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domingo, 15 de julho de 2012

LIGAÇÃO COM CATEQUISTA

Desliguei a chamada em meu celular e vim direto pra cá desabafar.

Minha catequista acabou de ligar perguntando como eu estava e o porquê da minha desistência do catecismo. Não que ela tenha lido o post anterior, mas soube pela Marliana, que havia me ligado ontem, enquanto não começava o encontro lá, que é às 16h, que provavelmente deu meu número pra ela. A Marliana perguntou se já poderia dizer à catequista sobre a minha desistência, já que eu tinha saído sem dar nenhuma satisfação. E eu respondi que claro.

Então, por isso, a ligação de agora há pouco. Ela me fez várias perguntas, me aconselhou e eu desabafei sobre algo que ela havia me dito no último encontro que eu tinha ido. Sei que não foi intenção dela, dias depois até entendi que ela só queria me usar como exemplo, mas no dia não consegui engolir o fato de ela me pedir desculpas e dizer que "não sou cristão". Durante a conversa, não perdi a oportunidade de falar sobre isso e ela sentiu muito por esse comentário que me deixou com o "coração triste", como ela mesma disse.

Contei os problemas que estava tendo com a minha vivência e a minha dependência. Contei um pouco de tudo pra ela, que achou a minha situação semelhante a uma que já tinha vivido. Mas, na minha concepção, ela não conseguiu entender, pois só na minha pele mesmo pra saber.

A conversa demorou um pouco mais de meia hora e acabei chorando com algumas coisas que ela me falou. Continuei com a minha decisão, mesmo depois dessa conversa. Eu não vou fazer catecismo, pelo menos por enquanto. Um dia, quem sabe, eu posso conseguir ser totalmente independente, mesmo continuando sendo doloroso.

sábado, 14 de julho de 2012

CATECISMO MAIS NÃO

Há duas semanas que tomei uma decisão após uma discussão com minha mãe. Lógico, não vou expor detalhes da minha vida pessoal aqui mais do que já exponho, mas, para mim, foi a gota d'água.

O pensamento de desistência do catecismo vem desde a primeira vez em que ouvi certa frase da minha mãe, daí então comecei a juntar os contras e prós sobre. Parei de verdade. Dediquei alguns minutos só para o meu pensamento e pronto, decidi. Eu quis até passar por cima do meu pensamento, mas acho que tudo estava conspirando a meu favor. Acabei indo num sábado após a minha decisão, pois acreditei que algo poderia me fazer mudar, de não frequentar mais os encontros, mas, não. Não teve encontro nesse dia em que iria tirar a prova.

E no sábado seguinte não fui mais, e pra falar a verdade nem senti falta. Por quê? Há vários motivos que listei em meu pensamento e alguns deles são: 1. Eram somente "crianças" lá, o que não me fazia ter nenhuma afinidade, posso dizer assim. 2. Não ficava claro as orações, os acontecimentos, a trajetória e as leituras. 3. No último encontro que fui, ouvi o que não queria, a meu respeito. Simplesmente levei um "Desculpa, Anderson, mas você não é cristão!" da catequista, pelo simples fato de eu não ser batizado. Culpa dos pais? COM CERTEZA! Entendi.

Antes de tudo, pedi perdão à Deus em um dia antes de dormir e agradeci a ele por mandar algumas pessoas para tentarem mudar a minha ideia de não querer mais frequentar. No sábado que teria encontro e que eu já tinha decidido não ir mais, uma menina de lá, a Marliana, na qual eu pouco conversava, me ligou dizendo que estava com saudades - ela não estava indo nos quatro sábados anteriores por problemas justos e explicados para mim - e que não via a hora de me ver horas depois lá. Fiquei sem jeito, mas contei a verdade pra ela, que eu não iria mais. Ela não acreditou e me incentivou, me perguntou o porquê, mas continuei com a minha palavra.

Lamentei e ainda lamento muito por mim, até chorei por isso, mas, infelizmente, ainda sou dependente.

domingo, 13 de maio de 2012

FELIZ DIA DAS MÃES

Hoje, além do dia da mãe, é o aniversário dela. Por isso, pelo menos amanhã (hoje) tenho que me comportar bem. Sei que não tenho sido para ela um filho muito bom, mas tudo isso passa... Nos últimos dias até que estamos tranquilos, mas confesso que teve uma fase que eu estava querendo fugir de casa. Esses pensamentos imediatos me alimenta de uma forma que me faze até chorar, sofrer, e até mesmo fazer loucura. Eu procuro pensar no que estou/vou fazendo e nas consequências futuras.

Nem preciso que ela me diga, eu sei que sou um filho rebelde, que não mede na hora de dizer "não" e que acaba sendo ingrato às vezes. Esse sou eu! Posso não ser maduro para algumas pessoas, sejam elas mais velhas, porém o meu pensamento de agora é o de agora. Pode ser que mais na frente eu me arrependa, chore, ou ria de algumas atitudes, mas estou tentando viver conforme a minha idade.

