segunda-feira, 30 de agosto de 2010

PAIXÃO VIRTUAL

Nesses últimos dias estou feliz, muito feliz, os coraçõezinhos não saem da minha cabeça e eu não consigo voltar a minha fase normal. Isso mesmo, estou mais uma vez apaixonado – iludido talvez. Depois de mais de um ano sozinho encontrei acho que quem há tempos eu queria encontrar, ops, acho que estou me precipitando demais.

Foi incrível a forma em que nós encontramos, um coisa que posso dizer que foi o destino. Eu estava na internet, no Orkut, quando vi a sua visita. Ao ver, pensei que fosse mais uma menina curiosa que estava passando por ali, mas não, eu mal sabia o que estaria pra acontecer no dia seguinte. Eu, como sempre faço quando acho a pessoa que me visitou interessante, vou à página dela e deixo um recado agradecendo pela visita, mas, ao ir à dela, estava tudo bloqueado. A minha única opção seria devolver a visita e deixar pra lá, mas não, eu queria ter que escrever algo, queria atenção dela. Então, para que ela lesse o que eu pretendia escrever, tinha que mandar um convite de aceitação de amigo e escrever algo junto dele. Fiz isso. Escrevi que estava agradecendo pela visita e que não precisaria me aceitar.

Mas, não, ela me aceitou e ainda me deixou um recado (nem adianta procurar na minha página que não está mais lá). Eu respondi seu recado no dia seguinte e vi que ela estava online no bate-papo do Orkut. Sem hesitar, querendo conhecer melhor, puxei assunto e perguntei o que eu mais queria saber: Onde que ela tinha me encontrado, já que não tínhamos nenhum amigo em comum e por que ela tinha aceitado o meu convite. Achei que seria ignorante ao perguntar isso, mas eu fiquei bastante curioso pela resposta.

Ela me explicou tudo e engatamos num papo pelo Orkut mesmo. Cansado de ficar alternando as janelas, com medo de acontecer algum problema na página e também até mesmo porque não gosto de teclar por ali, pedi para que ela me adicionasse no MSN. Mas antes disso, antes que eu enviasse a mensagem pedindo, ela já tinha me mandado o dela. O que me deixou mais impressionado foi o fato de ela roubar os meus pensamentos, de termos muita coisa em comum. Chegava uma hora em que eu queria perguntar algo pra ela e, quando escrevia, ela já me fazia a mesma pergunta. Isso não foi só uma vez que aconteceu.

O papo no MSN durou por horas e vi que ambos estavam carentes, se descobrindo, falando de coisas mais íntimas: família, amigos, festas... essas coisas. Eu dispensei todos os meus amigos no MSN pra ficar somente com ela. Eu estava feliz, ria e tentava imaginar como ela estava, como ela sorria. A minha imaginação se tornava um pouco mais concreta quando via as suas fotos e prestava atenção em tudo, em todos os seus detalhes. Os olhos dela são lindos, o que me deixou mais encantado. Muitos que já leram aqui sabem que eu sou louco por olhos e olhares. Creio que o olhar pode falar mais que a boca. Acho que é meio um código, sei lá...

Ainda nessa primeira conversa, trocamos os telefones, coisa que eu não faço de jeito nenhum ao teclar com algum desconhecido pela primeira vez. Eu estava confiante, tão confiante que nem enrolei para dar meu número à ela. Depois, ainda curioso, acabamos fazendo chamada de áudio, também nunca fiz com ninguém, foi muito massa. Por eu ser tímido – e ela também – falamos poucos, tínhamos vergonha um do outro, principalmente eu, claro. Era vergonhoso demais falar, por isso optava mais em escrever mesmo estando com a chamada de áudio ligada para os dois. De vez em quando escrevíamos algo engraçado, nos escutávamos rindo, e isso era o suficiente para me deixar feliz, pois consigo distinguir quando uma risada está sendo forçada.

Fiquei muito apaixonado por sua voz, seu sotaque, embora algumas palavras eu não tenha entendido muito bem. Ela até ficou de me ligar. E me ligou! Conversamos pouco, pra ela a ligação estava ruim. Eu estava ansioso para engatar num papo agradável, quando, em menos de três minutos, ela diz que teria que desligar. Como sou escabreado (desconfiado, tá?), fiquei pensando bastante coisa: Será se ela não gostou de mim? Será se falei alguma besteira? Me culpei bastante por ela ter desligado daquele jeito. Pensei em desistir, achei que por ter me decepcionado muito com namoro em internet, acabaria me decepcionando novamente.

