu. KKKKK

domingo, 7 de dezembro de 2025

DIÁRIO DE UM DOMINGO DE PAZ

Hoje tive um domingo bem diferente do normal.

A mãe de uma melhor amiga que foi morar no sul, a dona Lúcia, me chamou pra almoçar na casa dela. Informei que chegaria entre 10h e 11h da manhã, mas acabei acordando quase 11h. Mesmo "atrasado", ainda passei no supermercado, comprei batata palha e um salgadinho pra ir comendo no caminho, já que nem café eu tinha tomado. Ainda bem que estava nublado.

Cheguei lá quase meio-dia e ela ainda estava correndo pra deixar tudo pronto. Percebi que ela fazia tudo com pressa, pois achava que eu estivesse desesperado pra comer, mas nem estava. Ela colocou a lasanha no forno, preparou um arroz – que até queimou um pouco, pois conversamos tanto que caiu no esquecimento. A lasanha meio que transbordou no forno e ela ficou ainda mais preocupada, sempre se culpando por nada dar certo. Às vezes eu pensava até que poderia ser a minha energia, mas nem era, era que ela sempre quer fazer as coisas na pressa como se eu estivesse desesperado pra comer – rs. E eu sempre falando pra ela manter a calma, que eu sempre almoço lá pras 13h e que já estava acostumado nesse horário.

O arroz simples branco estava maravilhoso, mesmo queimadinho; a lasanha não tenho o que falar, estava de-li-ci-o-sa! Comi dois pedaços enormes!!! O prato estava maravilhosamente bom a ponto de não ter como rejeitar aquele tanto de comida. Quando coloquei meu prato e comecei a comer, ela fez uma salada de alface americana com tomate, sal e suco de limão. Divina! E entre conversas e conversas, comi ali...

Conversamos tanto que não víamos o tempo passar e já era mais de 15h. Fomos pro quarto dela, ela ligou o ar condicionado, ofereceu sua cama pra eu deitar enquanto pegava um colchão e o colocou no chão pra deitar junto de sua neta. E seguimos conversando, conversando e conversando...

Um pouco depois de 16h30, ela saiu do quarto e foi lavar a louça do almoço. Segui e ela ofereceu um bolo de chocolate que ela já havia feito mais cedo junto com um suco de limão que realmente eu estava com desejo.

Queria ir embora antes de escurecer, ou seja, antes das 18h, mas, como eu já havia pedido no dia anterior, queria que fizéssemos um estudo bíblico. E assim fizemos. Ela fez um apanhado de um livro que tinha lá e, novamente, aprendi várias coisas além de tirar dúvidas de várias outras. Lógico que em alguns momentos fiquei meio incomodado com alguns posicionamentos, mas cada religião tem os seus. Mesmo assim, sigo sem ter uma, mas me mantenho aberto a aprender e a escutar. Afinal, acho que toda religião tem um propósito: o amor.

* * *

Dessa vez registrei aqui como se fosse um diário, coisa que há muito tempo não fazia. O dia foi maravilhoso, de paz e calmaria. Espero que um dia eu possa ter domingos frequentes como o de hoje, regado de bom papo, comida e Deus no coração.

Registro aqui o meu muito obrigado, d. Lucia! 🩷