Não tenho muito o que falar da minha mãe, até porque acho que o jeito dela em relação a mim, o único culpado sou eu mesmo. Se ela tem atitudes que não gosto, sou eu que a faço por onde brigar... Ah, melhor pular essa parte. :-(

Enfim, hoje no catecismo a aula foi "relax" - como mesmo usou essa palavra a professora. Ela começou a aula, após a abertura com a oração, com um texto que surgiu de um livro encadernado antigo, cujas folhas estavam com cheiro de antigo e folhas amareladas. A professora acabou até pedindo desculpas antecipado, caso começasse a tossir, pois sofre de sinusite. Eu nem consegui entender o texto muito bem. Não porque eu não estava prestando atenção, mas por ela não ter feito a leitura seguindo as regras de pontuação, as pausas até atrapalhavam também... Então, ela nos deu a missão: teríamos que escreve uma simples carta com duas partes para serem continuadas. Uma com o começo "Mãe, te amo porque..." e a outra "Também te amo apesar de...". Ou seja, a professora queria, no meu entendimento, que primeiro mostrássemos o nosso amor, falando das qualidades e segundo que mostrassem os defeitos, o que as mães fazem que não compreendemos que seja para o nosso bem.

Não demorei nem cinco minutos para escrever tudinho, então a professora mostrou que sobre a mesa haviam rosas, então disse que quando terminássemos, poderíamos grudar a carta na rosa do jeito que quiser. Eu, peguei, dentre rosas brancas, rosas e vermelhas, as vermelhas, então personalizei ela. Não tinha muitos recursos, mas usei a minha criatividade. Vejam como ficou:


Uma menina que estava do meu lado, ao ver eu tirando essa foto, falou: "Nossa! Ele é criativo!". E eu apenas dei uma risadinha de vergonha.

Pela manhã, esse será o meu presente de dia e de aniversário para a minha mãe. Vou deixar ele "vacilando" na cômoda dela e espero que ela seja curiosa o bastante pra saber que é pra ela essa simples rosa. Prometo, como disse no começo, que vou me comportar amanhã e vou dar um abraço bem forte nela, mesmo que não seja aceito, que eu acho difícil. Não me lembro muito bem o que escrevi na cartinha, mas sei que foi algo produtivo e que irá fazer ela pensar, até se arrepender, talvez.

Aproveitando o espaço, digo aqui o quanto AMO você, Ivonice, apesar de algumas vivencias ruins. Peço desculpas também por ser "mal criado", mas esse é meu jeito, eu não consigo ser outro. Me compreenda, por favor. Obrigado por me dar a vida, por ter me dado uma ótima escola e pelo conforto que sempre procura dar a mim e aos meus outros irmãos. Obrigado por sua mãe, a minha avó, por morar conosco. Eu sou grato a ela também e não consigo imaginar a minha vida sem vocês duas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

"ABRA O SEU CORAÇÃO!"

Após o trauma do post IGNORANTE, EU?, continuei com o mesmo pensamento sobre a minha ignorância. No mesmo dia, no curso, até me testei e procurei me policiar sobre a minha impaciência ao ouvir alguma bobagem e soltar o meu jeito de ser, a minha ignorância, no caso.

Hoje, desde o ano passou que não tinha ido, fui ao catecismo. Por eu não frequentar a igreja, não sabia o dia exato de volta, por tanto, me relaxei. Até que no sábado passado eu fui, mas ao chegar, vendo o portão fechado, segui caminho. Enfim, hoje fui e até que muitas pessoas também foram. Achei que fosse ver algum novato, mas as mesmas carinhas estavam lá.

A catequista comentou sobre a Quaresma, Campanha da Fraternidade 2012 e saúde, cujo é tema da mesma deste ano. Ouvi, observei... Os alunos de lá são todos tímidos, e com isso eu acabo ficando também. Então, nos minutos finais da aula, com o intuito de fazer interagir, ela começou uma dinâmica e explicou como seria: 1. Ela distribuiu corações simples feitos de folhas de caderno para todos; 2. Pediu para cada um escrever um defeito seu; 3. Recolheu todos os corações e colocou dentro de sua bolsa; 4. Cada um pegou um coração dobrado, fechado, de sua bolsa e se manteve com ele em mãos, como se fosse um sorteio; 5. Ao comando, ela dizia "Fulano, abra o seu coração!". Após isso, cada pessoa abria seu coração e lia o defeito que estava escrito nele, tentando dar um conselho para o tal "anônimo". Detalhe: eu escrevi no meu "impaciente e ignorante" e recebi um que estava escrito "impaciência".


Primeiro tive que falar sobre o coração que eu havia pego, mas antes, após eu ter falado o defeito que estava escrito no coração que eu peguei, a catequista me pergunta se eu era impaciente também, e disse que 'sim'. Ela completou, rindo: "Então, tu não tem condição de dar algum conselho para esta pessoa impaciente também...". E eu a interrompi: "Tenho, sim. Pois estou tentando driblar esse meu defeito". Ela, curiosa, pergunta: "E o que você está fazendo pra ser mais paciente?". E eu respondi claramente o que estava acontecendo comigo, omiti resumindo o que aconteceu na semana passada. Entendido, ela passou a vez pro próximo coração, a pessoa que estava ao meu lado.

Chegou então a menina que leu o meu coração e disse que sabia a solução para a impaciência - até mesmo porque tínhamos comentado na minha vez -, mas não sabia para a "ignorância". Então a catequista comentou uma história e me jogou uma pedrinha indiretamente. A forma em que a catequista interpretou a princípio foi de uma pessoa que ignora outra, mas no fim, disse que realmente achava que a tal pessoa que tinha escrito naquele coração era ignorante de mal educada mesmo. Na mosca!

Gostei disso e tentarei aplicar essa dinâmica no meu curso, já que ainda estamos com a instrutora que nos ensina valores, ética...