Ao chegar em casa, no sábado mesmo, depois da chatice do trabalho, conversamos e ela me explicou tudo o que tinha acontecido. Fiquei mais aliviado quando ela me contou. Nesse mesmo dia ela me contou um segredo meio estranho dela, agora que podemos dizer que seja bizarro, coisa de louco, mas gostei muito de saber disso. Achei esquisito no começo, mas depois eu vi que é besteira, que já tinha lido sobre.

No domingo, conversamos à tarde todinha, foi muito massa, pois acabei obtendo mais confiança dela e ela de mim. Nossa, foi tão rápido, em menos de uma semana já estamos desse jeito. Espero que tudo seja verdadeiro, que seja duradouro, pois isso está me fazendo muito feliz e diminuindo a porcentagem da minha carência. Eu não consigo parar de pensar nela, é como se eu já tivesse ficado com ela, sabe? Aliás, eu fiquei – rs. Foi uma experiência única.

Enfim, darei todo o melhor de mim e tentarei ser eu, como se eu estivesse realmente namorando, como se essa situação fosse mais real do que virtual. Isso é muito bom pra mim, acelera o meu coração e aumenta a minha ansiedade, a minha felicidade. Não irei cobrar ciúmes, até mesmo pela distância e por não termos ficado ainda de verdade. Obrigado, minha cara. Obrigado por me deixar feliz esses dias! Ah, e desculpa se estou muito iludido com você. <3

Obs.: Vou chamá-la de Monique!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PNEU FURADO

Na terça-feira, 24, como sempre, ao sair do trabalho, tive a minha rotina: fui ao lugar de sempre esperar o ônibus. Mal sabia o que iria acontecer a alguns minutos.

Eu sento num banco atrás do motorista e ele saiu pegando todos os funcionários. Tivemos de encarar toda a poeira que no caminho estava. Mas isso foi o de menos. Assim que passamos da ponte, começou a fazer um barulho estranho, e eu ficava observando o motorista mexendo em uma caixinha que parecia um relógio, mas que media alguma coisa – acho que a pressão de algo. Nessa “caixinha”, havia um botão que ele girava pra lá e pra cá e uma luzinha vermelha que se apagou. Ninguém no ônibus não comentava nada e nem eu imaginava o que podia estar acontecendo.

De repente, o ônibus para e todos começam a descer. O cara que estava sentado ao meu lado foi o primeiro, depois desceram os outros. Nessa hora, juro, eu pensei rápido, pensei que fosse uma parada, sei lá, pra eles fazerem alguma pesquisa rápida, observar as canas no chão... Mas quando vi todos descendo, me desesperei. Pensei logo que seria incêndio ou coisa do tipo, acho que veio isso na cabeça porque segundos antes imaginava coisas terríveis, como sempre quando estou com o pensamento vago.

Quando desci me aliviei ao ver o pneu furado. Todos começaram a rir, outros a se reclamar. Eu simplesmente só olhei, achei engraçado e segui meu caminho. Eu não conhecia ninguém que estava andando por ali, mas procurei andar no meio deles pra eu me sentir mais seguro, principalmente dos carinhas da minha idade, que fazem curso à tarde na fábrica. Parecia que eu era amigo deles, pois eu estava bem ao lado deles, enquanto eles riam e comentavam outros fatos parecidos com esse.

Embora a vontade de me entrosar tivesse sido grande, o meu orgulho timidez falou mais alto. Raiva! Mas mesmo assim me senti como tal, me senti seguro e enturmado, mesmo não estando no maior papo como eles estavam. Pensei até em ligar pra alguém pra não me sentir sozinho, mas ninguém veio na minha cabeça.

Caminhei acho que 1 km, se não tiver sido mais. Não reclamei por estar ali, no meio da estrada, escura, e de pé. Ao contrário, gosto dessas aventurinas que menos espero – desde que seja boa, claro. Mesmo não rindo, não conversando, somente caminhando, me diverti. Me diverti comigo mesmo por ter acontecido esse incidente.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

PRIMEIRA VEZ NO ZOOLÓGICO

Acabei de dar uma conferida na minha lista de sonhos que postei no mês de maio aqui, se não se lembra dela, clique aqui. Lá eu coloquei vários sonhos, mas esqueci de mencionar que queria muito conhecer um zoológico. A oportunidade chegou e eu fui a um.

Nesse final de semana, como disse em uma das postagens anteriores, eu iria a Teresina comprar mais algumas roupinhas, mas isso foi um fiasco. Como tive que esperar o Dalton chegar do trabalho, fomos às lojas, o melhor, à loja, bem próximo do horário que ela estava fechando. Dentre várias roupas, fui à seção de calças e quase não me agradei com nenhuma, aliás, quando eu me agradava com uma, não me agradava o preço. Nossa, fiquei impressionado por ver calças simples, sem muitos detalhes e com o preço altíssimo. Enfim, acabei comprando uma calça e uma camisa. Eu comprei a camisa sem provar e quando cheguei em casa e fui vestir, aff, ficou a pior. Então, como ela ficou boa no Dalton, vendi pra ele.

