terça-feira, 30 de outubro de 2012

IDA À NUTRICIONISTA DRA WANESSA CARLA

No período das eleições, estive "trabalhando" com a minha amiga (Dra.) Wanessa Carla e lá conversamos muito a respeito da minha magreza. Ela me deu algumas dicas e tirei pequenas dúvidas que tinha. Conversa vai, conversa vem, decidi que faria uma visitinha no consultório dela e assim, após várias semanas, hoje fui.

Fui à academia um pouco mais de 8h30 e saí de lá quase 10h. Como eu ainda estou aprendendo os nomes dos aparelhos, não estou reservando com ninguém e ainda sou meio lerdo, pois canso muito rápido e dou muitas pausas pra respirar fundo e tomar água, demoro mais tempo por lá, quando só é uma hora e meia que devemos ficar, estipulado pela academia, maaaas não ligo, pois tô pagando e não quero sair de lá com culpa por não ter feito tal coisa.

De lá, voltei pra casa, tomei banho e fui até o consultório da minha amiga Wanessa. Para a minha surpresa, lá não tinha ninguém aguardando ser atendido, somente um mulher e um criança que estavam já dentro sendo consultados. Fiquei vários minutos sozinho na recepção aguardando ela me chamar, enquanto trocava sms com a Fabrícia para passar o tempo. Não tive noção de quanto tempo esperei, pois a Fabrícia tinha realmente feito o meu tempo passar mais rápido.

E, ainda de cabeça baixa, digitando uma sms pra ela, escuto uma voz: "Vamos lá!?", era Wanessa. Entrei meio tímido olhando como se tudo fosse desconhecido - sendo que era mesmo. Observei as salas e comentei com ela que o "clima de hospital" me deixava tenso. Nunca descobri qual aquele cheiro de hospital, mas acredito que seja álcool. Enfim, entramos no escritório (posso chamar assim também?) e começamos a conversar.

A Wanessa estava sabendo realmente dividir o seu lado profissional com o pessoal. Quando era pra me tratar como eu merecia, sendo paciente, me tratava, mas às vezes soltávamos boas risadas o que quebrava mesmo aquele clima de profissionalismo. Eu adorei ter me consultado com ela. Fiquei super a vontade, a ponto de me sentir também a vontade de tirar fotos para registrar aqui.

Dr. Wanessa Carla

E, depois de uma conversa humorada, tive que me medir e saber o meu peso. Ela até que perguntou a minha altura, mas não sabia o certo, já que em diferentes lugares que me meço sempre dão resultados diferentes. Somente o peso acertei de cara, já que é um numero redondo e nem diminuo, nem aumento ele.

Não deu pra ver quanto eu peso? Clique na imagem para ampliar.

As duas informações citadas foram o suficiente para que ela soubesse o grau da minha magreza. Eu fiquei meio tenso nessa hora, pois imaginava que estava quase um palitinho e que a resposta não seria de tanto agrado para mim. Mas, não! Me explicando direitinho, depois de fazer alguns cálculos, ela me mostrou que estou na magreza de grau I. Essa magreza é a menos pior, pois em um pulo, já posso ser um ex-magro. :-D


E dando continuidade, respondi várias perguntas desde genética até as coisas que gosto ou não de comer. E assim estava sendo entrevistado. A consulta demorou o tempo suficiente e foi super precisa. A minha atenção estava voltada mesmo ao assunto e por pouco achava que nem estava em um consultório de tão a vontade que estava.

Enquanto ela preenchia o meu plano alimentar, fiquei tirando as minhas dúvidas, por mais vagas que fossem, mas vai que elas me comprometem...


E o meu plano foi entregue e está aqui do meu lado. Vou fazer de tudo para seguir a risca ele!

Desde já, agradeço ao atendimento ótimo da Dra Wanessa, que me respondeu a todas as perguntas e, mais uma vez, me deixou super a vontade. Gostei mesmo e super indico, caso alguém da cidade esteja interessado.

Muito obrigado! :-)

sábado, 27 de outubro de 2012

FRANCISCO ANDERSON

A promessa que falei no penúltimo post acabou e voltei ao meu nome normal no facebook.

Após aquele dia, nunca mais fui chamado por "Funnie", tampouco pelo meu próprio nome. Em nenhum momento senti nenhuma vergonha em ser chamado de "Francisco" e nem "Francisco Anderson", achei até que soou bem; na minha opinião, a combinação ficou legal.


Foram inúmeras vezes em que a janelinha do bate-papo do facebook subiu com a exclamação "Francisco!" ou "Chico!". O Francisco até que não encarava como um deboche, mas o "Chico", sentia certo preconceito, como se fossem me atingir com essa palavra, fazendo uma piadinha, sabe? Ainda mais quando esta estava seguida de risos. De fato, é um nome meio engraçado, pobre e que lembra um pouco o nordeste, a seca, aquele cenário todo do filme O auto da Compadecida, com o personagem famoso Chicó, interpretado pelo ator Selton Mello. Quem não lembra da frase: "Não sei, só sei que foi assim!" - rs.

