sábado, 1 de janeiro de 2022

2O22

Sobrevivi a mais um ano... ✌🏻

Juro que não saberia o que seria de mim em 2O21. Que ano, hein? Foi um ano que tinha tudo pra começar bem, mas que agora me tirou todas as esperanças pra começar esse 2O22. Eu sempre vou culpar esse vírus por todo esse atraso da minha vida, ou melhor, das nossas vidas, em contrapartida também reconheço que ele foi um ano de provas, de amor e de caridade. É louco ter que reclamar de um ano com desgraças que trouxe no fundo um pouco de empatia e amor também.

Hoje vem aquela sensação de começar tudo de novo: trabalho, solidão e, com certeza, muuuuuuitas mudanças. As mudanças não serão necessariamente comigo, só que me afetará de alguma forma... Não posso ser possessivo, tampouco egoísta numa hora dessas. Eu sei que isso vai ser pro meu crescimento também, vai ser um empurrão pra mais uma vez acordar pra vida, saber que sou eu e eu  e que sempre será. Tenho medo, mas tenho que encarar com medo mesmo. Já passei dos trinta pra ter medos bestas. Tenho que parar de ser totalmente dependente. É louco isso, é muito louco.

No segundo semestre de 2O21 me afastei de pessoas próximas que estavam me fazendo mal mesmo sem perceberem. Às vezes escutava dessas pessoas algo absurdo, não só falando dos outros, mas de mim pra mim mesmo. Pessoas que pregam a empatia, a boa aparência e até a religião (!), mas vão lá e falam coisas que não devem, ou pelo menos que deveriam ser resguardadas. Isso está apontado a mim também, claro, não quero e nem sou hipócrita, reconheço quando falo demais também.

Ao contrário disso, conheci uma pessoa que me inspirava, que me provava que posso ser o que eu quiser ser e posso fazer o que eu quiser fazer, inclusive coisas diferentes a cada dia. Essa amizade foi uma provação a mim mesmo onde pude analisar e assumir uns erros que me foram apontados. Eu serei eternamente grato e que agora, quando estiver bem longe de mim (infelizmente), ainda estará no meu pensamento sendo lembrada com carinho.

Não sei o que esperar desse novo ano. Nos últimos dias conheci uma pessoa maravilhosa que me deu até um frio na barriga e um "calma, Anderson, vai vivendo isso primeiro"... E vou continuar vivendo isso tentando não mais errar com base nos erros passados, afinal, quero ser feliz também à minha maneira, né!?

Que 2O22 seja um ano, mais uma vez, de ensinamentos, de saúde e, principalmente, de saúde mental. Que todos possam se abraçar, se apontar com palavras bonitas e incentivadoras. E paz! O mundo precisa de paz, de que cada um cuide de si em primeiro lugar.

Sobrevivi! Obrigado, Deus! Que bom que nunca sou abandonado por Ti.

Até e até! 🙂

domingo, 12 de dezembro de 2021

NÃO EXISTO

É diário, é caderno preto, é um rascunho qualquer, é instagram privado... Hoje resolvi voltar a escrever aqui. Como sempre, as minhas vindas pra cá não têm sido de alegria.

Pode ser que alguma vez eu já tenha dito isso aqui, que peço sempre pro final de semana chegar, mas quando ele chega... A minha cabeça fica pensando em mil coisas, em mil planos e no fim eu vejo que não sou nada do que penso que sou. Mil ideias na minha cabeça, só que a pressão que me faço pra ela sair de dentro de mim é bem maior.

Hoje, como em quase todos os finais de semanas dos últimos anos, tenho uma tal de crise existencial. Na verdade, nem sei se é assim que se chama, vou até pesquisar aqui sobre. Pronto, pesquisei, e é isso mesmo. Acabei de ler que isso é bem normal entre os adultos, porém é normal que isso fique martelando por muito tempo?

Como em quase todos os dias, hoje pensei que não tenho propósito algum aqui na Terra, sério mesmo. Eu, definitivamente, sou sozinho. E quando não estou sozinho não sei como lidar. Em todos os dias que saio percebo algo que me faz ter certeza que minha presença ali está sendo só pra "preencher tabela". Ninguém se importa, ninguém me conta nada e no momento em que eu quero e até falo alguma coisa, me dá uma angustia tão grande que gaguejo, que as ideias não se encontram ou até mesmo falo algo que sai errado ou mal interpretado. Nunca imaginei passar por isso.

Quem não era eu, hein!? Aquele que todos faziam questão de conversar, de compartilhar as ideias, que sempre era escolhido como líder ou que queriam sempre minha opinião sobre algo. É estranho tudo mudar, muito estranho mesmo. Nunca imaginei que no meio de algum lugar a minha cabeça soasse um "o que eu tô fazendo aqui?". Parece que as pessoas têm pena de mim, sabe, e isso me dói tanto porque as coisas quando são pra mim parecem forçadas. Ninguém faz mais questão da minha presença ou de me falar algo, repito. Tudo, até mesmo na minha frente, é segredo. É tão constrangedor!

Antes da pandemia as coisas estavam dando errado, mas depois dela tudo desandou. Penso que o surto veio, mas só no meu interior. Eu não sei mais conversar com as pessoas, não sei mais chegar nelas como antes eu chegava e tudo é motivo de ter medo. Diariamente sinto medo de ver uma pessoa. Por isso, quando saio na rua, é olhando pro chão, é evitando ver os carros e imaginando mil coisas. Festas? Jamais vou! O medo de encontrar alguém que, mesmo sem fazer nada, possa me machucar, é bem grande. E é sofrer com isso até ter uma cura de verdade, porque o tempo nem é mais esse remédio que eu imaginei que fosse.