No dia seguinte, domingo, ontem, a Dalila havia combinado com os amigos da Universidade de irem ao zoológico. Confesso que quando soube que eles (inclusive o Dalton) iriam sair cedo, já fiquei ruim, pois ficaria praticamente sozinho dentro de casa. Mas deixei pra lá... Eles me convidaram para ir também, mas fiquei com receio de aceitar o convite, pois como eles só voltariam no final da tarde, eu perderia o ônibus pra voltar pra cá. Mas mesmo assim, encarando toda essa dificuldade e o medo de pegar o ônibus errado, ah, e também de insistir muito a Ozana pra ir conosco, pra eu não ficar rodado entre os amigos da Dalila, fui.

Encontramos com um dos amigos da Dalila, e ele começou a dizer que o restante da galera deles achava que não iam mais por n motivos. Ponto pra mim que não ficaria rodado e “com medo de gente”, como disse o Dalton e a Dalila. Ficamos na parada por mais ou menos uns vinte minutos. Depois que o ônibus chegou, seguimos e paramos bem na entrada do zoológico.

O amigo da Dalila nos avisou que da entrada do zoológico para o lugar onde estão todos os animais seria uns 2 km. Tínhamos que ir de pé. Até que apareceu o trenzinho do mamoré, ops, o tratorzinho do zoológico (foto) e nos levou para lá. Foi muito engraçado quando estávamos sendo levados, pois era como se voltássemos o tempo em questões de segundos, fomos crianças, riamos feito abestados, a Dalila gritava “êêêh” e batia palma como se fosse uma meninazinha. Foi muito divertido!


Assim que chegamos lá, tudo era novidade, pelo menos mais pra mim, claro. Eu me senti covarde em não estar tão próximo das cobras, mas me senti liberto ao ver as aves presas, senti vontade de entrar nas gaiolas e pegá-las. Nossa, como o tucano é lindo, e as araras agora, nem se fala.

Ficamos visitando todos os lugares juntos e de um por um. Observando sempre as plaquinhas que falavam sobre o tal animal na gaiola e tirando sempre fotos, confesso que estava me sentindo em um safari, mas vendo todos dentro de grades, que dá até pena, maaas...

O animal que eu estava mais ansioso pra ver era o mais importante pra mim, por ser o rei, por ser o mais temido e, por fim, por ser o meu signo: leão. Assim que fomos pela primeira vez onde ele estava, ele estava preguiçoso, dentro de uma “caverna”, acho que dormindo. Fiquei triste demais, pois pensei que sairia dali sem vê-lo. Mas depois de termos dado mais algumas voltinhas, vimos que no lugar onde ele estava, tinha muitas pessoas tirando foto e apontando. Quando cheguei lá, o leão estava de pé, e fazendo pose para as fotos. Fiquei prestando atenção em tudo, tentando armazenar todos os detalhes em minha memória. Eu não queria sequer piscar e perder algum gesto que ele fazia. Fiquei impressionado com o tamanho, com a juba e com os dentes. Deus me livre de entrar naquele lugar.

Dalila e eu observando o leão e a leoa descansando

Depois, fomos ver os macacos – que têm um lago só deles, e a hipopótamo – que a Dalila queria ver tanto. Posso dizer que eu tive sorte ao ver o leão, mas a Dalila não teve tanta sorte assim em ver a “potinha” (como ela mesma estava apelidando o animal). Assim que chegamos onde a hipopótamo estava, não tínhamos a visto, até que uma pessoa ao lado disse que ela estava debaixo d’água. Vimos só as costas dela do lado de fora e, depois de esperar alguns minutos, só o que ela fez foi subir um pouco a cabeça, abrir a boca e voltar a ficar como estava, realmente ela só quis dar o ar da graça aos que estavam ansiosos para vê-la. Isso foi questão de segundos e não deu tempo de preparar a câmera pra tirar foto.

Já cansados, passando da hora do almoço, fomos almoçar. Que massa, eu nunca tinha feito um piquenique. Embora não tivesse muita comida, muita fruta, típica de piquenique mesmo, curtimos esse momentinho com arroz e frango.


No mais, foi o máximo estar no zoológico. Gostei demais de ver uns bichos, mas senti falta de outros como a girafa, a zebra, o elefante... Foi legal mesmo assim. Aliás, nem tão... Eu simplesmente caminhando para ver não sei que animal, desiquilibrei e torci meu pé. Eu fiquei com um “seio” no meu pé de tão inchado e redondo que estava. Até agora tá doendo e estou mancando, por enquanto. Tinha que ter uma cagada!