Escrevendo isso, lembrei de quando estudava e chamava um professor de "Chicó", mesmo na frente dele. Uma vez ele até me chamou atenção por isso alegando não gostar e parei. Ele me fez passar vergonha na frente de todos, o que foi mais um motivo pra eu parar definitivamente na questão de apelidos. No tempo, eu não via problema em dar esse "apelido carinhoso" pra ele, até porque gostava, sim, das aulas e matérias dele, mas agora entendo o lado dele, pois senti na pele. Certamente, na cabeça dele, aquilo era debochando da cara dele, fazendo piadinha com o nome, mas, não, na minha concepção, não era aquilo.

Uma amiga - que também participou da promessa - me contou essa semana que uma amiga dela comentou o seguinte no facebook: "Que 'B*STA' é essa? Francisca?". Quando ela me falou desse comentário, fiquei p*to, mas não disse nada, guardei isso mesmo só para mim e estou registrando o preconceito aqui. E olha que eu achava que o preconceito era só quanto a raça, religião, sexo e mais alguns. Nunca tinha visto isso. Posso até estar exagerando, mas usar um termo baixo pra diminuir outro, para mim já é.

Pela rua, também fui chamado de "Francisco" e achei engraçado como repercutiu. Nunca imaginei que iria dar nisso. Conversei com o resto dos "Franciscos(as)" das promessas durante a semana e eles me contaram a mesma coisa, que estavam, também, sendo chamados assim.

Mesmo assim, fora isso, gostei da experiência. :-)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

APAGÃO: #VIVAONORDESTE

Achei que fosse só mais uma falta de energia na minha cidade - SÓ QUE NÃO!

Por volta das 23h30, estava no computador quando a luz começou a ir se apagando devagarzinho e ficou fraquinha. Geralmente quando falta energia a luz se apaga de uma vez, mas dessa vez foi diferente. Era como se fosse um sofrimento, uma dor que estava começando, sei lá... dava até um pequeno desespero na medida em que ela ia se apagando. Saí do computador na mesma hora e fui para a cozinha onde estava a minha avó. Ela pediu para que eu desligasse algumas tomadas e, de imediato, deixei meu computador sendo sustentado somente na bateria. Fui para a porta de casa e olhei para a rua, onde a única luz que havia era a da lua. Tudo estava calado e escuro.

Quando voltei, a luz se apagou e desliguei o computador. Recebi uma mensagem do Marllon - que estava conversando comigo no MSN na hora - dizendo que havia faltado energia na rua dele, sendo que quando recebi ela, estava mandando pra ele a mesma coisa. E foi daí que deduzi que a falta de energia foi geral. Geral que eu pensava somente a minha cidade.

Minutos depois, enquanto eu ajudava minha avó a encontrar velas, o Junior me ligou de Teresina: "Anderson, faltou energia aí também?". Sim! - respondi. E ele continuou dizendo que em Teresina, São Luis (onde mora alguns amigos dele) e Aldeias Altas (onde mora um amigo nosso) também estava sem. E aí completou com o humor dele: "É o fim do mundo!!!". Não aguentei e ri nessa hora.

Na medida em que o tempo passava, o Junior continuava me ligando passando algumas informações, dizendo quais outras cidades ou estados estavam sem energia. Por ele falar vários, já achei que fosse no país todo e foi aí que mandei sms pra Karine, perguntando se onde ela mora, em Porto Alegre (é, fui longe mesmo!)  também estava sem. Para o meu alívio, a resposta dela foi negativa. Uff!

Foto que ilustra a madrugada da Nayenne, em Água Branca - PI (via facebook)

A minha única solução foi esperar a energia voltar. E deitado, literalmente. E por horas fiquei virando na cama pra lá e pra cá, espanto as muriçocas e tentando sentir algum vento frio. Não consegui ficar todo embrulhado, muito menos parado.

E quando eu achava que ia passar por esse sufoco a madrugada toda, a energia voltou, umas 2h e pouco. \o/ Na mesma hora peguei no sono pra acordar cedo.

Pela manhã, mais cedo, após chegar da academia, li algumas matérias no G1 sobre o apagão e vi o que rolava pelo twitter. Já esperava algo a respeito nos TT (trends topics), e então comecei a ler. E num é que o povo em vez de estar acompanhando ou comentando coisas boas, alguma revolta por esses acontecimentos estarem acontecendo no Brasil, estavam mesmo era "queimando" o nordeste. É, ninguém nunca vai se livrar desse preconceito. E o melhor de tudo era ver as respostas indiretas, como do tipo:



CLIQUE PARA AMPLIÁ-LAS

Por favor, preconceituosos, melhorem! :-T