Não sei por que estou vivo, não sei o que faço por aqui ainda... Fico louco pensando se é melhor perdoar o passado e dar uma nova chance a ele, se enfrento o presente e digo tudo que me aflige de uma vez ou se me permito pro futuro - o que está sendo quase impossível de acontecer.

Cansei de ter que tentar responder os porquês das pessoas, sendo que a vida é minha e que mesmo elas querendo tentar me ajudar, a decisão no final vai ser mesmo minha.

Eu continuo com minhas crises escondidas de choro - inclusive agora mesmo enquanto digito isso aqui - e não tenho mais ninguém pra poder contar o que se passa comigo. Já pensei tantas vezes em desistir, tanto mesmo, só me falta um pouco mais de coragem e um empurrão.

Não sei se as coisas melhorarão nos próximos dias, e eu nem tenho mais esperança de que melhore. Como sempre, vou deixar acontecer.

😥💔

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

FORMADO, AMÉM!

Ninguém nem imagina o peso que tirei das minhas costas na última sexta-feira (10/09). Sério, eu não aguentava mais!!! 🤯😥

Tudo começou aquiaqui, e durante esses 4, ou melhor, 5 anos de dificuldades que seriam compensadas, acabou sendo de dificuldades que me adoeceram a cada mês. Eu não aguentava mais ter que me humilhar, cobrar, mostrar e provar alguns erros que não foram meus. Bate um arrependimento de não ter pulado do barco e nadado em busca de outro, mas tudo Deus sabe o que faz. Uma pena eu ter tido certeza de certas coisas quando já estava com 70% do curso em andamento. Desistir? Jamais! Até porque, né, o bol$o gritava. Eu tinha que engolir toda a desorganização, a falta de respeito, de profissionalismo e humilhação. Eu odeio me sentir humilhado!

Por meses chorei, guardei uma raiva tão grande e até, no ápice da minha impaciência, disse o que não deveria. Tem horas que tudo chega, né? Paciência tem mesmo limite e a minha já estava transbordando há muito tempo. Tive que ser o mais (es)forçado possível pra não correr o risco de levarem para o lado pessoal e, por conta disso, ser O Chato, evitando mais humilhação.

A-c-a-b-o-u!

Na sexta-feira, em meio a um clima estranho, a desorganização vista agora pelos meus próprios olhos, a falta de respeito, ao constrangimento, me formei. Nunca imaginei que fosse passar por isso na minha vida e o que poderia ser um suspiro de momento feliz, me deixou imensamente triste. Eu sei de tudo que passei e naquele instante eu estava batalhando pra limpar tudo, infelizmente a cada passo que eu dava naquele ambiente desde quando estacionamos o carro, me sentia ainda mais sujo. Segurei o choro por todas aquelas horas em cada situação. Tudo estava contra mim. Respirei, mudei minha cara e segui.

A formação foi mal apresentada, rápida e forçada. Eu, sinceramente, achei algo tipo "vamos logo fazer isso pra nos livramos". Confesso que esse era meu mesmo sentimento também.

Não sei exatamente como Carlos e Fátima se sentiram naquele momento, não lembro de nenhum olhar feliz que viria mesmo com o sorriso escondido pelas máscaras. Eu mesmo fiquei em choque com tudo aquilo; os meus aplausos eram totalmente sem empolgação, meu olhar era de desprezo e um sorriso totalmente amarelo. Todas as minhas fotos ficaram forçadas, eu sei. Meu pensamento era: "Meu Deus, por que eu tive que chegar até aqui assim?", sabendo que essa resposta chegará no futuro.


Foi tudo muito rápido, porém, pra mim, estava durando a eternidade. Eu queria fugir dali o mais rápido possível. Tentei transformar alguns simples momentos em felizes, corri atrás, fiz, aconteceu, mas eu fui forçado ao extremo pra conseguir aquilo. Ou seja, eu não estava sendo exatamente eu.

Eu sei que nunca podemos dizer "nunca", que não podemos cuspir pra cima, maaaaas... Não quero mais NUNCA voltar ali! Não quero contato com aquelas pessoas! Não sinto um pingo de orgulho de ter sido formado por lá. Não indicarei e ponto final. Pode parecer ingratidão da minha parte, mas por que vou ser grato por passar por coisas ruins? A gente tem que ser grato pelo bem, pela ajuda, pelas coisas boas...

Sem egoísmo, o mérito foi todo meu! As notas foram minhas, os pagamentos foram meus... Nesse lado, sinto orgulho de mais uma vez ter sido firme, ser pontual e acreditar que quando eu quero, eu consigo. 

No geral, a viagem em si foi estranha. Mesmo eu talvez demonstrando que estava tudo bem, não estava e nunca esteve. Sei que por algumas vezes falei demais... eu tinha que falar. Não fiquei tão tímido como eu imaginei que ficaria, sendo a prova de que realmente em outro lugar o meu eu habita mais em mim. Só queria me sentir mais livre, muito mais livre e leve. Free! Tranquilo, passou.

A prova disso foi que quando cheguei em casa, depois de toda essa viagem, desabei em choro. Um choro de raiva, de arrependimento, de tristeza, mas até de gratidão por eu ter passado por tudo isso e ter conseguido ainda estar vivo. Pareceu normal, mas pra mim foi louco.

Enfim, volto a dizer que acabou. E graças a Deus! 🙌🏻