segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

CARTA PRA VOCÊ! #4

Caro amigo J...,

Estava sem sono e com uma vontade enorme de escrever algo ou de ir pro blog, mas “escrever o quê?”, pensei. Foi quando estava passando as publicações do Facebook e vi que você estava precisando, mesmo que opcional, de memórias que nós temos de ti. Foi aí que deu vontade de ligar o computador e começar a digitar isso aqui...

Engraçado que a internet tem mesmo o poder de aproximar pessoas e mostrar o quão importante ela pode se tornar na nossa vida. E foi isso que aconteceu. Fiquei pensando aqui: O que seria de mim sem ela? O que seria de mim sem Twitter? O que seria de mim sem o nosso grupo? O que seria de mim se não existisse tu em Penedo? Acho que posso responder: Eu seria mais solitário ainda; Não teria três gerações de Windows Phone; Não teria te conhecido e... Não teria ido aí pra poder te conhecer pessoalmente.

Querendo ou não tu me trouxe uma carga de confiança quanto aos aparelhos que pude usar, quanto o desejo enorme de poder me aventurar junto de amigos – após convencê-los bastante – em ir conhecer Alagoas e poder vivenciar o que vivenciei em apenas algumas horas de somente um dia.

Posso não ter muitas memórias contigo por não conviver, por não estar aí perto, mas em apenas poucas horas de um dia guardei várias que, pode ter certeza, jamais esquecerei, embora sejamos de estados e culturas diferentes. A receptividade, o cuidado em dar informações, o humor de um verdadeiro nordestino, a inteligência, a segurança no que falava e, principalmente, o se manter igual ao que era no virtual foram essenciais para guardar na minha memória.

Espero que tudo isso tenha sido importante e especial pra ti também. 😢

Muito obrigado e parabéns por ser assim. De verdade!

Desejo sucesso, amigos e açaí pra vida toda.

Espero ter ajudado.

Um abraço!

A. Funnie
James Dantas

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O DIA EM QUE COELHO NETO TREMEU

Me sinto na obrigação de registrar o ocorrido de hoje.

Nem sei por onde começar...

Hoje pela manhã estava trabalhando normal na sala da minha chefe, pois precisava de muita concentração para fazer algo e resolvi ir pra lá. Tudo estava tranquilo, o silêncio pairava por ali, já que a sala dela é bem distante das demais. Eu estava em uma cadeira giratória de rodinhas, daquelas que consigo até apoiar o pé em cima das rodas. O celular estava do meu lado quando vi uma notificação de mensagem do whatsapp. Curioso, peguei o celular para desbloquear enquanto baixava a cabeça pra olhar. E foi nesse momento que... Deu um pequeno tremor. Só que na hora achei que fosse eu com alguma tontura de fome, sei lá... Mas foi aí que lembrei rápido que havia tomado café da manhã. Pensei em gritar a minha amiga, a Jessica, que estava no setor mais próximo; de fazer uma brincadeira dizendo que achava que eu tava dando a "grengrenha", mas acabei não fazendo isso achando que ela estava atendendo alguém no momento.

Fechei a porta da sala e fiquei dentro como se nada tivesse acontecido e fui fazer uma ligação do telefone fixo. Em atendimento no telefone fixo, o celular do trabalho toca do meu lado e fui correndo deixar pra Jessica atender. Era a mãe da minha chefe. Não fazia ideia do que elas estavam conversando, ainda mais porque eu tava em uma ligação também.

Quando terminamos a ligação, Jessica abre a porta e me pergunta: - Tu sentiu o tremor?. "Tremor?", perguntei. E ela foi contando a história, avisando que a mãe da minha chefe havia ligado avisando que tinha acabado de acontecer um tremor na cidade e que muitas pessoas sentiram. Inclusive, a equipe que trabalha com ela estava fora do estabelecimento, com medo.

Foi aí que a ficha caiu e comecei a tremer. Aquilo tudo era surreal! Lembrei e revivi aquela sensação e tentei detalhar para quem me perguntasse como "uma pequena vibração de um celular gigante dentro da terra". Jessica disse que também sentiu, mas achou que fosse o vento do ventilador mexendo as coisas ou uma placa que estava atrás dela na parede, sei lá... E fomos juntando as peças, quando a internet começou a explodir sobre.

Foi aí que descobri que tremeu em Teresina - bem pior do que aqui - e em São Luis. Inclusive, "Teresina", "São Luís" e, pasme, "THErremoto" viraram os assuntos mais comentados do Twitter na manhã e tarde de hoje - rs. Eu nunca senti tanto orgulho disso, de verdade - rs.
O fato é que 2017 já começou com boas vibrações, literalmente.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #5

(...)

Antes de colocarem todos os equipamentos, tive que preencher uma carta antes de morrer ficha de inscrição colocando todos meus dados pessoais e, ao final, assinar, concordando com o termo de responsabilidade.


Assinado. Já era! 😅

Foi quando a equipe começou a colocar um monte de coisa em mim. Eu não sabia e nem olhava eles colocando, apenas obedecia quando pedia pra eu levantar as pernas, confirmar se estava muito apertado...


Mesmo com tudo aquilo grudado e bem colocado em meu corpo, ainda dava tempo de desistir, pois tive tempo pra isso. Eles verificavam a biruta, a questão das nuvens e, claro, o vento por si só. Foi algo bem planejado. Enquanto não estivesse do jeito que eles achavam que seria melhor, eu não sairia dali.

Por ultimo, me colocaram o capacete e me deram a câmera.


Conversei um pouco com o instrutor, perguntei a ele se ele iria fazer manobras no ar e ele disse que só se eu quisesse. "Tu quer?", perguntou. Respondi que decidiria isso quando estivéssemos em pleno voo.


Fiquei no meio da rampa com tudo colocado em mim, inclusive a parte principal, aguardando o instrutor "alinhar" as finas cordas.





Por algumas vezes o vento foi falho, porém o instrutor persistia.
Nada ali teria que dar errado. Eu ficava tenso a cada segundo e fiquei muito mais quando ele ligou a câmera. Tive a certeza que iríamos sair:


Como podem ver, o voo foi super tranquilo e o meu medo acabou, embora não parecendo, no momento em tirei os pés do chão. O instrutor deveria ter me dado uns toques antes de sairmos do chão, motivo pelo qual fiquei meio desengonçado no começo do vídeo. Nos primeiros segundos que saímos do chão que ele pediu pra eu manter os braços atrás e arrumar o meu "assento".

Por algumas vezes, durante o voo, ele me perguntou se eu estava enjoado, se eu estava bem e tudo foi legal.

A sensação é de liberdade e, mesmo parecendo clichê, gratidão. É como se você voasse de avião, mas sem estar dentro da aeronave. É algo que certamente você lembrará de Deus e agradecerá por estar vivo e ter passado por essa experiência maravilhosa. Fora que é super legal ver tudo de cima: a estrada, as cidades vizinhas, os carros passando e a própria sombra do seu voo. É algo que certamente levarei para sempre. 😎

Se eu indico? Com certeza! Como disse, o medo passa depois que você está lá em cima, isso eu garanto. A felicidade é tamanha.

CONTINUA...